Mostrando postagens com marcador Corporeidade – Epistemologia e vivências do aprender. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Corporeidade – Epistemologia e vivências do aprender. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Corporeidade uma breve reflexão

        O ser humano tem uma necessidade latente de inovação, criação e invenção esta capacidade ajudou e muito seja na cura de doenças seja em guerras eliminado outros semelhantes para a preservação de outros tantos.
           Porém ao mesmo tempo em que temos esta necessidade de criação cada vez mais visualizamos um distanciamento nas relações afetivas humanas sejam elas mãe/filho ou homem/mulher. Percebesse que as relações afetivas estão mais relacionadas a posse do que verdadeiramente uma simples relação afetiva entre pares, é marcante o quanto são descartáveis assim como no filme “Inteligência Artificial” logo que Mônica (à mãe) tem seu filho de volta (filho que estava em coma) ela passa a tratar o robô com hostilidade.
Estas manifestações corpóreas não são percebidas pelo robô "David". Este apresentava uma série de características de pureza em suas ações que não filtram as atitudes de rejeição de sua mãe, tão pouco conseguia se defender do seu irmão Martin. Ele era racional, rotineiro, franco e ingênuo. Seu pensamento era tão puro a ponto de acreditar na existência da Fada Azul. Será que estas características manifestação corpóreas não estão fazendo falta em nós seres humanos?
Na leitura do texto “Corporeidade: Uma complexa trama transdisciplinar. In GONÇALVES; C.J.S. Corporeidade. Revisão do Conceito. Tese de Doutorado. UNIMEP. 2005.”, percebi que a corporeidade tem diferentes aspectos assim como no filme, foi crescente a relação de criador e criatura e a dependência do criador com sua criatura. A consciência é uma das principais características dos seres humanos e se um robô tem esta característica é por que foi inserida por um humano.
É marcante a conflito interno e como foi difícil deixar de lado superioridade e ter que destruir aquilo que criou por medo de ser superado pela sua criação.
Luciane Soares Xavier
·                     Corporeidade: Uma complexa trama transdisciplinar. In GONÇALVES; C.J.S. Corporeidade. Revisão do Conceito. Tese de Doutorado. UNIMEP. 2005.

·                     A.I. : Inteligência Artificial – EUA, Ficção, Direção: Steven Spielberg, Warner Home Vídeo, 2001.


sábado, 30 de maio de 2015

Prefácio Ao pé da árvore


Com a leitura do texto: Prefácio Ao pé da árvore (incluindo os subcapítulos: Primeiras Folhas a necessidade de nos conhecermos; Brotos de Inspiração e Folhas Finais). Págs. 09 a 57. In Maturana & Varela; A árvore do Conhecimento. Ed Palas Athenas. 2003

Percebi que a natureza humana tem a tendência autodestruição, a nossa necessidade de destruir pensando criando, inventando, inovando. Não satisfeitos de destruir a natureza, o meio ambiente, estamos numa crescente destruição das relações humanas, por muitas vezes deixando de lado os conceitos éticos existentes há muito tempo.

O ser humano tem uma necessidade de inovar de transformar tudo seja o meio ambiente seja as relações com o outro. É da nossa natureza esta necessidade de recriar de transformar e de modificar, porém nem sempre da certo nem sempre é necessário.

Nossas ações ocasionadas e modificadas por necessidade de recriação e renovação, oriundos de toda experiência cognitiva que envolve o ser humano de uma maneira pessoal suprimindo o ponto de vista ético que sempre esteve junto ao ser humano, nos leva a reflexão da condição humana cuja natureza busca a evolução e a realização pessoal, ou seja, individual.

No trecho “O que precisamos então não é criar impulsos biológicos novos, nem tentar melhorar a inteligência humana por meio da engenharia genética, nem esperar uma ajuda sobrenatural ou extraterrestre que não chegará. A única coisa que podemos e devemos fazer é libertar em toda a sua extensão esses impulsos biológicos naturais que já possuímos, prestando-lhes toda a ajuda que pudermos, removendo, com nossa reflexão consciente, todos os ramos, muros e toneladas de rancores acumulados como escombros que os sufocam e esmagam, já que, estando como estão, acham-se orientados contra outros homens, o que impede de libertá-los na plena manifestação de sua maravilhosa dimensão natural, que é nossa realização existencial de seres sociais e sociáveis.” Fica chara esta necessidade humana.


"Quando, falto de fio condutor no labirinto das montanhas, de nada te serve a dedução (porque sabes que teu caminho só embarranca quando surge o abismo) então, às vezes, se propõe esse guia e, como se voltasse de lá longe, te traça o caminho. Mas, uma vez percorrido, esse caminho permanece traçado e te parece evidente, e esqueces o milagre de uma caminhada que foi semelhante a um retomo. » Antoine de Saint Exupéry, Cidadela