A Interdisciplina Educação e Tecnologias da
Comunicação e da Informação propôs revisitar nossas lembranças, nossas memórias tecnológicas usadas na época das nossas primeiras aprendizagens. Nos reunirmos em grupo e o nosso
grupo têm a mesma
faixa etária e, portanto vivenciou e fez uso de praticamente
todos os mesmos recursos didáticos. Percebemos que estes recursos eram
utilizados não somente para ilustrar e diversificar as aulas mas para também
desenvolver novas habilidades.
Ao
debatermos o assunto, ocorreu aquele momento de saudosismo a lembrança e até
mesmo nosso olfato entrou no debate. Impossível não recordar das folhas
mimeografadas que eram utilizadas para avaliações e para atividades de
motricidade, recorte etc, que também serviam para registro e comprovação de
aprendizagem.
A lousa verde
ou negra enorme e nós tão pequeninas onde eram escritos com giz os conteúdos e
explicações - garantir o registro do conteúdo.
Num
momento de maior ludicidade o aparelho toca discos entrava em cena com músicas,
hinos ou áudio de historias naqueles discos de vinis pequenos e coloridos.
Estes
materiais eram no ambiente escolar como facilitadores das didáticas da época
com as intencionalidades pedagógicas eram mostrar outras possibilidades de
ensino e aprendizagem.
Na
atualidade estes singelos objetos arcaicos são ofuscados pelas ferramentas
tecnológicas como computador, notebook, vídeo, data show, aparelho celular,
câmera fotográfica, gravador de vídeo, etc.
Percebemos
que esta variedade de objetos por vezes torna o estudante avesso à
criatividade, tudo parece não ter graça, não traz motivação.
Imagens:
Disponível em:
<http://anacaldatto.blogspot.com.br/2014/08/lembra-dos-disquinhos-de-historia.html>
acesso 08 abril 2018.
Disponível em:
<http://cartacampinas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/CAM02477.jpg>
acesso 08 abril 2018.
Imagem: Diponível em<https://www.google.com.br/search?q=conhecimento+cient%C3%ADfico&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwj6zIbqi_vZAhUJhJAKHbgrDpgQ_AUICigB&biw=931&bih=557#imgrc=I_yJrcNU5zOPNM:> acesso em 20 mar 2018.
Dentre as modalidades
de conhecimento conhecidas as mais mencionadas são popular, religioso, filosófico
e cientifico. O conhecimento científico de cunho racional, objetivo e impessoal
se tornou profundamente importante na existência da sociedade e do ser humano,
pois atreves deste conhecimento é realizável as modificações sociais e
tecnológicas.
A aquisição do
conhecimento científico é indispensável para o ser humano e principalmente para
a evolução da sociedade, pois por meio dele novos conceitos, diferentes pontos
de vista, outras técnicas, procedimentos e ferramentas surgiram. Além disso,
nos proporciona o avanço na estruturação e solidificação do conhecimento.
O
conhecimento científico comprova a veracidade de muitas informações, esta
validação assegura a evolução e o desenvolvimento da sociedade, seja através de
soluções para problemas, para explicações ou construção de novos preceitos e
procedimentos.
Imagem: Diponível em<https://www.google.com.br/search?q=conhecimento+cient%C3%ADfico&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwj6zIbqi_vZAhUJhJAKHbgrDpgQ_AUICigB&biw=931&bih=557#imgrc=DgTgRcgAG988nM:> acesso em 20 mar 2018.
No universo
escolar, nós os educadores procuramos instigar os alunos a usarem o
conhecimento cientifico através de pesquisas e estudos que refutem ou validem
os conhecimentos adquiridos através das modalidades populares, religiosas e filosóficas.
A escola deve incentivar a pesquisa a busca de diferentes linhas de pensamento
para só assim chegarem a alguma conclusão.
Tudo novo, de
novo... Primeira atividade foi um convite para assistir o vídeo “Escolas
Democráticas” mostra através de uma animação uma realidade de um ensino
tradicional que ocorre na rotina diária da maioria das escolas. Esta animação
reproduz sistematicamente com o som de fundo o tic tac de um relógio uma rotina
que desmotiva e torna o estar na escola algo nada atrativo.
Observamos neste vídeo que este modelo de escola está totalmente
distante do que deveria ser uma escola democrática. Tudo nesta escola é
controlado seja espaço físico, seja intervalo o aluno não tem papel ativo, ele
é mero espectador.
