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quarta-feira, 20 de junho de 2018

Avaliação




Leciono em duas escolas uma pública e outra particular percebo que na pública ainda estamos aprendendo a avaliar. Trabalhamos com provas e notas, as provas são iguais para todos os alunos da turma não levando em conta as particularidades de cada individuo. Salvo professores que realizam por sua conta e risco uma avaliação diferenciada.
Na escola particular por sua vez trabalhamos com grade de objetivos e parecer descritivo, somos orientadas à superficialidade para evitar conflitos com os pais.
Com metodologias diferentes ambas escolas usam da avaliação para mostrar aos responsáveis como esta a aprendizagem do aluno.
Apesar de várias reuniões pedagógicas para avaliar o processo de avaliação, percebo que ainda não encontramos um consenso. Pessoalmente percebo em minha prática uma gigantesca mudança utilizo diferentes instrumentos para avaliação, porém acredito que ainda estou longe do ideal.

“A prática da avaliação da aprendizagem, para manifestar-se como tal, deve apontar para a busca do melhor de todos os educandos, por isso é diagnóstica, e não voltada para a seleção de uns poucos, como se comportam os exames. Por si, a avaliação, como dissemos, é inclusiva e, por isso mesmo, democrática e amorosa. Por ela, onde quer que se passe, não há exclusão, mas sim diagnóstico e construção. Não há submissão, mas sim liberdade. Não há medo, mas sim espontaneidade e busca. Não há chegada definitiva, mas sim travessia permanente, em busca do melhor. Sempre!” (Luckesi, 2000)
           
        É visível que desconhecemos ou evitamos praticar a verdadeira função da avaliação, acredito que somos movidos pela nossa própria avaliação quanto professores. Como seremos avaliados pelos nossos superiores, pares ou até mesmo pelos pais e alunos. Visto que, toda a sociedade ainda vive em modelos classificatórios.

    Estamos em busca de novos mecanismos de avaliação que seja diagnostica e construtiva, que valorize a inclusão e a democracia procurando sempre o melhor para o aluno.


Referência:

FERREIRA, Lucinete. O contexto da prática avaliativa no cotidiano escolar. In:____. Retratos da avaliação: conflitos, desvirtuamentos e caminhos para a superação. Porto Alegre: Mediação, 2002. p.39-61.   
LUCKESI, Cipriano. O que é mesmo o ato de avaliar a aprendizagem?, Revista Pátio, ano3, n° 12, p.11, 2000.
Imagem disponível em: <https://pt.slideshare.net/marcelo1500/reprovao-tema-da-vi-reunio-geral-de-histria> acesso em 16 jul. 2018.



domingo, 17 de junho de 2018

Temas Geradores


A utilização de temas geradores proposta metodológica fundamentada por Paulo Freire seria o uso de práticas pedagógicas que valorizem a bagagem trazida pelo aluno, através de palavras chaves de fácil entendimento pelo aluno, palavras que fazem parte de sua rotina social. A partir da oralidade a construção escrita e visual terão significado para o aluno favorecendo a leitura de mundo.
[...] o diálogo é uma exigência existencial. E, se ele é o encontro em que se solidarizam o refletir e o agir de seus sujeitos endereçados ao mundo a ser transformado e humanizado, não pode reduzir-se a um ato de depositar idéias de um sujeito no outro, nem tampouco tornar-se simples troca de idéias a serem consumidas pelos permutantes.”( FREIRE, 1987)
Ao usarmos temas geradores estaremos possibilitando a interatividade, uma relação de troca entre professor/aluno, onde ocorrerá diálogo, e procura por respostas quando há problematização. O aluno deixara a passividade e suas relações sociais servirão como base para troca de saberes que possibilitaram a discussão de diferentes temas, podendo cada sujeito expor sua leitura de mundo, possibilitando o uso da linguagem no contexto do aluno.
A educação se torna humanizada e democrática através do dialogo e a prática pedagógica será permeada pela conscientização do indivíduo, dos seus direitos e dos seus deveres como cidadão. Aproveitar na sala de aula sua realidade, seus relatos de vivencias e experiências possibilitaram a efetiva participação e a transformação deste cidadão.

