quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

O nevoeiro



Um trabalho que adorei e certamente irei reproduzir com meus alunos é a história coletiva. Veja como ficou a história do nosso grupo.




O nevoeiro

No entardecer chuvoso do mês de outubro primaveril, admirava-se os pequenos pingos de chuvas nas folhas e flores. Como de relance um estrondoso barulho agitou toda paisagem até então pacata e silenciosa. Dentre o nevoeiro eis que surgiram pequenos pássaros e animais da floresta assustados com o barulho. Que som seria este, que perturbou cenário tão fabuloso?
No ano de 1965 inicia a história de Tuane, uma menina sonhadora, que vivia com seus pais numa cidade do interior. Eram uma família humilde, trabalhavam no campo, e o que produziam lá, era para o sustento próprio. O restante vendiam na cidade, que iam apenas uma vez por mês.
A menina passava boa parte do seu tempo sozinha. Isso, quando não estava na companhia de sua querida mãe. Ela adorava caminhar pelos campos, andar a cavalo, ouvir o canto dos pássaros, entre outros animais que viviam ali. Enfim, desfrutava com muito prazer a vida tranquila daquele lugar.
Certo dia o cavalo da doce menina retornou sozinho para casa, seus pais preocupados percorreram todo o lugarejo a procura de Tuane, a filha amada. Foi quando sua mãe avistou de longe caída sob uma singela flor campestre a medalhinha que dera a menina no dia  de seu nascimento, um amuleto que a protegeria para sempre das forças sedutoras das inovações tecnológicas, dos celulares ultra modernos e dos tablets hipnotizadores…
Estarrecida, quase imóvel ficou Dona Amalga , no momento em que lembrou que naquela semana um novo morador instalara-se em uma casinha ali nas redondezas. Era um tipo muito estranho, calado, com barbas longas, cabelos grisalhos e  compridos. Encobria seu rosto com um gigante chapéu de cor amarelo com manchinhas vermelhas que mais lembravam gotículas de sangue…
Mal sabia Dona Amalga o porquê daquele senhor instalara-se, logo no mês de outubro, naquele local tão pacato. Ao passar em frente de sua casa, ela fica apavorada sente calafrios ao vê-lo, pois ele tem um aspecto sombrio e sinistro.
A mãe da menina procura pistas sobre sua amada filha, a procura, e como se estivesse em num labirinto misterioso, chega a lugares que nunca soubera da sua existência. O desespero toma conta do seu corpo, quer sua filha de volta, mas não sabe como revê-la. Talvez o medo do desconhecido? Qual será a saída para esta situação? É faz descobertas que podem ameaçar aquele homem instigante e sua estabilidade. Débora Silva
O pai da menina Seu José pegou o machado, ferramenta que usava na lida do campo diariamente, e resolveu ir até a casa do tal sujeito. Dona Amalga, estava com um pressentimento ruim, dizia ao marido para não ir lá, pois o pior poderia acontecer. Mas como um ato de bravura e maior demostração de amor que podia fazer pela filha Tuane, ele foi.
Mesmo escuro já da noite, Seu José caminhou apressadamente até o casebre do Senhor suspeito, cada passo que dava a sensação é que o trajeto aumentava dois passos. Quando conseguiu avistar a casa o coração acelerou. Foi chegando perto e começou a ouvir ruídos, será da noite ou vinham da casa?
Chegando lá o pai da menina avistou entre as frestas da janela sua filha amarrada e amordaçada, sendo torturada psicologicamente e até fisicamente por aquele pacato, mas sinistro senhor. Mas o pai num ato destemido, colocando sua vida em risco adentra na casa desarmado, enfrentando aquele homem sombrio, procurando livrar a filha do seu algoz.
O homem desesperado atira contra o pai  da menina, que mesmo ferido consegue soltar a filha. Que sai correndo desesperada a pedida de socorro pelo descampado afora.
Correndo, gritando, chorando e implorando ajuda Tuane corre pelo descampado afora ferida, sem saber como estaria seu pai, mas como um passe de mágica eis que surge a sua frente um soldado que passeava em pleno nevoeiro com seu alazão pelo descampado. Seria sorte ou destino, mas estava ali na sua frente aquele homem forte e gentil.