Através
dos processos evolutivos originando uma diversidade de espécies humanas, nos
deparamos a este momento em que a diversidade impera. Fazemos parte de uma
sociedade em que a educação Pós-Moderna, que rotula e se sente acometido por
tudo que é dessemelhante, que foge ao padrão de referência ou que simplesmente
possa perturbar sua posição de poder.
Sob este
prisma de constante evolução e desenvolvimento aprender deixou de ser algo
restrito a sala de aula, a aprendizagem deve ser a construção, a inquietação
que busca por respostas. O professor da atualidade deve estar preparado para
trabalhar diferentemente do que lhe foi ensinado, utilizar de maneira
desafiadora mecanismos como pesquisa.
Neste
estilo diferenciado a pesquisa surgira como um paradigma desafiador,
favorecendo a concepção de novos saberes com base fundamentada em elementos
examinados. Sob este ponto de vista o ato de pesquisar é remodelar concepções preestabelecidas
e na prática escolar vai mais à frente do que análise de informações, vai
formar cidadãos questionadores.
Cá estamos nós, pesquisando e aprendendo novas metodologias de ensino e aprendizagem para multiplicarmos estas experiências.
Imagem: Disponivel em: <https://www.google.com.br/search?q=pesquisa&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjErNXL_vrZAhXBDJAKHTWIBtAQ_AUICygC&biw=931&bih=557#imgrc=3FO-nwHFchkQEM:> acesso em 20 mar 2018.
Afinal
o que seria o “Método Clínico”? Após a aula presencial onde a da professora Darli
Collares explanou sobre o tema fomos desafiados a aplicar o teste clínico com
um aluno. Witmer, psicólogo norte-americano foi o primeiro a adotar o termo que
serviria para prevenir e tratar indivíduos com possíveis problemas mentais e/ou
crianças com dificuldades escolares.
Para Piaget o “Método
Clínico” é a análise da gênese e também das peculiaridades do conhecimento. Uma
investigação acerca do conhecimento do ser humano, como este é construído,
abandonando um estágio de inteligência inferior e adquirindo um estágio superior.
Permeada
por dúvidas e insegurança realizei o teste com um menino de 6 anos matriculado
e que freqüenta regularmente o primeiro ano do ensino fundamental. Este aluno em
poucos meses de vida escolar já é tachado como “aluno problema”, pois não
consegue contar nem até dez, tem dificuldade de relacionamento e não consegue
ficar sentado na cadeira.
Apliquei
primeiramente o teste de “Conservação da Massa (quantidades contínuas)”, neste
teste o material utilizado é massa de modelar. Inicialmente formei duas
bolinhas de massa de modelar iguais no formato, porém de cores diferentes,
perguntei para o menino se tinham a mesmo tamanho, ele respondeu que não a
bolinha de cor vermelha era maior, questionei como ele chegou esta conclusão.
Ele prontamente me respondeu que foi por causa da cor que vermelho é uma cor
muito forte. Em seguida transformei a bolinha amarela em salsicha e repedi a
pergunta, ele novamente afirmou que a vermelha era maior pelo mesmo motivo. Neste
momento percebi insegurança em minha postura e fiquei perdida sem saber como
questioná-lo.
A prova
seguinte foi de classificação, utilizei conjuntos de brinquedos de plástico
como baldinhos, apitos, peões, pentes, etc. Por ansiedade não permiti que ele
manipulasse os objetos, fui logo pedindo que ele os organizasse. Ele
prontamente resolveu como organizaria os objetos. Ele resolveu organizá-los por
“amigos”, objetos iguais juntos. Ele tem uma noção de quantidade quando
perguntei a quantidade de objetos que tinha, ele respondia se muitos sete, se
poucos dois.
Preliminarmente
imaginei fazer uma entrevista clínica semi-estruturada com perguntas básicas
que seriam ampliadas e complementadas de acordo com as respostas do menino,
porém não consegui seguir o script. As respostas na entrevista clínica deveriam
ser desencadeadas a partir das minhas perguntas. Porém percebi que as respostas
foram influenciadas por minhas intervenções. Acredito que os principais erros
cometidos na entrevista clínica foram os objetivos imprecisos, além é claro da
forma insegura de perguntar, diversas vezes induzindo e direcionando as
respostas do menino. Não consegui avaliar a clareza e a segurança das respostas
do menino e tão pouco realizar contra-argumentações.
Ao
realizar está primeira tentativa de realizar o teste do Método Clínico de Jean
Piaget foi uma proposta riquíssima que nos possibilitou um dialogo diferente
com uma criança, o raciocínio infantil me fascinou. Dedicar este momento para
descobrir o que passa naquela cabecinha tão inquieta foi gratificante.