Referência:
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 27.ª ed. Rio de Janeiro: Paz e terra, 1987. p. 3-9.
______. O mentor da educação para a consciência. Revista Nova Escola. Julho de 2008. p. 70-72. Disponível em: < https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2459263/mod_resource/content/2/Informa%C3%A7%C3%B5es%20sobre%20Paulo%20Freire.pdf> acesso em 17 jul. 2018.
______.  A importância do ato de ler. 29a. ed. São Paulo: Cortez, 1994, p.12-15.

domingo, 27 de maio de 2018

O que é importante?

Imagem disponível em: <https://feitodesamba.files.wordpress.com/2012/08/330.jpg> acesso em: 20 maio 2018.


Para planejar o ensino é fundamental que primeiramente conheçamos o aluno e principalmente seu contexto social, só assim é possível saber o que é importante para eles aprenderem.
Abaixo seguem minhas sugestões de perguntas:
1.          Em que contexto social meu aluno está inserido?
2.          Os textos contemplam área de interesse dos meus alunos?
3.          A linguagem utilizada é de fácil compreensão?
4.          As atividades propostas proporcionam debate crítico?
5.          Este planejamento contribui para a formação pessoal e social do educando?

Principais idéias Rays

Ao lermos o texto "Planejamento de ensino: um ato político-pedagógico" de Rays extraímos as Principais Idéias:

1. “Escola e realidade social”
Compreender o contexto social onde o educando está inserido é fundamental para o planejamento, que deverá priorizar a realidade dos educandos.

2. “Retrato sociocultural do educando”
O Planejamento será direcionado a partir da realidade do educando, valorizando seu mundo social e cultural.

3. “Objetivos de ensino-aprendizagem e conteúdos de ensino”

Os três aspectos importantes que a aprendizagem deverá contemplar são: assimilação, elaboração e recriação do saber. Trabalhados de maneira que proporcionem significados para o educando.

4. “Procedimentos de ensino-aprendizagem”
Participação dos educandos na construção do planejamento, forneceram subsídios para a aprendizagem cujos objetivos devem valorizar o pensar, repensar e agir.

5. “Avaliação da aprendizagem”
A avaliação da aprendizagem tem como objetivo proporcionar mecanismos de aprimoramento das aprendizagens.

Percebemos que a educação deve priorizar o educando, que este deve ser parte fundamental de todas as etapas de sua aprendizagem e que seu contexto social deve ser observado para termos êxito na formação de cidadãos críticos e atuantes.


Imagem disponível em: <https://musicaeinclusao.files.wordpress.com/2014/10/conteudo-escolar-x-democracia.jpg> acesso em 25 maio 2018.

REFERÊNCIAS:
RAYS, O. A.
Planejamento de ensino: um ato político-pedagógico. Disponível em: <https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2407153/mod_resource/content/2/Planejamento%20de%20ensino%20um%20ato%20pol%C3%ADtico-pedag%C3%B3gico%20de%20Rays.pdf> Acesso em 20 maio 2018.

RODRIGUES, Maria Bernadette Castro. Planejamento: em busca de caminhos. Disponível em: < https://moodle.ufrgs.br/course/view.php?id=51543> Acesso em 15 maio 2018.