Apavorada ela não conseguia pronunciar com clareza o que estava acontecendo, eis que o soldado lhe deu um pouco de água que carregava após beber um pouco da água e respirar fundo ela conseguiu relatar o que estava acontecendo.
Sentada em uma pedra, com lágrimas nos olhos Tuane já não tinha mais forças para conter sua imensa tristeza, sua única esperança ainda era ver seu pai vivo, apos ter contado resumida a sua história o soldado pegou seu alazão e correu em uma velocidade imensa, que em segundos desapareceu em pleno nevoeiro. Antes de partir havia pedido para que Tuane aguardasse que outros dois soldados iria lhe acompanhar até sua casa com segurança.
Tuane levantou-se da pedra e tentou andar mais foi derrubada por suas pernas tremulas, mal conseguia pensar no que fazer, mais algo lhe dizia que não poderia ficar ali esperando que deveria ir atrás de seu pai ver como ele estava, uma angústia pousava em seu coração comprimindo de tristeza e dor.
Mesmo exausta, Tuane levantou-se e seguiu em direção a casa do mal feitor. As lágrimas escorriam em seu rosto, e suas pernas bambas já não aguentavam tanto esforço, precisavam que parasse. Mas o amor pelo pai, e sua coragem a fizeram seguir em frente.
E quando estava se aproximando da casa, a menina percebeu o cavalo do soldado amarrado em uma árvore.
O silêncio era aterrorizante, e ela tremia muito, mas sua determinação era maior, então seguiu caminhando devagar, tentando não fazer barulho.
Ao chegar na porta, ouviu vozes, e ficou confusa, pois as mesmas estavam claras em sua memória, eram do soldado e do mal feitor que conversavam tranquilamente.
Os dois tramavam sim, como capturar a jovem menina e seu amuleto, pois somente eles abririam o portal de acesso às  tecnologias, tão temidas pelos simples camponeses. Mas o que será que os assustava tanto ? Queriam eles a eterna ignorância para seus filhos? Ou desejavam eles aprisionar as crianças no mundo encantado da infância? As crianças mudariam suas maneiras de pensar e agir?
A menina continuava tremula e sem forças para correr. Os segundos pareciam horas, ao longe começa escutar um pequeno barulho. Eram pisadas fortes, o coração acelera, o máximo que ela faz é deitar no chão no encostada de um pedra. (Márcia Erondina)
Parecem ter esquecido o pobre pai, todo insanguentado, moribundo, praticamente inconsciente. Mas com a correria e os gritos da menina pela floresta, o restante do grupamento de soldados foi ajudá-la a socorrer o pai a tempo de salvá-lo e levá-lo ao hospital mais próximo.
Mais aliviada com o socorro que o pai recebeu, Tuane conseguiu chegar em casa, salva e guardando ainda o amuleto e o seu poder consigo.
Abrigada em um lugar seguro, organizando os pensamentos e tentando entender tudo o que estava acontecendo, Tuane se perguntava por que isto estava acontecendo com ela? O que teria este amuleto de tão importante? Resolveu procurar respostas no baú de seus ancestrais que estava guardado no sótão.
O velho baú guardava muitas lembranças e tesouros da família, lá tinha cartas, diários, roupas  e quadros de seus ancestrais. Porém um papel bem gasto pelo tempo e muito bem dobrado que estava escondido no forro do baú talvez desvendasse todo este mistério.
Pegou o papel em suas mãos e começou a tremer do nada, por uma longa pausa venho em sua cabeça tudo o que havia passado, das conversas do soldado ,com aquele senhor estranho, o amuleto que sua mãe dera quando ainda era criança. Resolvera assim abrir o papel,quando escutou a porta se abrir e sua mãe Dona Amalga aparecer na porta e chamou a  para tomar café, Tuane olhou para o papel novamente e guardou no baú, deu uma suspirada e seguiu a mãe até a mesa do café, em silêncio sentada na mesa Tuane adormece em seus pensamentos.
