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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Leituras e aplicação do Método Clínico


Afinal o que seria o “Método Clínico”? Após a aula presencial onde a da professora Darli Collares explanou sobre o tema fomos desafiados a aplicar o teste clínico com um aluno. Witmer, psicólogo norte-americano foi o primeiro a adotar o termo que serviria para prevenir e tratar indivíduos com possíveis problemas mentais e/ou crianças com dificuldades escolares.
Para Piaget o “Método Clínico” é a análise da gênese e também das peculiaridades do conhecimento. Uma investigação acerca do conhecimento do ser humano, como este é construído, abandonando um estágio de inteligência inferior e adquirindo um estágio superior.
Permeada por dúvidas e insegurança realizei o teste com um menino de 6 anos matriculado e que freqüenta regularmente o primeiro ano do ensino fundamental. Este aluno em poucos meses de vida escolar já é tachado como “aluno problema”, pois não consegue contar nem até dez, tem dificuldade de relacionamento e não consegue ficar sentado na cadeira.
Apliquei primeiramente o teste de “Conservação da Massa (quantidades contínuas)”, neste teste o material utilizado é massa de modelar. Inicialmente formei duas bolinhas de massa de modelar iguais no formato, porém de cores diferentes, perguntei para o menino se tinham a mesmo tamanho, ele respondeu que não a bolinha de cor vermelha era maior, questionei como ele chegou esta conclusão. Ele prontamente me respondeu que foi por causa da cor que vermelho é uma cor muito forte. Em seguida transformei a bolinha amarela em salsicha e repedi a pergunta, ele novamente afirmou que a vermelha era maior pelo mesmo motivo. Neste momento percebi insegurança em minha postura e fiquei perdida sem saber como questioná-lo.
A prova seguinte foi de classificação, utilizei conjuntos de brinquedos de plástico como baldinhos, apitos, peões, pentes, etc. Por ansiedade não permiti que ele manipulasse os objetos, fui logo pedindo que ele os organizasse. Ele prontamente resolveu como organizaria os objetos. Ele resolveu organizá-los por “amigos”, objetos iguais juntos. Ele tem uma noção de quantidade quando perguntei a quantidade de objetos que tinha, ele respondia se muitos sete, se poucos dois.
Preliminarmente imaginei fazer uma entrevista clínica semi-estruturada com perguntas básicas que seriam ampliadas e complementadas de acordo com as respostas do menino, porém não consegui seguir o script. As respostas na entrevista clínica deveriam ser desencadeadas a partir das minhas perguntas. Porém percebi que as respostas foram influenciadas por minhas intervenções. Acredito que os principais erros cometidos na entrevista clínica foram os objetivos imprecisos, além é claro da forma insegura de perguntar, diversas vezes induzindo e direcionando as respostas do menino. Não consegui avaliar a clareza e a segurança das respostas do menino e tão pouco realizar contra-argumentações.
Ao realizar está primeira tentativa de realizar o teste do Método Clínico de Jean Piaget foi uma proposta riquíssima que nos possibilitou um dialogo diferente com uma criança, o raciocínio infantil me fascinou. Dedicar este momento para descobrir o que passa naquela cabecinha tão inquieta foi gratificante.

Disponível em:<https://i.ytimg.com/vi/K_-Hl8NzQAo/hqdefault.jpg> acesso em 12 dez 2017.

Referência:
DELVAL, Juan. Introdução à prática do método clínico. Descobrindo o pensamento das crianças. Porto Alegre: ARTMED, 2002.

MARQUES, Tania B. I. Sobre a aplicação das provas operatórias. Porto Alegre: 2015.

MARQUES, Tania B. I. Método clínico piagetiano: Exemplo de transcrição. Porto Alegre: 2015.


MARQUES, Tania Beatriz Iwaszko. PROVAS OPERATÓRIAS. Disponível em: <https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2211402/mod_resource/content/1/Apostila%20M%C3%A9todo%20cl%C3%ADnico.%20Provas%20operat%C3%B3rias%20de%20Tania%20B.I.%20Marques%20e%20J%C3%BAnior%20S.Frezza.pdf> acesso em 05 dez 2017.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Deficiência Mental e Doença Mental

Um esclarecimento e aprendizagem que tive é que não se pode confundir “Deficiência Mental e Doença Mental”, pois os sujeitos com transtornos globais do desenvolvimento não devem ser avaliados como sujeitos com deficiência mental, já o sujeito com deficiência mental pode em determinados caso ter deficiência mental. E alguns desses sujeitos podem ter inteligência acima da média.
A diferenciação entre doença e deficiência mental: na deficiência mental, ocorrem alterações nos processos de desenvolvimento cognitivo, enquanto que as doenças mentais, como o autismo, as psicoses e a síndrome de Asperger, são definidas por falhas na estruturação psíquica.
Percebo que é fundamental a presença de um professor do AEE em todas as escolas, para que trabalhe em conjunto com os demais professores, estabelecendo estratégias de ensino e promovendo atividades prazerosas aos alunos.
Atualmente tenho um dois alunos diagnosticados com Altas Habilidades, consigo trabalhar com eles bem mas acredito que poderíamos render mais, compreendo que se o professor que estiver predisposto a trabalhar observando e valorizando que cada sujeito tem seu jeito particular de interagir com o mundo, certamente ambos aprenderão muito.

