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terça-feira, 24 de novembro de 2015

A Onda


Filmes... Amo filmes e um exemplo perfeito para exemplificar o comportamento ou melhor experiência (fato verídico) mau sucedida seria “A Onda” onde o professor de história pessoa de personalidade forte resolve fazer um experimento fazer com que seus alunos compreendam como os alemães praticaram crimes tão horríveis.

O professor ilustra a figura de um chefe autoritário e intimidador que impõe passividade e submissão e facilmente desencadeiam os mecanismos da psicologia de massas entre adolescentes, mais vulneráveis do ponto de vista emocional.

Durante uma semana os alunos deveriam assistir filmes, palestras, debates sobre o nazismo, porém este experimento foge ao seu controle. A turma dos ditos CDF, tranqüilos em casa se unem e começam a exigir a ordem dentro da escola indo de encontro com o grupo que representava a Anarquia.
No primeiro momento "A Onda" apresenta a melhorias superficiais na postura de alguns alunos mas logo esta melhoria se transforma em intolerância e agressividade, impossibilitando a vida sem ódio e segregação.

Percebesse que cada personagem tem uma motivação que desencadeia suas atitudes como o casal principal, Karo e Marco, em que, nitidamente, ela é a mais forte. Karo tem pais amorosos, mas liberais demais, o que a desagrada. Marco sente-se alheio a sua família, na qual não há pai e a mãe envolve-se com parceiros da idade dele. Procura o modelo de identidade no pai de Karo. Ela é mandona e Marco se submete de modo passivo; mostra um abandono talvez primal, refletido em sua insegurança. A personagem ganha força e poder de decisão, atrelado a descontrole de agressão, principalmente com Karo, já que, pela primeira vez, surge o desejo de dominá-la.


Este filme relata que varias situações de agressividade, violência, homicídios, suicídios, bulling, homofobia etc. no ambiente escolar porém no final, todos acabam inocentados diante desta hipnótica corrente mental, percebemos neste filme os mecanismos de defesas como Racionalização, as justificativas para o comportamento são consistentes e aceitáveis, e a Identificação os jovens assimilam e se transformam a partir do modelo apresentado pelo professor e também Desenvolvimento Afetivo representados pelo casal Karo e Marco citados acima.


Referências:

http://firefoca.com.br/wp-content/uploads/2014/07/die_well_filme_onda.jpg

sábado, 31 de outubro de 2015

Filme "Os sinos de Anya"


Que filme lindo, triste, questionador, alertador, etc... Este filme nos leva a reflexão do que seria este laço de relações chamado “amizade”, são laços de afinidades e interesses comuns, porém ao assistirmos o filme percebemos que a verdadeira amizade não vem apenas de um ponto em comum, mas também pode surgir na tentativa de tentar ajudar, de tentar ser solidário com o outro.

Esta amizade fortalece mutuamente, eles criam coragem para vencer os próprios medos, que ajuda na sobrevivência de cada um. No filme a carência de um supre a do outro e ambos se completam. Fatores incompreendidos por todos são suprimidos nesta relação sem paramentos sem metas sem projetos e objetivos, este companheirismo só pode ser encontrado longe de qualquer interesse ou vantagem. Ajudar o necessitado sem nenhuma pretensão só faz crescer e quem sabe também ser ajudado.

Porém além do fator amizade e como educadora não posso deixar de mencionar como é triste deixar de mencionar a professora e como devemos olhar mil vezes para o aluno dito “problema”. E jamais menospreza-lo, principalmente na frente dos colegas.


sábado, 30 de maio de 2015

A.I. : Inteligência Artificial




Título no Brasil: A.I. : Inteligência Artificial
Título Original: Artificial Intelligence: AI
País de Origem: EUA
Gênero: Ficção
Classificação etária: Livre
Tempo de Duração: 146 minutos
Ano de Lançamento: 2001
Estúdio/Distrib.: Warner Home Vídeo
Direção: Steven Spielberg

O sonho de um filme que tratasse de questões da relação homem-máquina nasceu há anos, com Stanley Kubrick, diretor e roteirista de grandes filmes como 2001: Uma Odisséia no Espaço (1968). A.I. foi idealizado pelo cineasta com base em um conto do escritor Brian Aldiss, de 1969, intitulado Superbrinquedos duram o verão todo (Supertoys Last All Summer Long). Kubrick trabalhou cerca de 20 anos nesse projeto, que não chegou a sair do papel, pois o diretor tinha dúvidas se conseguiria material tecnológico suficiente para realizar o filme. Com sua morte, em 1999, coube a Steven Spielberg a responsabilidade de concretizar o projeto a partir do que ambos haviam discutido.

