terça-feira, 26 de abril de 2016

Literatura - Gato Preto

Minhas expectativas com a Interdisciplina Literatura Infanto Juvenil e Aprendizagem são inúmeras primeiramente por amar livros e também trabalhar histórias e contos com meus alunos.

A primeira tarefa foi muito legal, tínhamos que pesquisar livros infanto-juvenil na biblioteca da escola e escolher um livro e trabalhar com meus alunos este livro.

A biblioteca da minha escola é um pouco precária e como gosto de inúmeros autores, não tive dúvida. Pensando na faixa etária que trabalho (séries finais do ensino fundamental alunos de 11 à 15 anos), e conhecendo suas preferências, escolhi uma obra que relata contos de terror.O melhor representante deste gênero literário conto de terror é certamente o Edgar Allan Poe. Este escritor aguça a curiosidade, prendendo a atenção por completo.


Trabalhei como meus alunos o conto “O gato preto”, nada melhor que cenas macabras um pouco de insanidade e algo sobrenatural para prender a atenção deles.As inúmeras hipóteses e suposições que vão surgindo à medida que a leitura flui são maravilhosas, após a leitura coletiva. Realizamos algumas atividades como interpretação textual, produção textual a criação de um novo final para o conto.


“O Gato Preto traz um homem que, movido pelo abuso do álcool e pela ira provocada pelo amor incondicional que um bicho pode dedicar a seu dono, vê seu sentimento se transformar em perversidade, e acaba por enforcar seu gato. Perseguido pelo fantasma do gato, ele adota outro animal, que, com o passar do tempo, além de despertar a mesma aversão em seu dono, revela em sua pelagem a marca da forca.”



 

Referências:
Poe, Edgar Allan. O Gato Preto e Outras Historias - Col. Reencontro Literatura. Scipione

http://www.mundodoslivros.com/2013/10/resenha-especial-o-gato-preto-por-edgar.html


quarta-feira, 20 de abril de 2016

Observando

Observação segundo o dicionário s.f. Ato ou efeito de observar. Exame, análise. Nota, reflexão. Nota escrita. Advertência. A observação serve como instrumento de pesquisa principalmente para a educação. Na atividade solicitada pela Interdisciplina Seminário Integrador III foi de selecionar duas imagens da nossa escola, sala de aula usando a observação de dois modos distintos: primeiramente como observador não participante e posteriormente como observador não participante.


Escolhi está imagem porque é a visão de entrada da escola este Ipê Roxo é imponente e muito lindo. Ele transmite uma sensação de natureza, ar puro e sua cor vibrante em contraste ao azul (cor das paredes da escola e do céu) alegram a entrada da escola. É impossível passar pela rua e não observar os encantos naturais deste majestoso pé de Ipê Roxo, colorindo este azul céu.


Nesta segunda imagem faço parte: primeiro pela pesquisa que apresentei aos alunos sobre este artesanato cheio de simbologia – o “Olho de Deus” (O Olho de Deus é um antigo símbolo feito pelos índios Huichol do México e dos índios Aymara da Bolívia.), E a partir da explicação teórica partimos para a prática.

O trabalho foi lindo e muito prazeroso por que além de criar seu “Olho de Deus” todos meditamos e metalizamos coisas boas para a pessoa que o receberia de presente.

Como se pode observar todas as imagens mostram cores, acredito que a “cor” ou melhor as “cores” são de suma importância na educação por que algumas estimulam, outras tranqüilizam além de transmitir beleza e aconchego no ambiente.


Referências Bibliográficas
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário da língua portuguesa. 5. ed. Curitiba: Positivo, 2010. 2222 p. ISBN 978-85-385-4198-1.
LÜDKE, M. ANDRÉ, M.E.D.A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo (SP): EPU; 1986.
MARCONI, Marina de Andrade & LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de Pesquisa: planejamento e execução de pesquisa, elaboração, análise e interpretação de dados. São Paulo: Atlas, 2006.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Mais brincadeira por favor!


A primeira aula da Interdisciplina Ludicidade e Educação foi maravilhosa, com direito a inúmeras gargalhadas, como é bom brincar!