Li este artigo da Revista Nova Escola “A inclusão que ensina” Por: Daniela Talamoni Verotti, Jeanne Callegari fica como dica disponível em: <https://novaescola.org.br/conteudo/1691/a-inclusao-que-ensina> acesso em 31 out.2017.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

O BRASIL CRIANDO MAIS OPORTUNIDADES PARA SEUS NEGROS


Apesar do crescente numero de jovens acessando os níveis fundamentais da educação a permanência destes jovens ainda é algo a se trabalhar. A grande maioria dos jovens negros não consegue permanecer e principalmente concluir o ensino médio.
As pesquisas também mostram um crescente acesso no ensino superior, oportunizadas pelas políticas publicas de financiamento de bolsas de ensino em instituições privadas. Porém sobre outro prisma percebemos que os jovens negros adentraram em instituições de ensino de qualidade não satisfatória. Ficando o questionamento de Silvério[1] “Será que eles terão formação adequada para entrar em empregos públicos e privados de qualidade?”
Outra questão pontual a ser debatida é a questão de currículo, independentemente o crescente número de jovens negros/pardos nas escolas e universidades, eles não se identificam com os temas abordados no universo escolar. Segundo Maria Aparecida da Silva, a Cidinha, presidente da ONG Geledés e coordenadora do projeto Geração XXI:
É a falta de preparo dos professores, segundo Eliane Cavalleiro, autora do livro Do Silêncio do Lar ao Silêncio Escolar: Racismo, Preconceito e Discriminação Racial na Educação Infantil, que contribui para o alto índice de evasão escolar de alunos negros. "Isso acontece porque eles não estão sendo positivamente aceitos. Eles não recebem o mesmo tratamento desde o currículo - que não pensa de fato numa formação histórica do Brasil com a participação da população negra - até as falas pejorativas que ocorrem freqüentemente", argumenta. (SILVA, 2002)

Percebe-se que este jovem que outrora foi discriminado hoje esta aprendendo a se defender e exigir respeito. O educador tem o dever de compreender a condição racial dos alunos e promovendo a igualdade. E para a criança negra a escola é seu primeiro enfrentamento a exclusão.
Tenho asseveração que com o crescente número de representatividade negra em diferentes áreas e o aprender a confrontar seus medos e todos os obstáculos que surgirem é o primeiro passo para o progresso e a permanência nos bancos escolares. É urgente e inadiável a formação democrática do jovem negro. Para reconhecer seus direitos e batalhar por educação de igualitária e de qualidade.
Disponível em: <http://www.redeto.com.br/images/noticia/20151120234929_negros.jpg> acesso em: 2 nov. 2017.

Acesso de negros à educação melhora em termos quantitativos, mas não qualitativos. 13 de abril de 2017. Disponível em: http://www.revistaeducacao.com.br/acesso-de-negros-educacao-melhora-em-termos-quantitativos-mas-nao-qualitativos/> acesso em 01 nov. 2017.

 

PAVAN, Alexandre. Brasil negreiro. Edição de setembro de 2002. Revista Educação. Disponível em: http://www2.uol.com.br/aprendiz/n_revistas/revista_educacao/setembro02/capa.htm> acesso em 01 nov. 2017.




[1] Dr. Valter Roberto Silvério. Doutorado em Ciências Sociais, UNICAMP (1999)/Pós-Doutorado: International Institute for the Sociology of Law (2006). Professor Associado Linha de Pesquisa: Cultura, Diferenças e Desigualdades Email: silverio@ufscar.br

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Dialogicidade

Sintetizando o capítulo “Dialogicidade” da obra “À Sombra desta mangueira” de Paulo Freire para a Interdisciplina Filosofia da Educação, temos como foco principal os termos “diálogo” e “educação” vocábulos que sugerem comunicação conduzida, ou seja, em sua obra Paulo Freire, disserta relevância do diálogo na educação e que a comunicação e o dialogo se complementam.
O diálogo é colocado como centro da transformação escolar, ele coloca que é necessário passar da ação antidialógica para a ação dialógica, da educação bancária para a educação problematizadora e libertadora, o que exige um novo modo de pensar a escola e as relações que nela se estabelecem.
Nessa perspectiva, Freire afirma que:
“A dialogicidade não pode ser entendida como instrumento usado pelo educador, às vezes, em coerência com sua opção política. A dialogicidade é uma exigência da natureza humana e também um reclamo da opção democrática do educador”. (FREIRE, 2000, pág. 74)