Disponível em:<https://i.ytimg.com/vi/K_-Hl8NzQAo/hqdefault.jpg> acesso em 12 dez 2017.
Referência:
DELVAL,
Juan. Introdução à prática do método clínico. Descobrindo o pensamento das
crianças. Porto Alegre: ARTMED, 2002.
MARQUES,
Tania B. I. Sobre a aplicação das provas operatórias. Porto Alegre: 2015.
MARQUES,
Tania B. I. Método clínico piagetiano: Exemplo de transcrição. Porto Alegre:
2015.
Imagem disponível em: <http://blog.portabilis.com.br/wp-content/uploads/2016/07/img-blog-censo-escolar.png> acesso em 19 nov. 2017.
Como reflexão e conhecimento, fomos
demandados na Interdisciplina Questões
Étnico-Raciais na Educação: Sociologia e História a realizar um censo
escolar de uma de nossas turmas analisando a diversidade através de diferentes
itens. O INEP através da obra “A cor ou raça nas estatísticas educacionais”
forneceu subsídios que embasaram esta atividade:
O Censo
Escolar da Educação Básica é um levantamento de dados educacionais de âmbito
nacional, que ocorre com periodicidade anual. É coletado de modo
descentralizado, em regime de colaboração entre União, estados, Distrito
Federal e municípios e tem caráter declaratório. O preenchimento do Censo
Escolar é obrigatório para todas as escolas públicas e privadas, de acordo como
o Decreto nº 6.425/2008, de modo que os diretores e dirigentes dos
estabelecimentos de ensino devem responder ao Censo e se responsabilizar pela
veracidade dos dados informados. Além de coletar informações sobre escolas,
turmas, profissionais escolares em sala de aula e estudantes nas diversas
etapas da educação básica, o Censo também colhe dados relacionados ao movimento
e ao rendimento escolar (transferência, aprovação, reprovação e abandono).
Analisei uma
turma de 7º ano porque a diversidade é um traço marcante nela. Esta turma é
composta por 22 alunos, a idade destes alunos é bem variada que vai de 12 anos
à 19 anos completos. Todos os alunos desta turma são de nacionalidade
brasileira e todos nasceram na capital do estado do Rio Grande do Sul.
Como podemos
perceber alguns alunos desta turma reprovaram mais de uma vez por diferentes
motivos como: evasão escolar, dificuldade de aprendizagem, etc. Percebe-se que
os alunos “especiais” são os que mais reprovaram.
Nos dados
cadastrais dos alunos também algumas informações são omitidas como a questão de
aluno especial diagnosticado, ou seja, com laudo e que os responsáveis preferem
que suprimido do seu cadastro. Esta turma é composta por 6 alunos “especial”
(termo do sistema) porém declarados são apenas dois.
Por tanto os
professores costumam avaliá-los como os demais alunos, nem existe uma
sensibilidade por parte dos professores. A menina de 19 anos é diagnosticada e
tem lauda com deficiência intelectual e mesmo assim reprovou muitas vezes.
O quesito
raça/cor também chama atenção visto que apenas dois alunos se declararam
pretos, e na realidade seriam 10 alunos. A maioria dos alunos se declarou etnia
branca. Os alunos desta turma apenas dois vão para escola de transporte
escolar, um deles é o aluno com laudo e declarado deficiência física locomotora.
Este aluno é atendido pela professora da sala de recursos.
Um progresso ou conquista que ocorreu
neste ano foi que: a professora da sala de recursos juntamente com a
coordenadora pedagógica conseguiram sensibilizar os docentes a avançarem um
aluno com altas habilidades que tinha reprovado muitas vezes por sofrer Bullying em
diferentes escolas que estudou e por fim acabava abandonando a escola.
Esta turma é atendida por oito profissionais com
ensino superior completo, dois profissionais possuem especialização. A
estrutura da escola é composta por Sala de multimídia, sala de informática,
biblioteca, sala de recursos pedagógicos, orientação educacional, rampas de
acesso e banheiro adaptado.
Este censo me fez perceber a importância da coleta de
dados e também como falta uma orientação para os responsáveis. Os dados devem
ser corretos e sempre atualizados para que não haja mais reprovações e evasão
escolar resultantes das peculiaridades omitidas no cadastro dos alunos.
