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sexta-feira, 3 de julho de 2015

Minha percepção sobre a perspectiva de Paulo Freire


 
              Com a leitura da obra “Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa” minha percepção sobre a perspectiva de Freire é que existem diferentes tipos de educadores que se dividem em críticos, progressistas e conservadores.
              Porem indiferente ao tipo de professor todos necessitam de saberes comuns como saber relacionar teoria e prática; conduzir o aluno para produção e construção do conhecimento; perceber que ao ensinar aprende e principalmente consiga “despertar no aluno a curiosidade, a busca do conhecimento, a necessidade de aprender de forma crítica”.
              O livro pedagogia da autonomia versa sobre de lacunas que são conflituosas entre os educadores destacando a necessidade da reflexão crítica sobre a prática educativa, que dialoga com a teoria e a prática, sendo o posicionamento vital para o autor que não há docência sem discência, quer dizer que: quem ensina ‘aprende o ensinar’, e quem aprende ‘ensina o aprender’.
              Para o autor ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção. Deixando claro que o ensino não depende somente do professor, bem como a aprendizagem não é exclusiva do aluno, mas tanto o ensino versus aprendizagem e o professore versus aluno se fundem e se completam.
             Segundo o autor a convivência harmoniosa e amorosa entre professor e aluno reflete na troca de saberes e a educação como base de transformação social.
 
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra. 1998

Reflexão sobre modelos pedagógicos



Quando conclui minha formação, recebi o diploma e uma bagagem imensa de teoria, porém ao adentrar em uma sala de aula como educadora me deparei com uma realidade totalmente diferente daquela que poderia imaginar, até mesmo porque o período de estágio, que teria a função de mostrar o que seria uma sala de aula além dos livros, fui presenteada com uma turma modelo. Uma turma pensante, independente e madura, a menina dos olhos de todos os aspirantes e veteranos professores. Sem mencionar a escola, uma escola pública bem localizada, organizada.

Sempre me visualizei como um professor reflexivo, por que desde que me conheço sempre questionei tudo, sempre questiono o quê e o porquê das coisas, nunca me conformei com o fracasso e sempre acreditei que tudo é possível, imaginava tudo se transformando, modificando e melhorando. Porém na pratica esse inconformismo me conduziu a grandes desafios e inúmeras dificuldades, até mesmo algumas decepções por querer deixar de lado a prática pedagógica disciplinar e inovar com a troca trabalhando interdisciplinaridade.

A prática pedagógica disciplinar parte do pressuposto que aprender é separar, e nós preferimos estar no sentido contrário, ou melhor, no sentido “horário” da complexidade e inteireza do conhecimento. Prática esta que cada professor pode desenvolver sozinho de seu modo sem sequer dialogar com pares da mesma área de atuação.

Já interdisciplinaridade desenvolve e vivência a capacidade de organização, potencializa a criatividade, articula o conhecimento de forma dialógica, promove a aproximação da comunidade interna e externa, experimenta, de fato, o trabalho em equipe e possibilita a prática do hábito da pesquisa. Porém neste modelo de trabalho o educador tem que dialogar com colegas, direção, supervisão e até mesmo com os educandos.

Trabalhando nesta segunda metodologia acredito que ocorre uma aprendizagem significativa dependendo é claro da disposição do aluno para aprender, além da seleção de conteúdos. A aprendizagem desse conteúdo envolve a realização de ações, é preciso fazer para aprender e seu domínio envolve o seu uso e aplicação em diferentes contextos.

Porém como tornar uma sala e a aula mais dinâmicas, favorecendo a realização de ações, e a promoção de vivências aos alunos, o exercício de habilidades que levem a autonomia para analisar e criticar os processos colocados em ação e seus resultados. Se todos os pilares da escola não aceitam e não querem mudanças, não aceitam inovações.

Entendo que todos os educadores precisam compreender sobre estes modelos e escolher aquele que melhor produza conhecimento no aluno. Contudo este mesmo professor precisa respeitar regras, a hierarquia e a organização da escola. Não tenho dúvidas de que aluno gostaria de formar, de que metodologia seria ideal para modificar nossa sociedade.

Porém a escola precisa ser que trabalhe a coletividade. Tenho convicção que a prática aliada a pesquisa são fundamentais para a compreensão do que está se fazendo. E se esta escola permitir em seu quadro um professor reflexivo irá formar indivíduos capazes, críticos e autônomos, aptos a escreverem a própria história e certamente teremos um mundo melhor.

 
 
 
BECKER, F. Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos. Texto em PDF, disponibilizado pelo autor.