O dialogo deve ser uma troca e nunca um monólogo onde o professor fala e o aluno escuta, o professor deve estar aberto a perceber os anseios, dificuldades dos alunos, trazendo para a sala de aula uma troca entre professor e aluno.
O professor deverá estimular a curiosidade para assim construir e reconstruir seu conhecimento. O aprendiz só aprende quando as verdades estiverem abertas para novas possibilidades, entendimentos e concepções.
“É curiosidade a preocupação com a memorização mecânica de conteúdos, o uso de exercícios repetitivos que ultrapassam o limite razoavel enquanto fica de lado uma educação crítica da curiosidade. (FREIRE, 2000, pág. 76)

Também é abordado no texto a curiosidade espontânea comum entre a s crianças, principalmente nas menores. No decorrer da vida a curiosidade espontânea vai se dissipando praticamente por completo. Para Paulo Freire o pensamento crítico depende da transformação da curiosidade espontânea para a curiosidade epistemológica.
Para Freire:
"A seriedade do diálogo, a entrega à busca crítica não se confunde com tagarelice. Dialogar não é tagarelar. Por isso pode haver diálogo na exposição crítica, rigorosamente metódica, de um professor a quem os alunos assistem não como quem come o discurso, mas como quem aprende sua intelecção". (FREIRE, 200, pág.81)

Convém ressaltar o vocábulo “treinar”, os educadores treinam os educandos para seguir moldes estabelecidos pela sociedade como os corretos, sem contrapor-se. Diferenciadamente o educador progressista promove, provoca a curiosidade ingênua, e esta curiosidade seja estímulo para a busca do conhecimento, esta sim seria a verdadeira.
Imagem disponível em:<https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjhP41J8zEZwGktNqwm9YJeUWu0YkIWzKUjJomnDK36XVkuVGaw2okhi5WTaMmtpM2XyvMxbZVi29oLAlGY7sSSYdmyGDIHHQr-MumhTB3ZLitafYtIdEiB7Htn_WO83AD-J3XDhPggKxI/s1600/ensinar+frase+Paulo+Freire.jpg>acesso em 30 out. 2017.

Referência:

FREIRE, Paulo. À Sombra desta mangueira. São Paulo: Editora Olho D’água, 2000. p. 74 à 83.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Teorias de Jean Piaget

A teoria de Jean Piaget é uma respeitável referência para compreendermos o desenvolvimento e a aprendizagem humana. Através das leituras de Becker e Marques e trechos de obras de Jean Piaget conhecemos moderadamente um pouco das características dos estágios de desenvolvimento.

Ao criar a Teoria Cognitiva, Jean Piaget exemplifica que os estágios de desenvolvimento cognitivo no ser humano, enumerados em: Sensório-motor, Pré-operacional, Operatório concreto e Operatório formal.
Imagem disponível em: <https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgvuYYBRCkVC4Fn2pdAPxtn2Xe3nvitK39Oe7oWyW-c1G1ZpU-0GpjwPEuGY6SdmE3rYEtirw9ohTQkND25CuS5YiSxnD2TwGNOkcaKjBBaIm02am8Q1fqst-zPL3h1Y7wE6MeGOPU7ipw/s1600/Sem+t%25C3%25ADtuaaalo+1.png> acesso em 30 out 2017.

Segundo Piaget o ser humano não possui a estrutura mental definida ela se constrói. Para Piaget o conhecimento surge ocorre por meio do equilíbrio entre a assimilação e a acomodação, ocasionando uma adaptação.

Referências:

BECKER, F. e MARQUES, T. Estádios do Desenvolvimento. In: BECKER, F. Educação e construção do conhecimento, 2ª. ed. Porto Alegre: Artmed, 2012.

PIAGET, Jean. Os Estágios do Desenvolvimento Intelectual da Criança e do Adolescente. In.: Piaget. São Paulo : Abril Cultural, 1983 – págs 235-241.

PIAGET, Jean. Seis Estudos de Psicologia. Trad. Maria A.M. D’Amorim; Paulo S.L. Silva. Rio de Janeiro: Forense, 1999.


quarta-feira, 25 de outubro de 2017

deficiência e diferenças

Este PEAD tem me proporcionado uma vasta aprendizagem diariamente além de mudar drasticamente meu modo de olhar tudo. Esta semana a proposta de aprendizagem foi assistir ao vídeo e ler o artigo da Professora Izabel Maior aprendi sobre deficiência sobre o ponto de vista de uma pessoa que se tornou deficiente aos 20 anos de idade. Ela relatou que a exclusão imposta as pessoas ditas “normais” é imensa, e que a aplicação de cotas é algo valido porque existe discriminação.