terça-feira, 24 de abril de 2018

COMÊNIO E A DIDÁTICA



Após as leituras conheci Comênio o primeiro teórico a considerar não somente os sentimentos infantis, mas também sua inteligência. Fazia interseções argumentativas que as crianças deveriam ser respeitadas e principalmente consagradas como seres inteligentes, com sentimentos limites e aptidões.
Este teórico também considerava que a educação é direito de todos. É inacreditável perceber que a trezentos anos atrás existiu alguém motivado a melhorar não somente o trabalho do professor, mas também estimulado a favorecer o interesse e criatividade dos alunos.
Este tema tão atual que foi luta de Comênio e permanece sendo incompreendido por muitos. Compreender a individualidade de cada aluno ainda é um tabu, suas vontades são colocados de lado perante a infinita quantidade de conteúdos que deveram ser repassados e avaliados.
O importante para Comênio seria orientar o que realmente tem valor para a vida e não somente o que é considerado importante para a escola. Seu pensar foi e ainda é inovador. Me questiono porque a maioria dos educadores são avessos a este modelo de educação que valoriza e procura motivar o aluno a pensar, que este aluno comporte-se como ator e não como mero espectador da sua aprendizagem.
Os instrumentos didáticos apresentados por Comênio em “Orbis Sensualium Pictus” (O mundo desenhado) para alfabetização é utilizado até hoje. São abecedários ilustrados, com frase simples e desenhos. Esta técnica estimula a memorização através da visualização.Confesso que alfabetizar não faz parte da minha prática pedagógica, porém valorizar e compreender a bagagem de cada aluno fazem parte do minha metodologia de ensino e aprendizagem. Gosto de motivar e usar de muitas técnicas que despertem a vontade de falar.
Por vezes tenho que desenvolver aulas extremamente tradicionais visto que respeitar a hierarquia é a grande pedra no sapato de muitos professores. Acredito que um relacionamento de respeito mutuo de conversas, saídas de campo são elementos cruciais para a efetivação da aprendizagem.
Para ele o ponto de partida da aprendizagem deve ser sempre o conhecido: ir do simples para o complexo, do concreto para o abstrato. No seu livro Orbis Pictus, "o mundo das coisas visíveis em figuras" ele elabora um texto em que cada passo é relacionado com ilustrações. Daí já percebe-se a sua atenção em buscar procurar opções atrativas, interessantes que iram ser marcantes e principalmente prazerosas para aprendizagem.
Almejo ser lembrada como alguém que proporcionou o alto conhecimento, que motivou a auto-aprendizagem e a inquietação por aprender e se descobrir como ser capaz de traçar seus próprios caminhos.
 
DOLL, Johannes; ROSA, Russel Teresinha Dutra da. A metodologia tem história. In: _______ (orgs.). Metodologia de Ensino em Foco: práticas e reflexões. Porto Alegre: UFRGS, 2004, p.26-29

GASPARIN, João Luiz. Comênio ou da arte de ensinar tudo a todos. Campinas: Papirus, 1994. p. 41-42.

O Livro didático em Comênio. Disponível em: <https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2392872/mod_resource/content/1/O%20Livro%20did%C3%A1tico%20em%20Com%C3%AAnio.doc> acesso em 10 abr 2018.


Imagem diponível em: <https://www.google.com.br/imgres?imgurl=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2F1G8mS3CPFZ0%2Fmaxresdefault.jpg&imgrefurl=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D1G8mS3CPFZ0&docid=Ikh1PJ6CRaSNUM&tbnid=ZGSbDJriiivuoM%3A&vet=10ahUKEwioy4yYvrPaAhWGiJAKHUxTCqEQMwhTKBIwEg..i&w=1280&h=720&bih=602&biw=931&q=COM%C3%8ANIO%20E%20A%20DID%C3%81TICA&ved=0ahUKEwioy4yYvrPaAhWGiJAKHUxTCqEQMwhTKBIwEg&iact=mrc&uact=8> acesso em 11 abr 2018.

terça-feira, 17 de abril de 2018

“O menininho”