Nesta aula aprendemos a importância do recreio, a importância do brincar e também tivemos um momento aula prática, literalmente BRINCAMOS!

Com a correria diária, preocupação com os conteúdos para vencer, com a indisciplina na sala de aula, muitas vezes deixamos de lado esta hora tão importante e prazerosa que nos faz descontrair e também formar laços.

Percebi que como é chato ficar quatro horas imóvel, sem sequer dar uma boa gargalhada, e também o quanto aprendemos através de uma simples brincadeira, e como a atenção faz falta também na brincadeira.

Resumindo... no dia seguinte estava eu brincando... um momento de pause do conteúdo, de pause do silêncio, fica quito, copia...  

Tirinha:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjXWxW3j3JPht3q9K8BaH94vgYh7pwcrDKx2au5ADMUShGzkd9piyZt0YLdMoh60UNWYuniK5ERQKnYvk30YL-sLe67paFY03-CTzuiHfPQphetD70k5WwRbEzpQLTe3ULFma53CNu-GIuN/s1600/brincadeirascurtasmafalda.jpg

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Alfabetização audiovisual

Hoje foi um dia super legal, como venho repetindo sempre como é bom aprender. Participei do 8º Festival Escolar de Cinema, sessões preparatórias para professores do Programa de Alfabetização Audiovisual.

Nós professores do 3º Ciclo ou seja que trabalhamos com alunos do 7°, 8° e 9° Anos (12 a 14 anos) assistimos o filme "Uma História de Amor e Fúria" de Luiz Bolognesi, este retrata o amor entre um herói imortal e Janaína, a mulher por quem é apaixonado há 600 anos. Como pano de fundo do romance ressaltam quatro fases da história do Brasil: a colonização, a escravidão, o Regime Militar e o futuro, em 2096, quando haverá guerra pela água.

Foi debatido com os educadores como trabalhar o filme em sala de aula as diferentes possibilidades de abordagens e como é possível trabalhar interdisciplinarmente, uma das personagens principais é uma mulher que luta constantemente por sua sobrevivência  e pelos direitos e sobrevivência dos desfavorecidos.

Algumas frases foram marcantes e reflexivas que vale apena expor aqui:



 "Viver sem conhecer o passado é andar no escuro"

"meus heróis não viraram estátuas, morreram lutando contra aqueles que viram"





Referência:

FERREIRA, Pedro Henrique. Uma história de amor e fúria nunca perde as raízes. Assim, nunca deixamos de ser um pouco tupinambás. Revista Cinética, 2012.
MONTEIRO, Ailton. Uma história de amor e fúria. Diário de um Cinéfilo, 2013.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Rever e reolhar


Atividade ver e olhar da Interdisciplina Seminário Integrador III, me fizeram rever e reolhar os vídeos 
Pas de Deux  - Daniel Wurtzel  e  American Beauty' - Thomas Newman (from the 'plastic bag scene') algumas vezes

Estes vídeos em primeira observação apresentam objetos movimentados pelo vento. Porém ao revemos passamos a procurar pequenos detalhes passados despercebidos.



No primeiro vídeo “Pas de Deux” de Daniel Wurtzel, observamos um tecido que é movimentado por doze ventiladores no solo, estes movimentos hora intensos parecem uma dança solo graciosa que por vezes intensificada parecem um dueto majestoso, há um jogo de cores que remetem a ideia de fogo.


No vídeo “American Beauty” de Thomas Newman, observamos movimentos de uma sacola plástica. Movimentos ocasionados por vento de forma natural, aleatoriamente às vezes intenso por outras brandas, além da movimentação da sacola plástica, estão a movimentarem-se várias folhas secas o que nos faz pensar que se trata de ventos do outono. Os tons de cores da sena são tons de terra.


Estes vídeos são lindos onde podemos ver a beleza dos fenômenos naturais e também a beleza da intervenção humana, para aguçar ainda mais meu sentido visão assisti aos vídeos sem som.


Referências:
Charczuk, Simone Bicca. Sobre o olhar. PDF baseado in CARDOSO, Sério. O olhar viajante (do etnólogo). In: NOVAES, Adauto (et al). O olhar. São Paulo: Companhia das Letras, 1988, p. 347-351.

