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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

deficiência e diferenças

Este PEAD tem me proporcionado uma vasta aprendizagem diariamente além de mudar drasticamente meu modo de olhar tudo. Esta semana a proposta de aprendizagem foi assistir ao vídeo e ler o artigo da Professora Izabel Maior aprendi sobre deficiência sobre o ponto de vista de uma pessoa que se tornou deficiente aos 20 anos de idade. Ela relatou que a exclusão imposta as pessoas ditas “normais” é imensa, e que a aplicação de cotas é algo valido porque existe discriminação.

Ela relatou que a inclusão atende a um direito social deve estar politicamente relacionado aos direitos humanos, fornecendo suporte na arquitetura urbana de circulação e locomoção, transporte, comunicação. Proporcionando acesso e principalmente autonomia das pessoas com deficiências.

Na escola onde trabalho temos muitas pessoas com deficiência, trabalho com deficiência física motora e intelectual. A interação encontra inúmeras barreiras seja de locomoção e também de aceitação do grupo que está engatinhando para compreensão e aceitação, existe uma gigantesca barreira de compreensão que todos têm direitos. Lamentavelmente vamos ajeitando, dando o famoso jeitinho brasileiro, para superar as barreiras estruturais materiais e as barreiras pessoais, vamos trabalhando, conversando explicando, mas é algo que se constrói diariamente acredito que a maior dificuldade e lidar com os ditos “normais”.
Imagem dispnível em: <https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjXNACXu49Od1Caal-xGs-WBlI5fVamHr9HqaAI_FGVAvFrnid0DyXGTOA4q09jKdmK7eu_Q7qBOb3375ZL62BoU4ffx4RVopNnGl9F4P7KJySJO1ZtrRphflcsERDIRGc3DTvbVK5T8yHk/s400/deficientes.png> acesso em: 21 out. 2017.

Referências:
MAIOR, Izabel. História, conceito e tipos de deficiência. Disponível em: <História, conceito e tipos de deficiência Izabel Maior> acesso em 20 out. 2017.

MAIOR, Izabel. Vídeo - “Deficiências e Diferenças”, no Café Filosófico da TV Cultura (https://www.youtube.com/watch?v=29JooQEOCvA – agosto de 2016)

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Reflexões “Sobre Crocodilos e Avestruzes”




Após a leitura do texto “Sobre crocodilos e avestruzes: falando de diferenças físicas, preconceitos e sua superação”, da psicóloga e professora Dra. Ligia Assumpção Amaral, através das representações de animais “crocodilos” e “avestruzes” com o intuito de relacionar com as diversidades e diferenças humanas.
Ser diferente é algo extremamente comum, porém a incompreensão perante as diferenças não só físicas, mas também comportamentais ou de personalidade ainda ocorre. Se os padrões destoam do que a sociedade ou determinado grupo aponta como certo logo você é apontado como anormal.
Deveríamos refletir o quanto é saudável ser diferente, e como através das diferenças existem incontáveis maneiras de superarmos as dificuldades e quando deixamos de lado o preconceito um leque de novas possibilidades se abre. A única possibilidade negativa que pode ocorrer é a perda, perda de aprendizagem, compreensão, entendimento, humildade e entendimento que todos somos diferentes.
Através da figura do crocodilo e do avestruz a autora aborda questões que favorecem e contribuem para a construção do preconceito especialmente os relacionados às pessoas com deficiência. O crocodilo tem o papel de mostrar as barreiras que construímos com relação às pessoas com deficiência, o papel do avestruz por sua vez mostra como às pessoas que vivem e as que não têm deficiência agem introspecção perante o outro.
Se enxergar ou não no outro, reconhecer e se perceber aciona os mecanismos de simulação, compensação ou atenuação para convivermos com as outras pessoas. Desenvolvemos esses mecanismos de proteção e aversão, pelo prisma do termo “diferença” esta questão não integraliza valores positivos nas relações, bem pelo contrario ela trás distinção. Para reconstruirmos positivamente o sentido de “diferente” devemos primeiramente abolir o tratamento de diferentes como uma normalidade.
Nosso papel como educador creio que primeiramente é rever nossas práticas escolares, nestes dez anos de trabalho na rede estadual de ensino sempre procurei pensar e refletir sobre minhas práticas pedagógicas, porém, hoje diante de novas aprendizagens, percebo que ainda estou em desenvolvimento quanto à abordagem das diferenças.
As incertezas permeiam minhas práticas para construção da aceitação que todos somos diferentes, afastando de vez o preconceito não só do ambiente escolar, mas também de todos os ambientes que passamos. A diferença é uma oportunidade latente de vivenciarmos, convivermos e aprendermos um universo de novas experiências. Esta metamorfose comportamental proporcionaria novas possibilidades de aprendizagem nesta diversidade.


Referência:
AMARAL, Lígia Assumpção. Sobre crocodilos e avestruzes: falando das diferenças físicas, preconceitos e superação. In: AQUINO, Julio Groppa (org.). Diferenças e preconceitos na escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus, 1998, p. 11-30.