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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Jogos e Bricandeiras na Educação Infantil

Resultado de imagem para desenho crianças brincando


Revisitar as interdisciplinas me fez perceber como tenho usado os conceitos estudados naturalmente, percebo que a nova professora está surgindo e atrelar a prática com a teoria tem sido uma tarefa tão espontânea e natural.

Fazer o uso de jogos, música, literatura sempre fizeram parte da minha didática, porém a compreensão da sua importância para a formação da criança não existia.

Hoje posso afirmar que entendo o porque dos jogos e brincadeiras são importantíssimos para o desenvolvimento e formação do humano.

O ato de brincar tem papel fundamental no desenvolvimento da criança, pois através deste ato lúdico ela desenvolve seu comportamento produzindo mudanças significativas no seu desenvolvimento psíquico e sua interação no meio social.

Brincando, participando de jogos coletivos a criança estar em diferentes situações que exigem: conhecimentos prévios, paciência de esperar sua vez, imaginação e o uso de estratégias para solução de problemas. Assim ela naturalmente desenvolve habilidades e capacidades tanto cognitivas como sociais e emocionais.

Na prática de estágio na Educação Infantil percebi que não existe desenvolvimento, aprendizagem ou atividade que não envolvam o lúdico o brincar, a criança só se sente feliz e realizada quando constrói algo naturalmente.


quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Tempo e espaço: concepções de professores, concepções de alunos.


A partir da leitura do artigo de Hilary Cooper percebi o quanto é importante para as crianças repensarem o passado desenvolvendo uma consciência por meio de histórias, e através desta história ela conseguirá compreender quem somos e como nos relacionamos com outros identificando semelhanças e diferenças entre nós.

Tendo como ponto de partida esta reflexão pensei em um jogo que aprendi a pouco tempo Mancala. Originário da África, o Mancala teria surgido por volta do ano 2.000 antes de Cristo. É jogado atualmente em números países africanos, mas já extrapolou as fronteiras deste continente. 

Este jogo começa com uma explicação de como os homens se divertiam nos primórdios do tempo, que os pescadores e caçadores praticavam esta ação não só como forma de alimentação mas também como forma de lazer, os pastores criavam os animais e praticavam disputas como corridas, laço, etc. já os agricultores tinham longos momentos de espera entre a plantação e colheita e esperando a época certa para semear, num destes períodos eles inventaram o  Mancala.

"Mancala é uma família de jogos de tabuleiro jogada ao redor do mundo, algumas vezes chamada de jogos de semeadura ou jogos de contagem e captura, que vêm das regras gerais. Os jogos dessa família mais conhecidos no mundo ocidental são o Oware, Kalah, Sungka, Omweso e Bao." Disponível em: <https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Mancala> acessado em 23 de out de 2016.

Este jogo pode ser jogado com matérias simples e improvisados ele ensina que não é importante vencer o importante é saber dividir, colher e semear. Mas acredito que o fator especial do jogo é conhece como nossos antepassados se divertiam e passavam o tempo.







MANCALA

Como jogar:
1- Número de jogadores: 2.
2- Antes de começar o jogo, cada jogador põe 4 sementes em cada cova. Como no jogo há 12 covas e 2 kalahas ,as 6 que estão mais próximas de você lhe pertencem e as outras são do seu oponente, ficando também cada um com uma kalaha que são os depósitos .
3- Em cada jogo, você tira todas as sementes de uma cova sua e as distrbui uma a uma em cada cova, na direção de sua kalaha.
4- Quando passar em sua kalaha, coloque uma semente e distribua as outras em cada uma das covas de seu oponente, mas na kalaha dele não.
5- Se a última semente for colocada na kalaha do próprio jogador, ele joga novamente.
6- Se a última semente for colocada na cova vazia do seu lado, e tiver sementes na cova de seu oponente, você captura as sementes dele e as transfere à sua kalaha, junto com a única semente colocada na cova vazia.
7- Se um dos jogadores não tiver mais sementes deve pegar as sementes que restam nas covas do oponente e colocar em sua kalaha.
8- Vence a partida quem terminar com mais sementes.