Referência:
SENKEVICS, Adriano Souza. A cor ou raça
nas estatísticas educacionais: uma análise dos instrumentos de pesquisa do Inep
/ Adriano Souza Senkevics ; Taís de Sant’Anna Machado ; Adolfo Samuel de
Oliveira. – Brasília: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
Anísio Teixeira, 2016.
Imagem disponível em:<http://www.portalafricas.com.br/v1/wp-content/uploads/2015/11/racismo-13-12-13-615x340.jpg> acesso em: 28 nov 2017.
Um olhar para os lados sejam eles também
para o passado foi uma proposta de reflexão bem significativa que sempre fiz
silenciosamente, porém nunca coloquei no papel. E esta proposta de analise e
reflexão intitulada “Teste de pescoço” proporcionou um novo olhar, um olhar
cuidadoso e como também posso mencionar curioso.
Ao longo da minha vida acadêmica tive
duas professoras negras uma no ensino fundamental anos iniciais professora de
música e outra no ensino técnico professora de datilografia. No decorrer da
minha escolarização tive colegas negros, no ensino superior eles diminuíram
drasticamente, porém estávamos lá nos bancos acadêmicos três negras.
Atualmente estou cursando uma segunda
graduação e assim como na primeira não tenho nenhum professor ou tutor negro
visualmente, visto que temos negros de pele branca porém geneticamente negro,
quanto ao número de colegas posso afirmar que a quantidade aumentou
significativa. Como comprova MELLO:
O significativo aumento de
indivíduos negros no ensino superior é prova incontestável da necessidade de
políticas públicas voltadas para a diminuição das desigualdades raciais. O
índice de paridade racial no ensino superior, de acordo com dados divulgados
pela Fundação Carlos Chagas, passou de 0,25 no ano 2000, para 0,56 no ano de
2010. Assim, se em 2000 havia quatro estudantes brancos para cada estudante
negro, essa proporção se reduziu pela metade em 2010.
Onde leciono atualmente escola de ensino
fundamental somos duas professoras negras, porém por longos anos estive só,
minha escola não possui ações afirmativas significativas. Pretendo realizar
mestrado e doutorado e somar neste número tão singelo de professores negros nas
universidades brasileiras como dados apresentados por CARVALHO (2005, p.93):
Se juntarmos todos os
professores de algumas das principais universidades de pesquisa do país (por
exemplo, USP, UFRJ, Unicamp, UnB, UFRGS, UFSCAR e UFMG), teremos um contingente
de aproximadamente 18.400 acadêmicos, a maioria dos quais com doutorado3 . Esse
universo está racialmente dividido entre 18.330 brancos e 70 negros; ou seja,
entre 99,6% de docentes brancos e 0,4% de docentes negros (não temos ainda um
único docente indígena).
Conversando com minha tia que tem setenta
anos e estudou até o ensino fundamental em um distrito de Piratini chamado de
Cancelão. Ela relatou que sua escola, ou melhor, sua turma era multi seriada,
ou seja, vários anos na mesma turma. Sua professora era branca e a escola era
mista, porém a grande maioria era de alunos negros.
Ela estudou aproximadamente até o quarto
ano, por não existir ensino avançado no município e a necessidade latente de
trabalhar abandonou a escola com onze anos de idade. Também mencionou que
quando mudou para um município maior juntamente com a família que trabalhava,
sentiu vontade de estudar, porém não tinha horário disponível para tal, pois
como domestica era “a primeira a levantar e a ultima para deitar”.
Sinto tristeza e vitória em suas palavras,
pois devido ao esforço dela e de minha mãe que também não teve estudos além da
alfabetização e que assim como minha tia trabalhou como domestica, nós tivemos
acesso a educação superior.
Vou adotar em minha rotina e também
incentivar meus alunos a praticar o “teste do pesco”, com o intuito de
estimular e encorajar a preenchermos positivamente todos os locais de ascensão
e destaque.
Referências:
CARVALHO,
José Jorge de. O confinamento racial do mundo acadêmico brasileiro. Disponível
em: <https://www.revistas.usp.br/revusp/article/viewFile/13485/15303>
acesso em 23 out. 2017.
SANTOS,
Isabel Silveira dos Santos. Contando Outras Histórias Sobre a Educação De
Negros (As). Disponível em: < https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2192918/mod_resource/content/1/SANTOS%2C%20Isabel%20Silveira%20dos.%20Contando%20outras%20hist%C3%B3rias%20sobre%20a%20educa%C3%A7%C3%A3o%20de%20negros_as_%20FINALIZADO.pdf>
acessado em 23 out. 2017.