Era uma vez um menininho bastante pequeno que contrastava com a escola bastante grande.
Quando o menininho descobriu que podia ir à sala caminhando pela porta da rua, ficou feliz. A escola não parecia tão grande quanto antes.
Uma manhã a professora disse:
- Hoje nós iremos fazer um desenho.
“Que bom!”, pensou o menininho. Ele gostava de desenhar. Leões, tigres, galinhas, vacas, trens e barcos... pegou sua caixa de lápis de cor e começou a desenhar.
- Esperem, ainda não é hora de começar!
Ela esperou até que todos estivessem prontos.
- Agora, nós iremos desenhar flores.
E o menininho começou a desenhar bonitas flores com seus lápis rosa, laranja e azul.
- Esperem, vou mostrar como fazer.
E a flor era vermelha com o caule verde.
- Assim, disse a professora, agora vocês podem começar.
O menininho olhou para a flor da professora, então olhou para a sua flor. Gostou mais da sua flor, mas não podia dizer isto... virou o papel e desenhou uma flor igual a da professora. Era vermelha com o caule verde.
No outro dia, quando o menininho estava ao ar livre, a professora disse:
- Hoje nós iremos fazer alguma coisa com o barro.
“Que bom!” pensou o menininho. Ele gostava de trabalhar com o barro. Podia fazer com ele todos os tipos de coisas: elefantes, camundongos, carros e caminhões. Começou a juntar e amassar sua bola de barro.
- Esperem, não é hora de começar!
Ela esperou até que todos estivessem prontos.
- Agora nós iremos fazer um prato.
“Que bom!”, pensou o menininho. Ele gostava de fazer pratos de todas as formas e tamanhos.
- Esperem, vou mostrar como se faz. Assim... Agora vocês podem começar.
E o prato era fundo. Um lindo e perfeito prato fundo.
O menininho olhou para o prato da professora, olhou para o próprio prato e gostava mais do seu, mas ele não podia dizer isso... amassou seu barro numa grande bola novamente e fez um prato fundo, igual ao da professora.
E muito cedo o menininho aprendeu a esperar e a olhar e a fazer as coisas exatamente como a professora. E muito cedo ele não fazia mais as coisas por si próprio.
Então, aconteceu que o menininho teve que mudar de escola... 
Esta escola era ainda maior que a primeira.
Ele tinha que subir grandes escadas até a sua sala...
Um dia a professora disse:
- Hoje nós vamos fazer um desenho.
“Que bom!”, pensou o menininho. E esperou que a professora dissesse o que fazer. Ela não disse. Apenas andava pela sala. Quando veio até o menininho falou:
- Você não quer desenhar?
- Sim. O que é que nós vamos fazer?
- Eu não sei, até que você o faça.
-Como eu posso fazer?
- Da maneira que você gostar.
- E de que cor?
- Se todo mundo fizer o mesmo desenho e usar as mesmas cores, como eu posso saber qual o desenho de cada um?
- Eu não sei!
E começou a desenhar uma flor vermelha com um caule verde...
Helen Buckley





A leitura deste conto “O menininho” de Helen Buckley me fez refletir e como poderia deixar de refletir sobre minhas práticas pedagógicas. Percebo muitos traços que aprendi com professores que na época de estudante eram detestáveis e que pratico hoje em dia.
Percebo que este professor e eu como pro0fessora tenho que me adequar a regras e a padronizações impostas pela coordenação pedagógica da escola. Somos educadores mais infelizmente não temos autonomia para desenvolver nosso trabalho.
Meu desafio perante inúmeros meninos e meninas como o do texto é perceber que estou seguindo o sistema que na maioria das vezes não concordo, porém sou servidora e preciso garantir meu ganha pão. Vez por outra sou vista como professora “maluquinha” e até mesmo transgressora, mas me permito deixar as imaginações e criatividades fluírem.
Procuro escutar meus alunos, respeitar seus anseios. Percebo que os alunos adoram estar fora da sala de aula, de atividades como: saída de campo, ou até mesmo se sentarem em circulo para conversarmos, serem ouvidos.
Percebo que a descontração, a informalidade, a quebra de padrão faz com que eles se sintam valorizados e respeitados.
Na minha prática pedagógica gostaria de ser lembrada, por dar asas a imaginação. Não quero ser igual a meus pares repletos de regras, agressividade e ódio no coração. Quero ser encontrada na rua abraçada, receber abraços calorosos e principalmente ser o exemplo de alegria e perseverança.

BUCKLEY, Helen. O menininho. Disponível em: <https://moodle.ufrgs.br/course/view.php?id=51543> acesso em 11 abr 2018.