I SEMINÁRIO NACIONAL: QUAL O CURRÍCULO PARA UMA EDUCAÇÃO NÃO SEXISTA?


Na semana passada participei do I SEMINÁRIO NACIONAL: QUAL O CURRÍCULO PARA UMA EDUCAÇÃO NÃO SEXISTA?, evento organizado pela Procuradoria Espacial da Mulher na Câmara Municipal de Porto Alegre, este evento teve como finalidade debater a educação sexista, promovendo a igualdade de todos os seres humanos.

Este Seminário mostrou várias mulheres importantes e de sucesso que não eram de meu conhecimento, mulheres cientistas, mulheres personalidades além da indicação de muitos livros e vídeos.

Dentre muitas palestrantes fiquei encantada com o tema e com as curiosidades apresentadas por duas palestrantes que fazem parte UFRGS, uma do Departamento de História e outra do UNIAFRO.

Como é valioso participar destes eventos, encontrar outros educadores, conhecer seus anseios. Quero brevemente elaborar algumas aulas abordando este tema. 


quarta-feira, 30 de março de 2016

Nosso blog... Nossas postagens!!!

Esse blog fala sobre minha trajetória, minhas aprendizagens, meus anseios no Curso de Graduação Licenciatura em Pedagogia PEAD, semanalmente posto algo aqui... as vezes não posto nada por outras posto mais de uma vez... por outras sinto vontade de extravasar postar algo que estou sentido ou desejando fora do curso.

Minha postagem semanal tem como continuidade os debates referentes as postagens no blog "Portfólio de Aprendizagens" estas postagens deveram ser em sua totalidade reflexões sobre nossa transformação ou melhor nosso nova forma de ensinar através de novas ações, novas formas de conceituar, descobertas de práticas equivocadas. 

No encontro do dia 23 de março, observamos, analisamos e refletimos sobre postagens dos colegas. E a partir deste debate  percebi como somos críticos com o trabalho do outro, como observamos pequenos deslizes que não percebemos em nossas postagens.


Este blog serve como uma caderno onde todas as anotações, sínteses e aprendizagens deveram estar agrupadas... agrupadas de maneira clara e concisa onde qualquer leitor externo ao curso consiga ter ideia do que se trata. Estas informações deveram conter elementos que possam sustentar estas informações e como estes detalhes estão relacionados com nossa prática.






imagem:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj4bPla_DqIBrd1i9py8ejjL2mDxmi40HGi7M4IQvu3hLFFerCvBCuzTpxWeLu9GxAP9KDTQ-A5jDQCKMHIbnq1DetZXsF4DQlX8J7SfL0jEgX968jKX5Csa3RPWedGPw28759bOHpRCnG5/s320/tecnologia-na-educacao_07.jpg

sexta-feira, 25 de março de 2016

Analisando minhas postagens





 Bom revendo minhas postagens neste blog resolvi retomar alguns pontos... Este blog é destinado ao Curso de Graduação Licenciatura em Pedagogia, e através dele iremos refletir sobre nossas aprendizagens.
A primeira tarefa da Interdisciplina Seminário Integrador III foi analisar o minhas postagens, ao rever e reler minhas postagens me deparei com dois estilos diferentes no mesmo Portfólio de aprendizagens “blog”.
Primeiramente observei postagens que considero que não contenham um conteúdo significativo, porém elas se encaixam num patamar de descontração e até mesmo aquele momento “intervalo” de todas as leituras, sínteses e atividades.
Não as considero postagens descartáveis ou sem nenhuma importância, as considero algo que ilustra e abre as portas para algo mais consistente que vem logo a seguir. São postagens de humor e reflexão de fatos que não compõe a grade curricular do PEAD, pois nelas não se observa nenhum aprendizado em alguma Interdisciplina nem tampouco algo que podemos aplicar em sala de aula.
Também observei as postagens que considero estarem dentro dos padrões de finalidade desta ferramenta, estão completas no sentido de aprendizagem, contendo referências, fontes e qualquer leitor externo aos envolvidos no curso conseguiram entender do que se refere.
Creio que estas postagens são significativas, porém ainda não estão completas, por que nelas não podemos observar a aplicação das aprendizagens na prática escolar. Algo que ainda não aconteceu de fato.
Esta tarefa foi de grande valia para repensarmos o que estamos aplicando no dia a dia da escola. Nossas aprendizagens já estariam modificando, transformando nosso modo de pensar e trabalhar ?
Vou rever minhas postagens neste blog e espero aprimorá-las cada vez mais, contemplando todos os itens que transformem as tarefas da faculdade em artigos que sejam de fácil compreensão para todo e qualquer leitor.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Estudar é bom, estudar é bom d+!