SILVEIRA,
Aline. A intelectualidade negra e a invisibilidade nos espaços acadêmicos.
Disponível em: <
http://blogueirasnegras.org/2014/10/28/a-intelectualidade-negra-e-a-invisibilidade-nos-espacos-academicos/>
acessado em 24 out. 2017.
MELLO,
Luciana Garcia de. Racismo de Estado e a produção de desigualdades raciais no
sistema educacional. Disponível em:
<https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2192919/mod_resource/content/1/Vers%C3%A3o%20final%20-%20Uniafro.pdf>
acessado em 23 out. 2017.
Um esclarecimento e aprendizagem que tive é que não se
pode confundir “Deficiência Mental e
Doença Mental”, pois os sujeitos com transtornos globais do
desenvolvimento não devem ser avaliados como sujeitos com deficiência mental, já
o sujeito com deficiência mental pode em determinados caso ter deficiência
mental. E alguns desses sujeitos podem ter inteligência acima da média.
A diferenciação entre doença e deficiência mental: na
deficiência mental, ocorrem alterações nos processos de desenvolvimento
cognitivo, enquanto que as doenças mentais, como o autismo, as psicoses e a
síndrome de Asperger, são definidas por falhas na estruturação psíquica.
Percebo que é fundamental a presença de um professor
do AEE em todas as escolas, para que trabalhe em conjunto com os demais professores,
estabelecendo estratégias de ensino e promovendo atividades prazerosas aos
alunos.
Atualmente tenho um dois alunos diagnosticados com Altas Habilidades, consigo trabalhar
com eles bem mas acredito que poderíamos render mais, compreendo que se o
professor que estiver predisposto a trabalhar observando e valorizando que cada
sujeito tem seu jeito particular de interagir com o mundo, certamente ambos aprenderão
muito.
Apesar do crescente numero de jovens acessando os níveis fundamentais da
educação a permanência destes jovens ainda é algo a se trabalhar. A grande
maioria dos jovens negros não consegue permanecer e principalmente concluir o
ensino médio.
As pesquisas também mostram um crescente acesso no ensino superior,
oportunizadas pelas políticas publicas de financiamento de bolsas de ensino em
instituições privadas. Porém sobre outro prisma percebemos que os jovens negros
adentraram em instituições de ensino de qualidade não satisfatória. Ficando o questionamento
de Silvério[1] “Será
que eles terão formação adequada para entrar em empregos públicos e privados de
qualidade?”
Outra questão pontual a ser debatida é a questão de currículo, independentemente
o crescente número de jovens negros/pardos nas escolas e universidades, eles
não se identificam com os temas abordados no universo escolar. Segundo Maria Aparecida da Silva, a Cidinha,
presidente da ONG Geledés e coordenadora do projeto Geração XXI:
É a falta de preparo dos professores,
segundo Eliane Cavalleiro, autora do livro Do Silêncio do Lar ao Silêncio
Escolar: Racismo, Preconceito e Discriminação Racial na Educação Infantil, que
contribui para o alto índice de evasão escolar de alunos negros. "Isso
acontece porque eles não estão sendo positivamente aceitos. Eles não recebem o
mesmo tratamento desde o currículo - que não pensa de fato numa formação
histórica do Brasil com a participação da população negra - até as falas
pejorativas que ocorrem freqüentemente", argumenta. (SILVA, 2002)
Percebe-se que este jovem que outrora foi discriminado hoje esta
aprendendo a se defender e exigir respeito. O educador tem o dever de
compreender a condição racial dos alunos e promovendo a igualdade. E para a
criança negra a escola é seu primeiro enfrentamento a exclusão.
Tenho asseveração que com o crescente número de representatividade negra
em diferentes áreas e o aprender a confrontar seus medos e todos os obstáculos
que surgirem é o primeiro passo para o progresso e a permanência nos bancos
escolares. É urgente e inadiável a formação
democrática do jovem negro. Para reconhecer seus direitos e batalhar por
educação de igualitária e de qualidade.
BARROS, Rubem.Acesso de negros à
educação melhora em termos quantitativos, mas não qualitativos. 13 de abril de 2017.Disponível em: http://www.revistaeducacao.com.br/acesso-de-negros-educacao-melhora-em-termos-quantitativos-mas-nao-qualitativos/>
acesso em 01 nov. 2017.
PAVAN,
Alexandre. Brasil negreiro. Edição de
setembro de 2002. Revista
Educação. Disponível em: http://www2.uol.com.br/aprendiz/n_revistas/revista_educacao/setembro02/capa.htm>
acesso em 01 nov. 2017.