A história de A.I. Inteligência Artificial se passa num futuro indeterminado, quando a terra havia sofrido grandes transformações ambientais, devido às conseqüências do efeito estufa. Para lidar com esse desastre ambiental, humanos criam um novo tipo de computador com uma inteligência artificial incrível: os mecas, robôs independentes, conscientes de sua existência. Assim, a Terra fica dividida entre os orgas (seres orgânicos/humanos) e os mecas (seres mecânicos/robôs). Existem vários tipos de mecas, produzidos com as mais diferentes finalidades, mecas babás, mecas empregados, e até mecas amantes para satisfazer os desejos das mulheres. Contudo, todos eles têm uma característica em comum: a de servir aos seres humanos como “escravos”, incondicionalmente.

O filme A.I., assim como outros grandes filmes de ficção cientifica que retratam a relação homem-máquina, revela um pensamento quase que generalizado nessas obras, a de que os homens, ao criarem artefatos tecnológicos, sentem ao mesmo tempo uma mistura de prazer e medo. Prazer por realizar obra comparada à criação “divina” e, ao mesmo tempo, medo, principalmente de serem substituídos por tal obra, ou mesmo de que a “criatura” se volte contra o “criador”.

Será mesmo que um dia a humanidade poderá ser substituída pela tecnologia? Durante o filme percebemos claramente a “rejeição” do homem pela máquina, já que os orgas são completamente contra a “artificialização” da vida do homem. Não admitem que a sociedade “trate” robôs como “humanos”. Segundo os orgas, essas ações servem apenas para prejudicar a relação do homem em sociedade. Noma (1998, p.147) nos lembra que “os sujeitos do século XX têm suas razões para desconfiar e para temer a ciência, haja visto as experiências com a bomba atômica, com os gases, com as armas e artefatos desenvolvidos para a guerra...” Mas se a tecnologia nasceu da necessidade do homem, não será então o homem quem deverá estabelecer limites a essa tecnologia?

Hoje podemos dizer que a tecnologia não é somente uma necessidade, mas algo natural à vida do homem, pois faz parte de seu cotidiano. TV, rádio, celular, computador, mp3, laptop... é mesmo quase impossível pensar nossas vidas sem a tecnologia. Alimentos transgênicos, clones de animais, inseminações artificiais, afinal de contas não é preciso mais “amar” para que se tenha um filho. Que repercussões podem advir de mudanças tão grandiosas? O que acontecerá conosco se continuarmos avançando da forma como estamos?

Afinal, quando nos tornamos escravos dessa tecnologia? Existem pessoas que passam horas na frente do computador, ou mesmo trocando mensagens pelo celular, o famoso sms. Conversas virtuais, encontros virtuais, relacionamentos virtuais, msn, blog, orkut, chat. Porque as pessoas preferem esse tipo de contato? Todos nós, ao nos relacionarmos com outras pessoas passamos por diferentes situações, sofrimentos, desentendimentos. No entanto, esses relacionamentos é que nos fazem amadurecer, crescer como pessoa, como cidadão. Por outro lado, o homem “virtual”, numa tentativa de não sofrer, de não errar, de não se frustrar ou frustrar o “outro”, renuncia ao contato humano e social, pela facilidade que encontra em ser não o que é, mas o que “sonhou” ser.

No filme, a Cybertronics Manufacturing, empresa que domina a criação de mecas, resolve projetar um robô que seja capaz de amar, um robô com sonhos e sentimentos iguais aos de seres humanos. Liderados pelo cientista Robby (William Hurt), o meca David (Haley Joel Osment) é desenvolvido, lembrando a criação de Adão e Eva, "programados" para amar o seu criador. O meca-filho tem a função de garantir um amor incondicional aos seus “pais”: Monica (Frances O’Connor) e Henry (Sam Robards), funcionário da empresa fabricante. David é acionado para "amar" quando Mônica verbaliza uma lista de sete palavras, previamente planejadas e constantes do manual de instruções: cirro, Sócrates, partícula, decibel, furacão, tulipa e golfinho.

Se a grande questão, inicialmente destacada no filme, referia-se à capacidade de um meca amar um orga, agora a situação se inverte: será um humano capaz de amar um meca? Ao criar um robô-filho que tivesse a capacidade de amar, o cientista abriu vários precedentes, afinal, quem ficaria responsável por amar aquela “criança”? Qual a responsabilidade dos pais sobre esse “filho artificial”? Humanos seriam capazes de amar um robô? Mas o que chama a atenção é que o cientista, ao idealizar David, pensou numa característica que o tornaria único: David seria capaz de amar e sonhar. E David sonha, faz planos, projeta realizações. E o mais importante, busca realizá-los sem ser programado para fazê-lo.