Hoje estou aqui refletindo o quanto é bom férias, mas é ainda melhor estudar e aprender e retornar aos bancos acadêmicos.

Estou vibrando com as interdisciplinas deste semestre do PEAD. Amoooo ler e principalmente estudar literatura, creio que será empolgante e maravilhoso os estudos da Interdisciplina LITERATURA INFANTO JUVENIL E APRENDIZAGEM. 

Neste semestre as interdisciplinas são diversificadas, abordando ludicidade, música e artes visuais espero que através destas aprendizagens consiga  abordar e por em prática na minha sala de aula.


Estou ansiosa para a aula de quarta-feira! 


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Vida pós carnaval...








Dizem que o ano só começa depois do carnaval... estou aqui retomando meu blog com o seguinte questionamento: Quando a escola pública será campeã?

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Férias...


















Depois da tensão pré-workshop, estou aqui para relatar como foi legal, importante e construtivo o workshop, foi maravilhoso escutar os anseios e as aprendizagens das colegas este feedback foi incrível.

E que venha o terceiro trimestre, novas emoções e novos aprendizados.


Poema de Férias
Pé na estrada
na bagagem só o essencial
para sobreviver
aos dias sem celular
sem computador
sem horários...
em cada curva no caminho
deixo para trás
aquela vozinha me lembrando
que na volta tudo estará
do mesmo jeito...
E daí?
Quero curtir
quero ser inconsequente
dormir tarde
acordar mais tarde ainda
caminhar no calçadão
ler meus livros empoeirados
ver filme na madrugada
badalar na madrugada
namorar na madrugada
vou me desligar do mundo
estou de férias...
Cláudia Sabadini


Imagens: 
http://img163.imageshack.us/img163/189/avisoimportante.gif
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh0_MaNvkip8YciXRVda62y-sk9ro7Nln9V_ayaku_I7Ybh_YNsMJXkHr8f02wjAWT0tN1f2zzvwm9vZufE0XyB0qi6Wpm5wKKepuiTPavFeMAk1o9Lsdx2D4bBqmnGPc5w4FOZzpqoUHY/s400/ferias4.gif

Poema:

http://villapano.blogspot.com.br/2010_12_12_archive.html

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Coração


Coração batendo a mil.... Hoje é dia do Workshop!
Checando:

Síntese - Ok
Power Point - Ok
Síntese Reflexiva versão final -Ok
Versão Impressa - Ok
 Tudo na ponta da língua -  hummmm Ok



Vamos lá....

sábado, 12 de dezembro de 2015

Então é Natal...

Ontem foi dia de corrigir provas apresentação de final de ano da filha! Minha filha esta APROVADA, totalmente alfabetizada de forma tradicional... Rumo ao 2º Ano;
Hoje é dia de trabalhoooo... Final de ano muitas atividades!
Estou feliz com o retorno da síntese, gostei de cada palavra escrita no feedback. Vou incluir um paragrafo falando sobre o que tem me modificado com os aprendizados no faculdade.
E também após um dia super animado onde desfilei para uma loja.

E agora vou ajudar uma BIXO com os trabalhos.

Obrigada meu Deus!


quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

O nevoeiro



Um trabalho que adorei e certamente irei reproduzir com meus alunos é a história coletiva. Veja como ficou a história do nosso grupo.