[1]Dr. Valter Roberto Silvério. Doutorado em Ciências Sociais,
UNICAMP (1999)/Pós-Doutorado: International Institute for the Sociology of Law
(2006). Professor Associado Linha de Pesquisa: Cultura, Diferenças e
Desigualdades Email: silverio@ufscar.br
Sintetizando
o capítulo “Dialogicidade” da obra “À Sombra desta mangueira” de Paulo Freire para a Interdisciplina Filosofia da Educação,temos como foco principal os termos “diálogo” e “educação” vocábulos que sugerem comunicação
conduzida, ou seja, em sua obra Paulo Freire, disserta relevância do diálogo na
educação e que a comunicação e o dialogo se complementam.
O diálogo é colocado
como centro da transformação escolar, ele coloca que é necessário passar da
ação antidialógica para a ação dialógica, da educação bancária para a educação
problematizadora e libertadora, o que exige um novo modo de pensar a escola e
as relações que nela se estabelecem.
Nessa
perspectiva, Freire afirma que:
“A
dialogicidade não pode ser entendida como instrumento usado pelo educador, às
vezes, em coerência com sua opção política. A dialogicidade é
uma exigência da natureza humana e também um
reclamo da opção democrática do educador”. (FREIRE, 2000, pág. 74)
O dialogo deve ser uma
troca e nunca um monólogo onde o professor fala e o aluno escuta, o professor
deve estar aberto a perceber os anseios, dificuldades dos alunos, trazendo para
a sala de aula uma troca entre professor e aluno.
O professor deverá
estimular a curiosidade para assim construir e reconstruir seu conhecimento. O
aprendiz só aprende quando as verdades estiverem abertas para novas
possibilidades, entendimentos e concepções.
“É
curiosidade a preocupação com a memorização mecânica de conteúdos, o uso de
exercícios repetitivos que ultrapassam o limite razoavel enquanto fica de lado
uma educação crítica da curiosidade. (FREIRE, 2000, pág. 76)
Também é abordado no
texto a curiosidade espontânea comum entre a s crianças, principalmente nas
menores. No decorrer da vida a curiosidade espontânea vai se dissipando
praticamente por completo. Para Paulo Freire o pensamento crítico depende da
transformação da curiosidade espontânea para a curiosidade epistemológica.
Para Freire:
"A
seriedade do diálogo, a entrega à busca crítica não se confunde com tagarelice.
Dialogar não é tagarelar. Por isso pode haver diálogo na exposição crítica,
rigorosamente metódica, de um professor a quem os alunos assistem não como quem
come o discurso, mas como quem aprende sua intelecção". (FREIRE, 200, pág.81)
Convém ressaltar o
vocábulo “treinar”, os educadores treinam os educandos para seguir moldes
estabelecidos pela sociedade como os corretos, sem contrapor-se.
Diferenciadamente o educador progressista promove, provoca a curiosidade
ingênua, e esta curiosidade seja estímulo para a busca do conhecimento, esta
sim seria a verdadeira.
Imagem disponível em:<https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjhP41J8zEZwGktNqwm9YJeUWu0YkIWzKUjJomnDK36XVkuVGaw2okhi5WTaMmtpM2XyvMxbZVi29oLAlGY7sSSYdmyGDIHHQr-MumhTB3ZLitafYtIdEiB7Htn_WO83AD-J3XDhPggKxI/s1600/ensinar+frase+Paulo+Freire.jpg>acesso em 30 out. 2017.
Referência:
FREIRE, Paulo. À Sombra desta mangueira. São Paulo: Editora Olho D’água,
2000. p. 74 à 83.
Etapas de planejamento de atividade por Aline Ferraz e Luciane Xavier:
· Para quem se destina o material digital que irá construir (público-alvo)?
Alunos do Ensino Fundamental
· Qual o tema do material digital?
Incentivo à Leitura
· Qual o objetivo deste material?
(ilustrar, introduzir um tema, possibilitar a reflexão etc...)
Introduzir a leitura de uma obra literária
· Como o conteúdo será apresentado?
(visual, textual, áudio etc...combinação de mais formatos?)
Os alunos poderão visualizar a capa do livro, informações sobre o autor, a sinopse da obra e um trailer com o filme, sendo estimulados, dessa maneira, a um contato inicial com obra.
· Como o aluno irá acessar o material construído?
(pela internet, será instalado no laboratório, televisão, disponibilizará um CD...)