Ela relatou que a inclusão atende a um direito social deve estar politicamente relacionado aos direitos humanos, fornecendo suporte na arquitetura urbana de circulação e locomoção, transporte, comunicação. Proporcionando acesso e principalmente autonomia das pessoas com deficiências.

Na escola onde trabalho temos muitas pessoas com deficiência, trabalho com deficiência física motora e intelectual. A interação encontra inúmeras barreiras seja de locomoção e também de aceitação do grupo que está engatinhando para compreensão e aceitação, existe uma gigantesca barreira de compreensão que todos têm direitos. Lamentavelmente vamos ajeitando, dando o famoso jeitinho brasileiro, para superar as barreiras estruturais materiais e as barreiras pessoais, vamos trabalhando, conversando explicando, mas é algo que se constrói diariamente acredito que a maior dificuldade e lidar com os ditos “normais”.
Imagem dispnível em: <https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjXNACXu49Od1Caal-xGs-WBlI5fVamHr9HqaAI_FGVAvFrnid0DyXGTOA4q09jKdmK7eu_Q7qBOb3375ZL62BoU4ffx4RVopNnGl9F4P7KJySJO1ZtrRphflcsERDIRGc3DTvbVK5T8yHk/s400/deficientes.png> acesso em: 21 out. 2017.

Referências:
MAIOR, Izabel. História, conceito e tipos de deficiência. Disponível em: <História, conceito e tipos de deficiência Izabel Maior> acesso em 20 out. 2017.

MAIOR, Izabel. Vídeo - “Deficiências e Diferenças”, no Café Filosófico da TV Cultura (https://www.youtube.com/watch?v=29JooQEOCvA – agosto de 2016)

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Coração ❤

Imagem disponível em: <https://ksr-ugc.imgix.net/assets/014/527/217/809633597bfbfe1e6edcaeb1b2a3341d_original.png?w=680&fit=max&v=1479229319&auto=format&lossless=true&s=590071f0192f97fb33e01e2555728c52>acesso em 17 out 2017.

Nesta semana para a Interdisciplina Questões Étnico-Raciais na Educação: Sociologia e História deveríamos adicionar um vídeo relativo ao tema e após escolher um vídeo de um grupo de colegas para debater, assistirmos vários vídeos sugeridos pelas colegas escolhemos analisar o vídeo Hearbeat.

A animação tem um roteiro interessante, que prende seu espectador durante todo enredo. Sua temática é relevante e contemporânea através de uma abordagem simples, clara e objetiva levando quem assiste a pensar sobre o tema proposto.

Também apreciamos os vídeos de reação das crianças e idosos durante e após assistirem o vídeo. É marcante o quanto as crianças agem com naturalidade e sem nenhuma "maldade", percebe-se que ninguém nasce homofobico. Os adultos/ idosos também mostraram-se abertos e sem preconceitos.

Gostei muito do vídeo mesmo e resolvi passar para meus alunos e abordar o tema, nossa valeu colegas pela dica, valeu Pead e professora Aline pela atividade. Os alunos gostaram muito do vídeo a reação dos meus alunos se assemelha a reação das crianças entrevistadas, poucos tiveram uma reação de preconceito.

Filme - In a Heartbeat - Animated Short Film


Reação das crianças 

Reação dos idosos



quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Laudo Médico X Inclusão


A cada leitura uma nova aprendizagem... foi assim com a leitura da Nota Técnica 04/2014 do MEC/SECADI/DPEE, e a visualização do vídeo da entrevista realizada com o Professor Carlos Skliar:  "o papel da escola, do professor e da educação inclusiva", para a Interdisciplina Educação De Pessoas Com Necessidades Educacionais Especiais que sanou dúvidas que permeavam minha atuação como professora que tem crianças e adolescentes com necessidades especiais com e sem laudo médico.
 
Até o presente momento acreditava ser indispensável um laudo médico não só para incluir uma criança com dificuldades na escola regular, mas também para encaminhá-la para atendimento em sala de recursos por exemplo.



Porém tenho convicção que nem todos na escola têm conhecimento desta nota técnica, observo vários colegas exigindo dos pais um laudo que especifique qual o problema a criança tem, percebo que na maioria das vezes esta exigência não tem como objetivo melhor atender a criança contrariando todo o sentido da inclusão.

Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=15898-nott04-secadi-dpee-23012014&category_slug=julho-2014-pdf&Itemid=30192> acesso em 27 set 2017.