Exausta dos últimos acontecimentos , sua mãe Dona Amalga, chama sr Faustino um amigo da família que trabalhava na lavoura junto com seu marido por tantos anos para carrega-la até seu quarto. Sua mãe admira sua filha adormecida depois do dia exaustivo e suspira aliviada por ter sua filha de volta e segura e com seu segredo guardado. Segue até o sótão, desce as escadas e pega o baú que até poucos minutos estavam nas mãos de sua filha, tira do fundo do baú o papel dobrado em vários pedaços, pega o fósforo que esta em cima do criado mudo e queima o papel. Nunca mais ninguém saberia o que esta escrito naquele pedaço de papel além de Dona Amalga.
Ela olhava para filha, mexendo em seu cabelo, desenrolando os grampos de cabelo que havia nele. Sentia um cheiro de jasmim vai até a balaustra e lança um suspiro anafórico.
Esse cheiro fez Dona Amalga viajar alguns anos, e seu passado veio em sua memória. Lembrou como se fosse hoje, seu pai lhe dizendo que tinha construído um amuleto muito poderoso para protege-lá de algum mal futuramente. Ele contou para ela, que estava fazendo uma pesquisa e teve uma descoberta, mas que a mesma foi roubada pelo seu sócio, um cientista maluco, e que o mesmo poderia usar de maneira errada.
Também lhe entregou, um pedaço de papel que constava todas as etapas de sua pesquisa, que envolvia projetos tecnológicos. (Adriana Guerra)
Dona Amalga lembra que prometera ao pai que jamais deixaria Petrus, o discípulo infiel do cientista colocar as mãos no amuleto, pois o real  segredo da pesquisa estava registrado naquele objeto que agora só poderia ser ativado pela inocente e  sincera Tuane.  Será mesmo que Tuane conseguirá despertar  o poder do Crystal? Seria  o mundo nas mão de uma criança?
Dona Amalga volta ao seus afazeres diários, quando novamente avista o tal sujeito, o mesmo que tinha levado a Tuane, fazendo caminhadas em torno da casa. Fica paralisada, a sua cabeça para girar, e cenas de quase 40 anos atrás voltam a sua cabeça. O Petrus estava por perto,  estava rondando a sua casa. O que fazer? Como afugentar esse sinistro da sua volta?
Quando menos esperava, Petrus bate na porta. Sem saber o que fazer, abrir ou não se esconder. Tudo aconteceu de um modo tão inesperado, seus nervos estavam a flor da pele, estava ali estática. E se Tuane acordasse, pobre menina.
Permaneceu assim por alguns minutos, e Petrus retornou a bater. Todo seu passado estava de volta em poucos dias sua vida pacata se transformou em um caos. Deveria abrir a porta, enfrentar de uma vez por todas tudo que ficou trancafiado até agora.
Porém sem ninguém esperar aquele simples assistente de cientista criara por incrível que pareça uma máquina do tempo quando trabalhou com o cientista no passado. E usou essa máquina para trocar o papel certo pelo errado, antes que Dona Amalga o queimasse. Só precisava da menina para reativar o poder do amuleto naquela noite sombria, para assim liberar as tais tecnologias escondidas desde os anos 60. O que poderia o deixar rico, famoso e o fazer se casar com a jovem Tuane.
Tuane acordava com o susto de um pesadelo terrível que tivera, mais ao acordar viu que seu amuleto brilhava na escuridão de seu quarto, não entendendo o que estava acontecendo levantou-se da cama e pegou o seu amuleto na mão o mesmo começou a voar no ar como se quisesse mostrar um caminho para a bela jovem. Tuane levantou e começou a seguir o amuleto para ela aquilo ainda era um sonho desceu as escadas em silêncio e dirigiu-se até a porta dos fundos, não havia ninguém que pudesse impedir ela de sair, seguindo o amuleto naquela escuridão imensa só o que conseguia ver era seus pés descalços sentindo os pedregulhos da caminhada, pensaras onde estaria indo? O que o amuleto queria mostrar? Era tudo tão vago em sua mente.
Saindo para rua Tuane encontrou a máquina do tempo e com ela aquele jovem ajudante de cientista que estava a sua espera, ela olhou para ele e viu que aquele olhar era muito conhecido. Ele relatou todas suas aventuras na máquina do tempo e que lá dentro teria uma surpresa para ela. Não sabia como, nem o por que mas sentia uma enorme confiança naquele rapaz.
Ao entrar na máquina encontrou lá seu pai. O jovem havia utilizado os poderes da máquina e resgatado o seu pai. Ela abraçou com força e ternura seu pai. E depois deu um longo beijo de agradecimento no jovem e foram felizes para sempre.