Pela internet
· Qual o sistema de autoria será utilizado para construir o material?
Blog
Sinopse:
Um piloto cai com seu avião no deserto e ali encontra uma criança loura e frágil. Ela diz ter vindo de um pequeno planeta distante. E ali, na convivência com o piloto perdido, os dois repensam os seus valores e encontram o sentido da vida. Com essa história mágica, sensível, comovente, às vezes triste, e só aparentemente infantil, o escritor francês Antoine de Saint-Exupéry criou há 70 anos um dos maiores clássicos da literatura universal. Não há adulto que não se comova ao se lembrar de quando o leu quando criança. Trata-se da maior obra existencialista do século XX, segundo Martin Heidegger.
Livro mais traduzido da história, depois do Alcorão e da Bíblia, ele agora chega ao Brasil em nova edição, completa, com a tradução de Frei Betto e enriquecida com um caderno ilustrado sobre a obra e a curta e trágica vida do autor.
Imagem disponível em: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/pt/4/47/O-pequeno-pr%C3%ADncipe.jpg> acesso em 01 nov. 2017.
Leia o primeiro capítulo
O Pequeno Príncipe
Um piloto cai com seu avião no deserto e ali encontra uma criança loura e frágil. Ela diz ter vindo de um pequeno planeta distante. E ali, na convivência com o piloto perdido, os dois repensam os seus valores e encontram o sentido da vida. Com essa história mágica, sensível, comovente, às vezes triste, e só aparentemente infantil, o escritor francês Antoine de Saint-Exupéry criou há 70 anos um dos maiores clássicos da literatura universal. Não há adulto que não se comova ao se lembrar de quando o leu quando criança.
Imagem disponível em: <https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjGnaSgMiRRDPtUn-bqNUzaE4ZDyNima-2_ZTQixpl4IpFi5mO7x5u4F09nxgVtjKn-iTHO8ZsVud5cHKiexiACHEqDsWy-0HQF1IQE_h5QJdy0VAQEjVfqbRkvG3ckbnzA67BHndeU5Vk/s1600/pqprincipe.gif> acesso em 01 nov. 2017.
Sobre o autor:
Antoine, ou melhor, Jean-Baptiste Marie Roger Pierre de Saint-Exupery, nasceu em 1900, na cidade de Lyon. Seu pai era o conde Jean de Saint-Exupery, e sua mãe, a doceMarie Foscolome, também de origem nobre. O patriarca morreu precocemente num acidente ferroviário e Marie tomou para si a responsabilidade de educar os quatro filhos: Marie -Madeleine, Simone, Gabrielle, Antoine e François. É no castelo Saint -Maurice de Rémens, rodeado de uma floresta de pinheiros negros, que Antoine e seus irmãos irão crescer.
Ao completar 17 anos, Antoine já tinha passado por diversas escolas, nas quais ganhou a fama de distraído. Sua inteligência e criatividade, porém, são incontestáveis. Incerto quanto ao futuro, Antoine tenta entrar na escola naval, mas é recusado. Curiosamente, sua nota em redação foi muito baixa. O tema? “Impressões de um soldado voltando da guerra”. Reza a lenda que ele escreveu na folha de resposta: “Eu não fui à guerra, então acho que não posso falar nada ‘fingido'".
Em 1921, é chamado para a Força Aérea da França, mas devido a seu conhecimento em mecânica, fica no solo, consertando os aviões, o que lhe causa grande decepção. Resolve, então, fazer um curso sério de aviação por conta própria. Tudo certinho, como manda o figurino, mas Saint-Exupéry é um jovem impaciente. Na primeira oportunidade, enfastiado das explicações teóricas, aproveita um minuto de distração do instrutor e decola sozinho. O teimoso piloto faz uma aterrissagem aos solavancos. A cabine começa a pegar fogo, a fumaça negra sobe. Mas Saint-Exupery, milagrosamente, está são e salvo, orgulhoso, mas encrencado. Vai passar duas semanas na prisão.
Consegue seu brevê de piloto no ano seguinte, mesma época em que é dispensado do exército, com a patente de subtenente.
Imagem disponível em: <http://www.famousauthors.org/famous-authors/antoine-de-saint-exupery.jpg> acesso em 01 nov. 2017
Antoine de Saint-Exupery além do clássico O Pequeno Príncipe escreveu também: L’Aviateur (O aviador) – 1926 , Courrier sud (Correio do Sul) – 1929, Vol de nuit (Voo Noturno) – 1931, Terre des hommes (Terra dos Homens) – 1939, Pilote de guerre (Piloto de Guerra) – 1942, Lettre à un otage (Carta a um refém) – 1943/1944 e Citadelle (Cidadela) – 1948
A
teoria de Jean Piaget é uma respeitável referência para compreendermos o
desenvolvimento e a aprendizagem humana. Através das leituras de Becker e
Marques e trechos de obras de Jean Piaget conhecemos moderadamente um pouco das
características dos estágios de desenvolvimento.