O nevoeiro

No entardecer chuvoso do mês de outubro primaveril, admirava-se os pequenos pingos de chuvas nas folhas e flores. Como de relance um estrondoso barulho agitou toda paisagem até então pacata e silenciosa. Dentre o nevoeiro eis que surgiram pequenos pássaros e animais da floresta assustados com o barulho. Que som seria este, que perturbou cenário tão fabuloso?
No ano de 1965 inicia a história de Tuane, uma menina sonhadora, que vivia com seus pais numa cidade do interior. Eram uma família humilde, trabalhavam no campo, e o que produziam lá, era para o sustento próprio. O restante vendiam na cidade, que iam apenas uma vez por mês.
A menina passava boa parte do seu tempo sozinha. Isso, quando não estava na companhia de sua querida mãe. Ela adorava caminhar pelos campos, andar a cavalo, ouvir o canto dos pássaros, entre outros animais que viviam ali. Enfim, desfrutava com muito prazer a vida tranquila daquele lugar.
Certo dia o cavalo da doce menina retornou sozinho para casa, seus pais preocupados percorreram todo o lugarejo a procura de Tuane, a filha amada. Foi quando sua mãe avistou de longe caída sob uma singela flor campestre a medalhinha que dera a menina no dia  de seu nascimento, um amuleto que a protegeria para sempre das forças sedutoras das inovações tecnológicas, dos celulares ultra modernos e dos tablets hipnotizadores…
Estarrecida, quase imóvel ficou Dona Amalga , no momento em que lembrou que naquela semana um novo morador instalara-se em uma casinha ali nas redondezas. Era um tipo muito estranho, calado, com barbas longas, cabelos grisalhos e  compridos. Encobria seu rosto com um gigante chapéu de cor amarelo com manchinhas vermelhas que mais lembravam gotículas de sangue…
Mal sabia Dona Amalga o porquê daquele senhor instalara-se, logo no mês de outubro, naquele local tão pacato. Ao passar em frente de sua casa, ela fica apavorada sente calafrios ao vê-lo, pois ele tem um aspecto sombrio e sinistro.
A mãe da menina procura pistas sobre sua amada filha, a procura, e como se estivesse em num labirinto misterioso, chega a lugares que nunca soubera da sua existência. O desespero toma conta do seu corpo, quer sua filha de volta, mas não sabe como revê-la. Talvez o medo do desconhecido? Qual será a saída para esta situação? É faz descobertas que podem ameaçar aquele homem instigante e sua estabilidade. Débora Silva
O pai da menina Seu José pegou o machado, ferramenta que usava na lida do campo diariamente, e resolveu ir até a casa do tal sujeito. Dona Amalga, estava com um pressentimento ruim, dizia ao marido para não ir lá, pois o pior poderia acontecer. Mas como um ato de bravura e maior demostração de amor que podia fazer pela filha Tuane, ele foi.
Mesmo escuro já da noite, Seu José caminhou apressadamente até o casebre do Senhor suspeito, cada passo que dava a sensação é que o trajeto aumentava dois passos. Quando conseguiu avistar a casa o coração acelerou. Foi chegando perto e começou a ouvir ruídos, será da noite ou vinham da casa?
Chegando lá o pai da menina avistou entre as frestas da janela sua filha amarrada e amordaçada, sendo torturada psicologicamente e até fisicamente por aquele pacato, mas sinistro senhor. Mas o pai num ato destemido, colocando sua vida em risco adentra na casa desarmado, enfrentando aquele homem sombrio, procurando livrar a filha do seu algoz.
O homem desesperado atira contra o pai  da menina, que mesmo ferido consegue soltar a filha. Que sai correndo desesperada a pedida de socorro pelo descampado afora.
Correndo, gritando, chorando e implorando ajuda Tuane corre pelo descampado afora ferida, sem saber como estaria seu pai, mas como um passe de mágica eis que surge a sua frente um soldado que passeava em pleno nevoeiro com seu alazão pelo descampado. Seria sorte ou destino, mas estava ali na sua frente aquele homem forte e gentil.
Apavorada ela não conseguia pronunciar com clareza o que estava acontecendo, eis que o soldado lhe deu um pouco de água que carregava após beber um pouco da água e respirar fundo ela conseguiu relatar o que estava acontecendo.