Reflexões “Sobre Crocodilos e Avestruzes”




Após a leitura do texto “Sobre crocodilos e avestruzes: falando de diferenças físicas, preconceitos e sua superação”, da psicóloga e professora Dra. Ligia Assumpção Amaral, através das representações de animais “crocodilos” e “avestruzes” com o intuito de relacionar com as diversidades e diferenças humanas.
Ser diferente é algo extremamente comum, porém a incompreensão perante as diferenças não só físicas, mas também comportamentais ou de personalidade ainda ocorre. Se os padrões destoam do que a sociedade ou determinado grupo aponta como certo logo você é apontado como anormal.
Deveríamos refletir o quanto é saudável ser diferente, e como através das diferenças existem incontáveis maneiras de superarmos as dificuldades e quando deixamos de lado o preconceito um leque de novas possibilidades se abre. A única possibilidade negativa que pode ocorrer é a perda, perda de aprendizagem, compreensão, entendimento, humildade e entendimento que todos somos diferentes.
Através da figura do crocodilo e do avestruz a autora aborda questões que favorecem e contribuem para a construção do preconceito especialmente os relacionados às pessoas com deficiência. O crocodilo tem o papel de mostrar as barreiras que construímos com relação às pessoas com deficiência, o papel do avestruz por sua vez mostra como às pessoas que vivem e as que não têm deficiência agem introspecção perante o outro.
Se enxergar ou não no outro, reconhecer e se perceber aciona os mecanismos de simulação, compensação ou atenuação para convivermos com as outras pessoas. Desenvolvemos esses mecanismos de proteção e aversão, pelo prisma do termo “diferença” esta questão não integraliza valores positivos nas relações, bem pelo contrario ela trás distinção. Para reconstruirmos positivamente o sentido de “diferente” devemos primeiramente abolir o tratamento de diferentes como uma normalidade.
Nosso papel como educador creio que primeiramente é rever nossas práticas escolares, nestes dez anos de trabalho na rede estadual de ensino sempre procurei pensar e refletir sobre minhas práticas pedagógicas, porém, hoje diante de novas aprendizagens, percebo que ainda estou em desenvolvimento quanto à abordagem das diferenças.
As incertezas permeiam minhas práticas para construção da aceitação que todos somos diferentes, afastando de vez o preconceito não só do ambiente escolar, mas também de todos os ambientes que passamos. A diferença é uma oportunidade latente de vivenciarmos, convivermos e aprendermos um universo de novas experiências. Esta metamorfose comportamental proporcionaria novas possibilidades de aprendizagem nesta diversidade.


Referência:
AMARAL, Lígia Assumpção. Sobre crocodilos e avestruzes: falando das diferenças físicas, preconceitos e superação. In: AQUINO, Julio Groppa (org.). Diferenças e preconceitos na escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus, 1998, p. 11-30.


quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Educador Ético

Na semana 3 da Interdisciplina Filosofia da Educação ao assistir ao vídeo de Marcia Tiburie – “Ética e Filosofia” e ler o artigo de Nadja Hermann - "A Aprendizagem na Arte de Viver”, compreendi que ética é a conduta que exercemos no convívio uns com os outros. E que ética deve ser uma prática de todos em simples fatos cotidianos.
Em nossa profissão devemos empregá-la habitualmente não só com afetividade mas também como exemplo.
                                               "A reflexão ética traz á luz a discussão sobre a liberdade de escolha. A ética interroga sobre a legitimidade de práticas e valores consagrados pela tradição e pelo costume. Abrange tanto a crítica das relações entre os grupos, dos grupos nas instituições e perante elas, quanto a dimensão das ações pessoais" (p.29-30)
                                              
Nós educares devemos ser uma matriz de boas práticas, precisamos servir de modelos e retratando exemplos éticos, para que de forma crescente a ética faça parte de nossa sociedade não como algo fora do normal mas como algo natural.
A ética está sendo algo reverenciado e idolatrado quando na realidade a ética deveria ser uma prática natural diária de todos os indivíduos, todos deveriam agir com ética em todas as situações cotidianas, como uma fila de banco ou respeitar o local de estacionamento reservado.
Acredito que a melhor forma de ensinar é com o exemplo. É latente a necessidade de construirmos uma nova sociedade moldada em boa práticas e principalmente boas atitudes.


Imagem: <https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg4sISAPOypDA56oVvm3qxpIYbqZfJ0IYTSoCKlXh3Jj8lK9e28hSQvcZ00fMaVlaLJ5mhmT3iISL54VLAMUiu3Nx_t39hJck2_ymJo0pIanncNu-w8lBXJYSDFR83FwSxGLuqYji0da81E/w1200-h630-p-k-no-nu/%25C3%2589tica+01.jpg>



Referências:
HERMANN, Nadja. Texto "A Aprendizagem na Arte de Viver”. Disponível em:< https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2168220/mod_resource/content/2/texto%20Nadia%20Hermann.pdf> acessado em: 20 set. 2017.

TIBURI, Márcia. Vídeo "Ética e Filosofia”. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=9jsRUafEV9A> acessado em: 05 set. 2017.

PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS: Apresentação dos Temas Transversais, Ética. Secretaria da Educação e do Desporto, Brasília, 1997, vol. 8.


quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Dia Nacional do Surdo e a Luta pela Inclusão

Ontem dia 26 de setembro foi o Dia Nacional do Surdo e a Luta pela Inclusão, e gostaria de compartilhar este vídeo que assisti em uma palestra e que os palestrantes pessoas surdas colocaram como um sonho para eles.


Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=JEVT6b7zMUQ> acesso em 27 set 2017.

Ao lermos o texto de Ligia Amaral percebemos que a deficiência é uma anormalidade de algum órgão ou sua função, do corpo ou até mesmo da aparência física. Esta inaptidão ocasiona a restrição de alguma atividade.

Esta inaptidão ou incapacidade das pessoas com deficiência causam desconforto para muitas pessoas ao tentarem interagir, o preconceito ainda é atual e principalmente a ausência de sensibilidade para tentar uma proximidade.

Conviver com pessoas diferentes é algo natural visto que todos somos diferentes, porém a singularidade das diferentes deficiências oprimem e restringem o convívio harmonioso de todos.

O sonho deles é ser “Compreendido”, nossa imagina a simplicidade deste sonho. Eles explicaram que muitas vezes nem mesmo a família deles consegue compreende-los, não tem paciência para interpretar e entender o que querem dizer.

Referência:
AMARAL, Lígia Assumpção. Sobre crocodilos e avestruzes: falando das diferenças físicas, preconceitos e superação. In: AQUINO, Julio Groppa (org.). Diferenças e preconceitos na escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus, 1998, p. 11-30.


Educação e Diversidade

No dia 19 de setembro participei do “VI Seminário Educação e Diversidade” no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul - Câmpus Restinga, este seminário foi organizado pelo Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (NAPNE), o evento teve como tema o "Mundo do trabalho e Pessoas com deficiência".

 

Durante o dia todo ocorreram apresentações de painéis, apresentação de dança, palestra, rodas de conversas, cine debate e divulgação das ações afirmativas relacionadas ao NAPNE.

 

Foi um evento de grande aprendizagem e reflexão, que levaram a lagrimas, sorrisos e admiração. Uma frase do palestrante Prof. Gilberto de Lima Garcias me marcou muito “Até quando precisaremos falar de inclusão?”, acredito que por muito tempo, ou até quando não exista mais inclusão, ou seja, quando todos viverem em harmonia sem rótulos ou distinção.

Aprendi que a inclusão é algo dolorido, difícil onde crianças e adolescentes passam por grandes traumas não só no ambiente escolar, mas também na família e no mercado de trabalho.

Ouvi relatos absurdos de jovens que buscam apenas seu lugar na sociedade, relatos doidos de abuso e de indiferença, porém lá no fim do túnel aparecem alguns relatos de superação de ajuda e de um olhar amigo.















quarta-feira, 20 de setembro de 2017

DOSSIÊ DA INCLUSÃO

Na
Imagem: <https://gabyyluisa.files.wordpress.com/2011/07/especial2.jpg>


Interdisciplina Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais fomos motivados a realizar um levantamento de dados de inclusivos e percebi dados alarmantes que nós educadores não temos a formação adequada para receber este público.
Minha escola tem aproximadamente quinhentos e trinta (530), destes vinte (20) são devidamente diagnosticados e recebem atendimento especializado na “Sala de Recursos” somos ao todo quarenta e cinco (45) professores e apenas uma professora tem formação em Educação Especial. 
O atendimento na especializado é individual e em grupo, utilizando materiais diferenciados como ferramenta de apoio desses alunos de inclusão.
A professora que trabalha na sala de recursos procura trabalhar em conjunto com os demais professores para desenvolver e concretizar a inclusão desses alunos. Em nossa escola procuramos enfatizar o ensino e sempre procuramos oportunizar novas condições de aprendizagem.
Longe de sanarmos todas as particularidades de cada atendimento, procuramos encontrar um norte. Após as leituras e o levantamento de dados na escola, percebo que nossa escola é carente de professor especializado.
O professor deve estar atento à interação estabelecida entre os alunos com e sem deficiências, promovendo, não só as aprendizagens acadêmicas, como o relacionamento entre eles e o aumento da autoestima da criança com deficiência, auxiliando sua integração na classe. A segregação ou integração depende do tipo de relação estabelecida entre a pessoa com deficiência e aquela que não a apresenta.
E que para uma efetiva inclusão todos ou grande parte do quadro de professores deveria ter uma formação especifica aprimorando suas práticas pedagógicas, revendo suas metodologias, face às particularidades da diversidade.
Pressuponho que assim irá promover o desenvolvimento, contemplando e valorizando as diferenças existentes na sala de aula, visto que cada aluno é um ser único tem suas particularidades, sua bagagem.
Presumo que a escola onde trabalho esteja caminhando para tornar-se um local verdadeiramente que valorize, respeite e desenvolva um trabalho que envolva todos.