 ZABALA, Antoni.  Respostas do ensino à dispersão do conhecimento: esclarecimento conceitual. In: EnfoqueGlobalizador e Pensamento Complexo. Porto Alegre:ArtMed, 2002. (p. 26-30)

 

domingo, 24 de maio de 2015

Metodologia de ensino globalizado

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O que é: "Metodologia de ensino globalizado"? São metodologias que influenciaram as teorias pedagógicas de Decroly e Kilpatrick que são referências preciosas para o trabalho de ensino globalizado.
Nessa metodologia as disciplinas escolares se integram e os conteúdos selecionados são aqueles que apresentam maior utilidade para os estudantes, não são individualizados seguem uma sequencia lógica e estruturada de acordo com as condições do estudante.
Estas praticas pedagógicas visam a integração dos estudante valorizando a sua formação de ideias, reflexão e analise critica, preparando o mesmo para enfrentar diferentes situações e o estimulando a tomar inciativas o tornando um ser atuante socialmente.



terça-feira, 12 de maio de 2015

Projeto Político Pedagógico E.E.E.F. Duque de Caxias


Projeto Político Pedagógico - A Identidade da Escola

No sentido etimológico, o termo projeto vem do latim projectu = lançado. É particípio passado do verbo projicere, que significa lançar para frente. É um plano, intento, desígnio. Empreendimento. Plano geral de edificação.

Analisando com mais minúcia a  etimologia do termo Projeto Político Pedagógico, será mais fácil  familiarizar-se com o que ele  diz em suas entrelinhas:

PROJETO = vem do latim PROJICERE que significa lançar para frente;

POLÍTICA = refere-se à ciência ou arte de governar; orientação administrativa de um governo; princípios diretores da ação; conjunto dos princípios e dos objetivos que servem de guia a tomadas de decisão e que fornecem a base da planificação de atividades em determinado domínio; modo de se haver em qualquer assunto particular para se obter o que se deseja; estratégia; táctica;(Do grego politiké, «a arte de governar a cidade»).

PEDAGÓGICO = relativo ou conforme à pedagogia; que é teoria da arte, filosofia ou ciência da educação, com vista à definição dos seus fins e dos meios capazes de os realizar;

“Projeto Político Pedagógico: ação intencional. Compromisso sócio-político no sentido de compromisso com a formação do cidadão, para um tipo de sociedade e Pedagógico: no sentido de definir as ações educativas e as características necessárias às escolas para que essas cumpram seus propósitos e sua intencionalidade”

Finalidade
Toda escola deve ter definida, para si mesma e para sua comunidade escolar, uma identidade e um conjunto orientador de princípios e de normas que iluminem a ação pedagógica cotidiana.

O Projeto político pedagógico vê a escola como um todo em sua perspectiva estratégica, não apenas em sua dimensão pedagógica. É uma ferramenta gerencial que auxilia a escola a definir suas prioridades estratégicas, a converter as prioridades em metas educacionais e outras concretas, a decidir o que fazer para alcançar as metas de aprendizagem, a medir se os resultados foram atingidos e a avaliar o próprio desempenho.

O PPP é diferente de planejamento pedagógico. É um conjunto de princípios que norteiam a elaboração e a execução dos planejamentos, por isso, envolvem diretrizes  mais permanentes, que abarcam conceitos subjacentes à educação:

 - Conceitos Antropológicos: (relativos à existência humana)
 - Conceitos Epistemológicos: aquisição do conhecimento
 - Conceitos sobre Valores: pessoais, morais, étnico...
 - Político: direcionamento hierárquico, regras...

Importância de um Projeto para a escola
A relevância de um projeto escolar consiste no planejamento que, evita improvisação, serviço malfeito, perda de tempo e de dinheiro.

Com planejamento, fica bem claro o que se pretende e o que deve ser feito para se chegar aonde se quer. Um bom Projeto Político Pedagógico dá segurança à escola. Escolhem-se as melhores estratégias o que facilita seu trabalho, pois o mesmo está fundamentado no Projeto que norteia toda Unidade Escolar. Isso se faz imprescindível para se ter um rumo, visando obtenção de resultados de forma mais eficiente, intensa, rápida e segura.

A escola deve buscar um ideal comum: fazer com que todos os alunos aprendam. Uma boa sugestão é nomear comissões de pais e encarregá-las de organizar campeonatos esportivos nos finais de semana na quadra da escola, cuidar dos banheiros ou da biblioteca.

*Texto Fragmentado do material didático - Projeto Político Pedagógico/ A Identidade da Escola - Sistema de Ensino Portal Educação e Sites Associados

Artigo por Colunista Portal - Educação - terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Fonte: https://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/3550/projeto-politico-pedagogico-a-identidade-da-escola