Sentada em uma pedra, com lágrimas nos olhos Tuane já não tinha mais forças para conter sua imensa tristeza, sua única esperança ainda era ver seu pai vivo, apos ter contado resumida a sua história o soldado pegou seu alazão e correu em uma velocidade imensa, que em segundos desapareceu em pleno nevoeiro. Antes de partir havia pedido para que Tuane aguardasse que outros dois soldados iria lhe acompanhar até sua casa com segurança.
Tuane levantou-se da pedra e tentou andar mais foi derrubada por suas pernas tremulas, mal conseguia pensar no que fazer, mais algo lhe dizia que não poderia ficar ali esperando que deveria ir atrás de seu pai ver como ele estava, uma angústia pousava em seu coração comprimindo de tristeza e dor.
Mesmo exausta, Tuane levantou-se e seguiu em direção a casa do mal feitor. As lágrimas escorriam em seu rosto, e suas pernas bambas já não aguentavam tanto esforço, precisavam que parasse. Mas o amor pelo pai, e sua coragem a fizeram seguir em frente.
E quando estava se aproximando da casa, a menina percebeu o cavalo do soldado amarrado em uma árvore.
O silêncio era aterrorizante, e ela tremia muito, mas sua determinação era maior, então seguiu caminhando devagar, tentando não fazer barulho.
Ao chegar na porta, ouviu vozes, e ficou confusa, pois as mesmas estavam claras em sua memória, eram do soldado e do mal feitor que conversavam tranquilamente.
Os dois tramavam sim, como capturar a jovem menina e seu amuleto, pois somente eles abririam o portal de acesso às  tecnologias, tão temidas pelos simples camponeses. Mas o que será que os assustava tanto ? Queriam eles a eterna ignorância para seus filhos? Ou desejavam eles aprisionar as crianças no mundo encantado da infância? As crianças mudariam suas maneiras de pensar e agir?
A menina continuava tremula e sem forças para correr. Os segundos pareciam horas, ao longe começa escutar um pequeno barulho. Eram pisadas fortes, o coração acelera, o máximo que ela faz é deitar no chão no encostada de um pedra. (Márcia Erondina)
Parecem ter esquecido o pobre pai, todo insanguentado, moribundo, praticamente inconsciente. Mas com a correria e os gritos da menina pela floresta, o restante do grupamento de soldados foi ajudá-la a socorrer o pai a tempo de salvá-lo e levá-lo ao hospital mais próximo.
Mais aliviada com o socorro que o pai recebeu, Tuane conseguiu chegar em casa, salva e guardando ainda o amuleto e o seu poder consigo.
Abrigada em um lugar seguro, organizando os pensamentos e tentando entender tudo o que estava acontecendo, Tuane se perguntava por que isto estava acontecendo com ela? O que teria este amuleto de tão importante? Resolveu procurar respostas no baú de seus ancestrais que estava guardado no sótão.
O velho baú guardava muitas lembranças e tesouros da família, lá tinha cartas, diários, roupas  e quadros de seus ancestrais. Porém um papel bem gasto pelo tempo e muito bem dobrado que estava escondido no forro do baú talvez desvendasse todo este mistério.
Pegou o papel em suas mãos e começou a tremer do nada, por uma longa pausa venho em sua cabeça tudo o que havia passado, das conversas do soldado ,com aquele senhor estranho, o amuleto que sua mãe dera quando ainda era criança. Resolvera assim abrir o papel,quando escutou a porta se abrir e sua mãe Dona Amalga aparecer na porta e chamou a  para tomar café, Tuane olhou para o papel novamente e guardou no baú, deu uma suspirada e seguiu a mãe até a mesa do café, em silêncio sentada na mesa Tuane adormece em seus pensamentos.
Exausta dos últimos acontecimentos , sua mãe Dona Amalga, chama sr Faustino um amigo da família que trabalhava na lavoura junto com seu marido por tantos anos para carrega-la até seu quarto. Sua mãe admira sua filha adormecida depois do dia exaustivo e suspira aliviada por ter sua filha de volta e segura e com seu segredo guardado. Segue até o sótão, desce as escadas e pega o baú que até poucos minutos estavam nas mãos de sua filha, tira do fundo do baú o papel dobrado em vários pedaços, pega o fósforo que esta em cima do criado mudo e queima o papel. Nunca mais ninguém saberia o que esta escrito naquele pedaço de papel além de Dona Amalga.