Fim


【ツ】



Não consigo acreditar... que neste semestre consegui finalizar a Síntese Reflexiva das Aprendizagens antes da data final. Agora só aguardar as orientações para alguma correção e correr para o abraço.



Imagens: Internet
βyё♥βyё

Hoje não esta sendo um bom dia!
Estou um tanto quanto cansadaaaaaa!
A demora nos e resultados das avaliações e as avaliações negativas estão suprimindo minhas energias!

Mas... " ♮ ♫ ♩ ♫ ...Então é Natal...♭ ♪ ♬ "

Tirinha:
https://sindsaudecongresso.files.wordpress.com/2012/08/tira_04_natal_600px1.jpg?w=584&h=168







quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Infâncias étnico-raciais


O artigo "A diferença étnico-racial em livros brasileiros escrito por Edgar R. Kirchof, Iara T. Bonin e Rosa M. H. Silveira aborda três tendência ao tratar as questões étnicas raciais na literatura infanto-juvenil: Como lidar com o preconceito; outras tramas com personagens negros; Uma diferença a mais.

Estas abordagens tentam colocar os personagens negros como personagens principais, eles tentam explicar o porquê das diferenças de tal personagem; também apresentam os personagens negros em diferentes tipos de conflitos mas abordando a sua questão ancestral, sua origem e também as narrativas ensinam a aceitar e se posicionar diante da diversidade étnica.
Referência:



KIRCHOF, Edgar; BONIN, Iara, SILVEIRA, Rosa Hessel. A diferenc
̧a étnico-racial em livros brasileiros para crianças: análise de três tendências. contemporâneas. Revista Eletrônica de Educação, v. 9, n. 2, p. 389-412, 2015.

KIRIKU E A FEITICEIRA



Kiriku é um menino que já falava quando ainda estava na barriga da mãe. Na verdade, foi ele quem escolheu seu próprio nome logo que nasceu. Ele está destinado a libertar uma vila africana de uma feiticeira chamada Karaba, que secou as fontes de água e sequestra os homens do local. Kiriku vai até o sábio da montanha, conhecedor do segredo de Karaba, e em seguida parte para enfrentar a feiticeira. 

Essa história faz parte do folclore africano e fala da determinação na luta pela liberdade. Kiriku nasce para ser livre, tanto que quando ainda está na barriga da mãe ele diz: "Mãe, dê a luz a mim!" Segundo o diretor e roteirista, Michel Ocelto, foi também uma grande oportunidade para mostrar o povo africano e alguns de seus valores.


Fonte: http://criancanegritude.blogspot.com.br/2007/01/cinema-textos.html

terça-feira, 24 de novembro de 2015

A Onda


Filmes... Amo filmes e um exemplo perfeito para exemplificar o comportamento ou melhor experiência (fato verídico) mau sucedida seria “A Onda” onde o professor de história pessoa de personalidade forte resolve fazer um experimento fazer com que seus alunos compreendam como os alemães praticaram crimes tão horríveis.

O professor ilustra a figura de um chefe autoritário e intimidador que impõe passividade e submissão e facilmente desencadeiam os mecanismos da psicologia de massas entre adolescentes, mais vulneráveis do ponto de vista emocional.

Durante uma semana os alunos deveriam assistir filmes, palestras, debates sobre o nazismo, porém este experimento foge ao seu controle. A turma dos ditos CDF, tranqüilos em casa se unem e começam a exigir a ordem dentro da escola indo de encontro com o grupo que representava a Anarquia.
No primeiro momento "A Onda" apresenta a melhorias superficiais na postura de alguns alunos mas logo esta melhoria se transforma em intolerância e agressividade, impossibilitando a vida sem ódio e segregação.