Referências:

Rodrigues, Olga Maria Piazentin Rolim. Educação especial: história, etiologia, conceitos e legislação vigente / Olga Maria Piazentim Rolim Rodrigues, Elisandra André Maranhe. In: Práticas em educação especial e inclusiva na área da deficiência mental / Vera Lúcia Messias Fialho Capellini (org.). – Bauru: MEC/FC/SEE, 2008.


Vídeo: História do Movimento Político das Pessoas com Deficiência no Brasil, Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=oxscYK9Xr4M> acesso em 31 ago. 2017.


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Inclusão de Deficiente

Hoje posso afirmar que sou desconhecedora de diversos assuntos e tramas que permeiam a educação, após a leitura do texto: “Educação especial: história, etiologia, conceitos e legislação vigente” de Olga Maria Piazentin Rolim Rodrigues e de Assistir o vídeo: História do Movimento Político das Pessoas com Deficiência no Brasil, resultou em noções a respeito deste tema, que certamente devem ser aperfeiçoadas.
O movimento de inclusão provocou indispensáveis e significativos debates a respeito do ensino oferecido para todos inclusive aos deficientes. E que os procedimentos pedagógicos proporcionem o desenvolvimento cognitivo de todos, incluindo e principalmente aumentando as expectativas associadas à aprendizagem.
Historicamente não percebemos soluções significativas, mas encontramos um norte para reflexões. As políticas públicas deveriam, ou melhor, tem a obrigação de planejar, preparar e estabelecer sistemas educacionais inclusivos efetivamente, visto que a escola é um espaço essencial e de destaque para conciliar a diversidade e construção da cidadania.
Neste momento percebo que a inclusão proporciona aos educadores não só analisar, mas também aprimorar suas práticas pedagógicas, revendo suas metodologias, face às particularidades da diversidade. Propiciando e promovendo o desenvolvimento, contemplando e valorizando as diferenças existentes na sala de aula, visto que cada aluno é um ser único tem suas particularidades, sua bagagem.
Fornecer as mesmas oportunidades e as mesmas condições não só de desenvolvimento, mas também de aprendizagem é a Incumbência da inclusão escolar. Tornar todos os alunos seres independentes e autônomos, independente de possuírem ou não alguma deficiência ou descenderem de raças diferentes.
Outro ponto marcante é que devemos nos opor a educação tradicional, principalmente no que tange a forma e o ritmo de aprendizagem, visto que a diferença deve ser valorizada na sala de aula. A valorização das diferenças e o respeito à diversidade ocasionam significativas e importantes transformações para todos dentro e fora da escola, esta transformação será não somente pedagógica, mas também cultural e social.
Finalizando a inclusão continua enfrentando incontáveis barreiras e ainda tem um imenso percurso a cruzar, mas é latente a urgência em preparar a escola para receber as diferenças. Que a escola seja um local que efetivamente valorize, respeite e desenvolva um trabalho que abrace todos.

Referência:

Imagem disponível em: <https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjB4RZmwa-Q9fAZmu3xLH8A4543h4wXgzNwI2gDBW2u1RTl4uJaCQYm8uwjOAvzM-86QvJRtEctAo5A72vG6WazDthVkAuUyldScAmTXNuvlNKGWHe1i9JsUJtB5V5Mg6Na3sFYYEEG8qBj/s1600/diagrama%C3%A7%C3%A3o+1.png> acesso em 05 de Set. 2017.

Vídeo: História do Movimento Político das Pessoas com Deficiência no Brasil. Disponível no Youtube: <https://www.youtube.com/watch?v=oxscYK9Xr4M> acessado em: 04 set. 2017.


Rodrigues, Olga Maria Piazentin Rolim. Educação especial: história, etiologia, conceitos e legislação vigente / Olga Maria Piazentim Rolim Rodrigues, Elisandra André Maranhe. In: Práticas em educação especial e inclusiva na área da deficiência mental / Vera Lúcia Messias Fialho Capellini (org.). – Bauru: MEC/FC/SEE, 2008.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Real X Virtual