Ela olhava para filha, mexendo em seu cabelo, desenrolando os grampos de cabelo que havia nele. Sentia um cheiro de jasmim vai até a balaustra e lança um suspiro anafórico.
Esse cheiro fez Dona Amalga viajar alguns anos, e seu passado veio em sua memória. Lembrou como se fosse hoje, seu pai lhe dizendo que tinha construído um amuleto muito poderoso para protege-lá de algum mal futuramente. Ele contou para ela, que estava fazendo uma pesquisa e teve uma descoberta, mas que a mesma foi roubada pelo seu sócio, um cientista maluco, e que o mesmo poderia usar de maneira errada.
Também lhe entregou, um pedaço de papel que constava todas as etapas de sua pesquisa, que envolvia projetos tecnológicos. (Adriana Guerra)
Dona Amalga lembra que prometera ao pai que jamais deixaria Petrus, o discípulo infiel do cientista colocar as mãos no amuleto, pois o real  segredo da pesquisa estava registrado naquele objeto que agora só poderia ser ativado pela inocente e  sincera Tuane.  Será mesmo que Tuane conseguirá despertar  o poder do Crystal? Seria  o mundo nas mão de uma criança?
Dona Amalga volta ao seus afazeres diários, quando novamente avista o tal sujeito, o mesmo que tinha levado a Tuane, fazendo caminhadas em torno da casa. Fica paralisada, a sua cabeça para girar, e cenas de quase 40 anos atrás voltam a sua cabeça. O Petrus estava por perto,  estava rondando a sua casa. O que fazer? Como afugentar esse sinistro da sua volta?
Quando menos esperava, Petrus bate na porta. Sem saber o que fazer, abrir ou não se esconder. Tudo aconteceu de um modo tão inesperado, seus nervos estavam a flor da pele, estava ali estática. E se Tuane acordasse, pobre menina.
Permaneceu assim por alguns minutos, e Petrus retornou a bater. Todo seu passado estava de volta em poucos dias sua vida pacata se transformou em um caos. Deveria abrir a porta, enfrentar de uma vez por todas tudo que ficou trancafiado até agora.
Porém sem ninguém esperar aquele simples assistente de cientista criara por incrível que pareça uma máquina do tempo quando trabalhou com o cientista no passado. E usou essa máquina para trocar o papel certo pelo errado, antes que Dona Amalga o queimasse. Só precisava da menina para reativar o poder do amuleto naquela noite sombria, para assim liberar as tais tecnologias escondidas desde os anos 60. O que poderia o deixar rico, famoso e o fazer se casar com a jovem Tuane.
Tuane acordava com o susto de um pesadelo terrível que tivera, mais ao acordar viu que seu amuleto brilhava na escuridão de seu quarto, não entendendo o que estava acontecendo levantou-se da cama e pegou o seu amuleto na mão o mesmo começou a voar no ar como se quisesse mostrar um caminho para a bela jovem. Tuane levantou e começou a seguir o amuleto para ela aquilo ainda era um sonho desceu as escadas em silêncio e dirigiu-se até a porta dos fundos, não havia ninguém que pudesse impedir ela de sair, seguindo o amuleto naquela escuridão imensa só o que conseguia ver era seus pés descalços sentindo os pedregulhos da caminhada, pensaras onde estaria indo? O que o amuleto queria mostrar? Era tudo tão vago em sua mente.
Saindo para rua Tuane encontrou a máquina do tempo e com ela aquele jovem ajudante de cientista que estava a sua espera, ela olhou para ele e viu que aquele olhar era muito conhecido. Ele relatou todas suas aventuras na máquina do tempo e que lá dentro teria uma surpresa para ela. Não sabia como, nem o por que mas sentia uma enorme confiança naquele rapaz.
Ao entrar na máquina encontrou lá seu pai. O jovem havia utilizado os poderes da máquina e resgatado o seu pai. Ela abraçou com força e ternura seu pai. E depois deu um longo beijo de agradecimento no jovem e foram felizes para sempre.

Fim