Percebesse que cada personagem tem uma motivação que desencadeia suas atitudes como o casal principal, Karo e Marco, em que, nitidamente, ela é a mais forte. Karo tem pais amorosos, mas liberais demais, o que a desagrada. Marco sente-se alheio a sua família, na qual não há pai e a mãe envolve-se com parceiros da idade dele. Procura o modelo de identidade no pai de Karo. Ela é mandona e Marco se submete de modo passivo; mostra um abandono talvez primal, refletido em sua insegurança. A personagem ganha força e poder de decisão, atrelado a descontrole de agressão, principalmente com Karo, já que, pela primeira vez, surge o desejo de dominá-la.


Este filme relata que varias situações de agressividade, violência, homicídios, suicídios, bulling, homofobia etc. no ambiente escolar porém no final, todos acabam inocentados diante desta hipnótica corrente mental, percebemos neste filme os mecanismos de defesas como Racionalização, as justificativas para o comportamento são consistentes e aceitáveis, e a Identificação os jovens assimilam e se transformam a partir do modelo apresentado pelo professor e também Desenvolvimento Afetivo representados pelo casal Karo e Marco citados acima.


Referências:

http://firefoca.com.br/wp-content/uploads/2014/07/die_well_filme_onda.jpg

Escolas Quilombolas

Hoje realizei a tarefa da Interdisciplina Escolarização, Espaço e Tempo na Perspectiva Histórica deveríamos pesquisar experiências escolares alternativas, como estamos no mês da “Consciência Negra” pesquisei sobre as Escolas Quilombolas tem por finalidade proporcionar o enfrentamento das desigualdades étnico-raciais nos espaços educacionais após a institucionalização da Lei Federal 10.639/2003, que altera a LDB estabelecendo a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana na Educação Básica, permitindo assim a construção de ações e projetos mais contundentes para valorização da cultura negra brasileira e africana, bem como da educação quilombola.

Na capital do nosso estado existem algumas comunidades remanescentes de quilombo a comunidade da Família Silva e da Família Fidelix e suas respectivas instituições escolares que atendem os jovens moradores dos quilombos.

No País, existem 49.722 estudantes matriculados em 364 escolas localizadas em áreas remanescentes de quilombos, sendo que 62% das matrículas estão concentradas na Região Nordeste. O levantamento inédito mostra, ainda, que o estado do Maranhão possui mais de 10 mil alunos em 99 estabelecimentos em terras habitadas por descendentes de africanos, maior número entre todas as unidades da Federação.


Acredito ser esta mais uma manobra política do que realmente a tentativa pura e sincera de preservar, reconhecer e valorizar estas comunidades. Atualmente aqui na capital a empresa CARRIS mantém um ônibus que faz uma rota com estudantes e interessados em conhecer um pouco dos primeiros locais habitados pelos negros. Neste passeio percebemos o quanto as elites tentam esconder e empurrar o mais distante possível da zona central os negros e pobres.







Fonte:
http://portal.mec.gov.br/educacao-quilombola-
https://territorioautonomo.files.wordpress.com/2013/09/gd2-o-lugar-da-educac3a7c3a3o-popular-nos-quilombos-urbanos-de-porto-alegre.pdf

Semana da Consciência Negra


Semana da Consciência Negra, como única representante da cor nas duas escolas que trabalho, adivinhe? Tudo é comigo! Mas gosto... 


Como já postei anteriormente aqui, sou mãe de duas garotinhas lindas e que sou mega, hiper, coruja segue abaixo uma doce imagem para aliviar o stress das inúmeras leituras, planejamentos de aulas e correções de avaliações.






O negro reflete a luz do sol e o brilho do luar!
#negraslindas
#salvezumbi

#exaltaçãoasuacultura





Reta final... trabalhos a mil!



Esta sendo difícil e trabalhoso realizar as tarefas da Interdisciplina de Escolarização Espaço e Tempo na Perspectiva Histórica.