Imagem disponível em: <https://i.ytimg.com/vi/mQo8uzVI29s/hqdefault.jpg> acesso em 04 set. 2017.
Ao assistir ao vídeo "O impacto das redes sociais na vida das pessoas" de Leandro Karnal para a Interdisciplina Filosofia da Educação, ficou marcante em sua fala a bipolaridade das redes sociais, ele aponta que “todo bônus tem seu ônus e todo ônus tem seu bônus”.
Acredito que o ônus está relacionado a velocidade ou seja tudo está num click ou melhor dizendo a um post. Através das redes sociais as pessoas se aproximam nem que seja apenas virtualmente, mas também tem uma facilidade de deletar e/ou bloquear quem não lhe agrada. HÜHNE, diz que: “...o ato de ler, que é um ato de concentração, exige distanciamento e reflexão. É um ato que só se realiza mediante os procedimentos lógicos de análise, síntese, interpretação, juízo crítico”.
Talvez esteja um fator que seja prejudicado com as redes sociais, a velocidade e a quantidade gigantesca de postagens, comentários e compartilhamentos por vezes propiciem uma interpretação e percepção errônea da real intenção ou até mesmo da conduta comportamental dos indivíduos.
Outros ônus adicionais imputados as redes sociais é a dissipação da fofoca que ao fazer detração perde-se a autoria, ou seja, quem deflagrou tal boato, além proliferação do ódio e da discriminação. HÜHNE ao fazer correspondência a um professor de filosofia: "a inteligência humana é lenta", esclarece:
Isto pode significar que passamos por um lento processo intelectual até vencermos os obstáculos pessoais e culturais e alcançarmos a exata compreensão de uma mensagem. Esta nem sempre se mostra de imediato no momento da comunicação. E necessário da nossa parte um espaço de tempo para que possamos decodificar, assimilar, o que foi revelado no texto.

            Nem sempre assimilamos o que outrem deseja proferir, especialmente por que para muitos a vida verdadeira real, vida social e principalmente os relacionamentos interpessoais estão sendo sucedidos preferencialmente pela existência virtual. E nem sempre o que está sendo escrito, ilustrado é o que realmente é sentido. E para auxiliarmos está a crítica que segundo CHAUÌ:
O que interessa para a crítica não é o que está explicitamente pensado, explicitamente dito, mas exatamente aquilo que não está sendo dito, e que, muitas vezes, nem sequer está sendo pensado de maneira consciente. Ou seja, a tarefa da crítica é fazer falar o silêncio, colocar em movimento um pensamento que possa desvendar todo o silêncio contido em outros pensamentos, em outros discursos.

Portanto o impacto das redes sociais na vidas das pessoas seja alarmante pois o contato virtual para muitos é superior e está é uma percepção de vida diferente porem natural para esta nova geração.

Referências:

CHAUÌ, Marilena. O Papel da Filosofia na Universidade. Cadernos SEAF, nº 1

HÜHNE, Leda Miranda (Org.). O ato de estudar. In: Metodologia Científica. 4ª ed. Rio de Janeiro, Agir, 1990.

Karnal, Leandrro. Vídeo: O impacto das redes sociais na vida das pessoas. Programa Ponto a Ponto - Band News 20/03/2017. Youtube. Disponível em < https://www.youtube.com/watch?v=2EkrD3eNe5c>. Acesso em: 04 set. 17.


domingo, 3 de setembro de 2017

Eixo IV

Que maravilha estudar, aprender, interagir e principalmente socializar, nossa primeira aula presencial reuniu todos estes elementos aliceradores essenciais para a construção de educadores comprometidos.
Na Interdisciplina Seminário Integrador IV debatemos importantes mazelas da interdisciplina, foi realizada uma dinâmica. Nos reunimos em pequenos grupos para discutir sobre situações/vivências/experiências que envolvessem diversidade e preconceito no âmbito pessoal, após escolhemos uma situação debatida/escolhida para representar em um desenho e narrativa (nossa em questão de segundos inúmeras narrativas surgiram), na apresentação também apontamos uma lista de certezas e dúvidas sobre o que elas consideram sobre diversidade e preconceito.




Logo em seguida passamos para a Interdisciplina Questões étnico-raciais na Educação: Sociologia e História como não poderia ser diferente considerando as professoras maravilhosas da interdisciplina (Larissa e Aline) realizamos uma dinâmica na qual ouvimos. A dinâmica reuniu vários trechos de escritores como: Carolina Maria de Jesus e Caio Fernando Abreu realizamos a leitura como um sarau, atividade reflexiva e intensa.

 

 




Li este trecho que me inspirou em outro:

“Escrevo a miséria e a vida infausta dos favelados. Eu era revoltada, não acreditava em ninguém. Odiava os políticos e os patrões, porque o meu sonho era escrever e o pobre não pode ter ideal nobre. Eu sabia que ia angariar inimigos, porque ninguém está habituado a esse tipo de literatura. Seja o que Deus quiser. Eu escrevi a realidade.”
Carolina Maria de Jesus, Quarto de despejo, 1960.













"Antigamente o que oprimia o homem era a palavra calvário; hoje é salário.” 

Referências:
Disponível em: <http://folhadepoesia.blogspot.com.br/2016/07/carolina-maria-de-jesus.html> acesso em 03 set 2017.
Disponível em: <https://www.facebook.com/poetasergio.vaz2/photos/a.355610741185016.85667.354571867955570/1067477026665047/?type=3> acesso em 03 set 2017.
Disponível em: <https://www.traca.com.br/capas/583/583131.jpg> acesso em 03 set 2017