Estruturado como um conto de fadas, A.I. situa a ação de seus personagens entre a fantasia mais pura e o medo de crescer, de deixar de ser criança e perder o amor dos pais, permeado pela insegurança de nossa inserção no mundo adulto, pela necessidade da busca por uma identidade própria. Ao final de sua jornada, o “herói” vai emergir “humanizado”, a "humanização" do menino-robô é representada no final quando ele “adormece” e "morre" junto com a "mãe". Simbolicamente, ao “morrer”, ele se torna ser humano, já que morrer é uma característica humana. 

A visão distópica de A.I. inclui o desfecho profetizado por Gigolo Joe, “Nós sofremos pelo erro deles, porque, quando o fim chegar, tudo que restará seremos nós”, as máquinas sobrevivem aos seres orgânicos. Quando David é resgatado do fundo do mar, depois de dois mil anos de espera, o homem é uma espécie extinta. O mundo está povoado por mecas altamente desenvolvidos, que fazem escavações para descobrir suas origens. Ao final, David “torna-se a memória permanente da raça humana”, paradoxalmente, a prova da capacidade dos homens fica registrada na memória de um ser robótico, o resgate de sua memória sinaliza não a sua evolução, mas o processo de sua extinção.

O filme, além de nos trazer questionamentos sobre essa relação tão polêmica e tão complexa que é a do homem com a máquina, nos deixa uma grande lição, a de que nós, humanos, temos capacidade, maior do que qualquer artefato tecnológico: somos capazes de amar! Sonhar, planejar, enfim, nos emocionar. Grandes qualidades dos seres humanos.

De acordo com Noma (1998, p.145), filmes como A.I. servem de alerta para o fato de que “a adesão, a aceitação cega, sem questionamentos, dos produtos da ciência e da tecnologia pode levar à morte, à desordem e à destruição”. O homem do mundo globalizado não tem mais tempo, falta-lhe tempo para passear, para comprar, para se relacionar, e nessa ânsia pelo tempo, ou melhor, por “agilizar” o seu tempo, busca nas mais diferentes possibilidades tecnológicas tornar sua vida cada dia mais prática e, conseqüentemente, mais “artificial”, muitas vezes tornando-se “escravo” destes recursos.



Autoras:
Suelen Fernanda Machado – Pedagoga e Assessora Pedagógica da CRTE de Campo Mourão.
Amélia Kimiko Noma – Professora Dra. da UEM – Universidade Estadual de Maringá.

Fonte: http://www.cinema.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=99 

Referência

NOMA, Amélia Kimiko. Visualidades da vida urbana: Metropolis e Blade Runner. São Paulo, 1998. Tese (Doutorado em História Social)-Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.


sexta-feira, 8 de maio de 2015

Filme: "Quanto vale ou é por quilo?"

O filme, “Quanto Vale ou É Por Quilo?” de Sérgio Luís Bianchi cineastra brasileiro, inicia com uma narrativa histórica, do Brasil Colônia. Logo na cena de abertura do filme, acontece uma ação envolvendo uma negra forra, e o rapto de seu escravo por um proprietário branco, retratando basicamente a crise de valores existentes desde o Brasil Colonia iniciando pela exploração da mão-de-obra barata e da mais valia até os dias atuais com as ONGs que surgem para preencher a fragilidade do Estado-nação dentro do capitalismo global no âmbito social.

O enredo retrata as mazelas e contradições de um país em permanente sofre crise de valores indiferente do tempo independentemente no Século XVIII e os tempos atuais. Os fatos narrados aparentemente parecem ter ficado no passado, mas que ainda visualizamos atualmente, como a luta pelos direitos democráticos, a discriminação contra negros e pobres, o desrespeito, a lavagem de dinheiro, a corrupção, dentre outros.

“Quanto Vale Ou É Por Quilo?” não questiona apenas as instituições no país atual, ele mostra que tanto faz lucrar com a venda e exploração física de semelhantes, quanto superfaturar a compra de equipamentos por ONGs o que vale mesmo é o LUCRO... O que fica mesmo é o questionamento quando vamos mudar???


Indicação da Interdisciplina: ESCOLA, CULTURA E SOCIEDADE: Abordagem Sociocultural e Antropológica

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Macunaíma - O herói brasileiro

  




Na Interdisciplina "ESCOLA, CULTURA E SOCIEDADE: Abordagem Sociocultural e Antropológica" vamos assistir o filme "Macunaima" - como todo bom leitor digo que o livro é anos luz melhor que o filme (a adaptação do livro para a sétima arte), porém ele passa ou melhor resume bem a história do Herói Brasileiro uma personagem tipicamente brasileira descrito por Mário de Andrade. 


Macunaíma nasceu no meio da mata é preguiçoso, não possuí caráter. Seus trejeitos, sua fisionomia e suas falas são cômicas. Vale a pena assistir.