Admito que as leituras de  "A maquinaria escolar", dos sociólogos espanhóis Julia Varela e Fernando Álvarez-Uría e "(Des) Encantos da modernidade pedagógica" de Clarice Nunes não foram minhas favoritas porém escutar o som de Pink Floyd, com o videoclipe de "Another brick in the wall" e realizar  o "Manifesto dos Educadores e Educadoras Brasileiras do século XXI" em forma de acróstico suavizaram esta jornada. Segue abaixo o manifesto do nosso grupo...  

Queridos governantes falta na...
Estruturação de setores da escola (orientação, supervisão, etc.);
Bibliotecas atualizadas em todas as escolas com bibliotecário;
Só com estes e outros itens alcançaremos uma educação de qualidade.


Dedicação exclusiva de professores;
Usar de modo eficiente o tempo em sala de aula;
Cotas maiores de fotocópias para os professores;
Aos alunos brasileiros adquirir a consciência do que é que vão fazer na escola;
Çonsciência por parte dos profissionais da educação que atuam fora das escolas (gestores  públicos e profissionais de apoio);
àvalorização dos bons professores, e lhes dar condições decentes de trabalho;
Orientar os pais da necessidade de acompanhar a vida escolar do filho;

Responsabilizar a família e atrelar os incentivos governamentais ao desempenho escolar do aluno não mais a frequência;
Acabar com a progressão automática;
Sucesso na alfabetização;
Incentivo a leitura;
Laboratórios de ciências e outros ambientes para atividades diversificadas e específicas (auditórios, teatros, salas de música etc);
Esperança de valorização da educação e que ela esteja no topo da agenda dos governantes;
Informatizar todos serviços da escola(chamadas, frequência, biblioteca, documentos, etc) ;
Reduzir o número de alunos por sala;

Ambiente com infraestrutura tecnológica e didática de altíssima qualidade.



terça-feira, 10 de novembro de 2015

Infância Soft







 





Simplificando “infância soft” é a nomenclatura usada para definir o padrão ideal de bebês a serem utilizados pela mídia, estes bebês são rechonchudos com aspecto angelical outra ora usada nas telas e esculturas renascentistas cujo corpo é perfeito, de pele rosada de singela beleza e delicadeza remetem a uma imagem de anjo. São bebês saudáveis e repletos de dobrinhas com um olhar feliz e sorridente com aquelas carinhas “fofas”.





Referência:
BORGES, Camila Bettim; CUNHA Susana Rangel Vieira da. Retratos de uma infância contemporânea: os bebês nos artefatos visuais. Textura, v. 17, n. 34, p. 99-111, 2015. 
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg5kQbW8v-I5HcQVCsFzjWyPzqcbY_g8LzCCrLHp1EQZ-hEhVNj-8nlxamQ8096D8CViklA4JlBNJCOCrCvWktSqH1CeXVn-fskmlIPgaGWFhRw1KEbM3TTs3HCiyOIxhEFpPhzJY48O1Y/s1600/BEB%25C3%258A+DA+JOHNSONS+-+CONCURSO+BEB%25C3%258A+JOHNSONS+-+ANOS+70+-+ANTIGOS+CONCURSOS+-007.jpg

O que é Infância pedagogicamente?



  

Pedagogicamente a infância pode ser classificada ou simplificada como seres em construção, ou seja, seres que necessitam, de apoio para se desenvolverem, cabendo ao adulto zelar pela sua formação e seu desenvolvimento.

JENKS classifica a infância em três tipos: selvagem, aquelas crianças desprovidas de regras, por isso deve ser controladas e até mesmo reprimida sendo assim socializada; a natural seria uma criança boa por natureza, distante da maldade e a criança social ou seja depende da sociedade sua condução como serão moldadas, podendo ser em virtudes como em maldade.


Fonte:
JENKS, Chris. Constituindo a criança. Revista Educação, Sociedade e Culturas, n. 17, 2002. Disponível em: http://www.fpce.up.pt/ciie/revistaesc/ESC17/17-arquivo.pdf