COOPER, Hilary. Aprendendo e ensinando sobre o passado a crianças de 3 a 8 anos. Educar, Curitiba, v. Especial, p.171-190, 2006. Disponível em: <revistas.ufpr.br/educar/article/viewFile/5541/4055> Acesso em: 20 set. 2016.



Disponível em: <http://alunosdos4sanoscaic.blogspot.com.br/2011/11/mancala-construindo-com-caixa-de-ovos-o.html> Acesso em: 25 set. 2016.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Brincar é importante porque...



Na Interdisciplina Ludicidade e Educação aprendemos a importância de brincar... e convenhamos brincar é maravilhoso tanto para o corpo como também para a mente além de estimular a criatividade, a iniciativa, a curiosidade e a autoconfiança.
Como educadores percebemos que para o educando o recreio é importantíssimo este é o momento de divertimento e prazer. Neste momento com pouca interferência dos adultos, surgem inúmeras brincadeiras e atividades, pois ali estão muitas crianças de diferentes faixas etárias.   
Com a correria diária, preocupação com os conteúdos para vencer e a indisciplina na sala de aula, muitas vezes deixamos de lado o brincar/jogar atividade tão importante e prazerosa que faz descontrair e também formar laços. Brincar deve fazer parte da rotina diária de toda a criança, pois além de ser gostoso, proporciona felicidade e certamente desperta a bondade. 
Percebemos que como é chato ficar quatro horas imóveis, sem sequer dar uma boa gargalhada, e também o quanto aprendemos através de uma simples brincadeira onde existe a possibilidade de experimentar, criar e inventar.
Com a leitura da “A Evolução do jogo” por Jean Piaget conhecemos os estágios de desenvolvimento da criança, em relação ao jogo tendo como base as pesquisas de Piaget, para ele o desenvolvimento é um processo continuo de aquisições sucessivas. Esse processo é caracterizado por diversas fases ou etapas distintas: o sensório-motor, o pré-operatório, o operatório concreto e o operatório-formal.
E que em cada fase o brinquedo tem a função de desenvolver, despertar, assimilar, estimular algo na criança. Através deste ato a criança exercita suas potencialidades, aprendendo a fazer espontaneamente, errando e acertando sem pressão simplesmente por diversão. Superando assim possíveis limitações e desenvolvendo-se como indivíduo.
O material de apoio da Interdisciplina foi riquíssimo tanto como textos como vídeos, percebemos a singeleza de brincar e como a criatividade leva crianças usarem objetos variados para se divertirem e até mesmo usarem a imaginação para amenizar a vida árdua.
Percebemos que quem é podado do ato de brincar tem problemas na vida adulta: problemas como de relacionamento, criatividade e até mesmo se tornando uma pessoa egoísta e dependente.
A Interdisciplina Ludicidade e Educação nos proporcionou um novo olhar para o ato de brincar. Através de jogos pré-estabelecidos despertando o desenvolvimento de alguma habilidade especifica, mas também devemos deixar um momento livre, livre para que a criança crie e desenvolva seu próprio brinquedo.
Devemos apoiar, incentivar e proporcionar aos nossos alunos momentos para brincar. Neste momento poderá ser trabalhada a integração, descontração e superação para a criança este momento será de aprendizagem também além de socialização, e desenvolvimento de linguagem, do pensamento e da concentração da atenção.

Referências:
ANDRADE, Cyrce. Brincar é a forma de expressão das crianças. Revista Nova. Escola. Edição especial n. 33, p. 8-9, set. 2010
BIBIANO, Bianca. A teoria da Diversão. Revista Nova Escola. Edição Especial – Hora de Brincar, set/2010 (pp: 12-15)
Cunha, Nylse Helena; Brinquedos, desafios e descobertas; Petrópolis, RJ: Vozes, 2005.

WENNER, Melinda. Brincar é coisa séria. Mente Cérebre. São Paulo: EDIOURO. DUETO EDITORIAL Ltda. Ano XVIII, n° 216, jan/2011 (pp: 26-35)