Ao criar a Teoria Cognitiva, Jean Piaget exemplifica
que os estágios de desenvolvimento cognitivo no ser humano, enumerados em:
Sensório-motor, Pré-operacional, Operatório concreto e Operatório formal.
Imagem disponível em: <https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgvuYYBRCkVC4Fn2pdAPxtn2Xe3nvitK39Oe7oWyW-c1G1ZpU-0GpjwPEuGY6SdmE3rYEtirw9ohTQkND25CuS5YiSxnD2TwGNOkcaKjBBaIm02am8Q1fqst-zPL3h1Y7wE6MeGOPU7ipw/s1600/Sem+t%25C3%25ADtuaaalo+1.png> acesso em 30 out 2017.
Segundo Piaget o ser humano não possui a estrutura
mental definida ela se constrói. Para
Piaget o conhecimento surge ocorre por meio do equilíbrio entre a assimilação e
a acomodação, ocasionando uma adaptação.
Referências:
BECKER,
F. e MARQUES, T. Estádios do Desenvolvimento. In: BECKER, F. Educação e
construção do conhecimento, 2ª. ed. Porto Alegre: Artmed, 2012.
PIAGET,
Jean. Os Estágios do Desenvolvimento Intelectual da Criança e do Adolescente.
In.: Piaget. São Paulo : Abril
Cultural, 1983 – págs 235-241.
PIAGET,
Jean. Seis Estudos de Psicologia.
Trad. Maria A.M. D’Amorim; Paulo S.L. Silva. Rio de Janeiro: Forense, 1999.
Este PEAD tem me proporcionado uma vasta aprendizagem diariamente além de mudar drasticamente meu modo de olhar tudo. Esta semana a proposta de aprendizagem foi assistir ao vídeo e ler o artigo da Professora
Izabel Maior aprendi sobre deficiência sobre o ponto de vista de uma pessoa que
se tornou deficiente aos 20 anos de idade. Ela relatou que a exclusão imposta
as pessoas ditas “normais” é imensa, e que a aplicação de cotas é algo valido
porque existe discriminação.
Ela relatou que a inclusão atende a um direito social
deve estar politicamente relacionado aos direitos humanos, fornecendo suporte na
arquitetura urbana de circulação e locomoção, transporte, comunicação. Proporcionando
acesso e principalmente autonomia das pessoas com deficiências.
Na escola onde trabalho temos muitas pessoas com deficiência,
trabalho com deficiência física motora e intelectual. A interação encontra inúmeras
barreiras seja de locomoção e também de aceitação do grupo que está
engatinhando para compreensão e aceitação, existe uma gigantesca barreira de compreensão
que todos têm direitos. Lamentavelmente vamos ajeitando, dando o famoso
jeitinho brasileiro, para superar as barreiras estruturais materiais e as barreiras
pessoais, vamos trabalhando, conversando explicando, mas é algo que se constrói
diariamente acredito que a maior dificuldade e lidar com os ditos “normais”.
MAIOR, Izabel. História, conceito e tipos de deficiência.
Disponível em: <História, conceito e tipos de deficiência Izabel Maior>
acesso em 20 out. 2017.
MAIOR, Izabel. Vídeo - “Deficiências
e Diferenças”, no Café Filosófico da TV Cultura
(https://www.youtube.com/watch?v=29JooQEOCvA – agosto de 2016)
Imagem disponível em: <https://ksr-ugc.imgix.net/assets/014/527/217/809633597bfbfe1e6edcaeb1b2a3341d_original.png?w=680&fit=max&v=1479229319&auto=format&lossless=true&s=590071f0192f97fb33e01e2555728c52>acesso em 17 out 2017.
Nesta semana para a Interdisciplina Questões Étnico-Raciais na Educação: Sociologia e
História deveríamos adicionar um vídeo relativo ao tema e após escolher um vídeo
de um grupo de colegas para debater, assistirmos vários vídeos sugeridos
pelas colegas escolhemos analisar o vídeo Hearbeat.
A animação tem um roteiro interessante,
que prende seu espectador durante todo enredo. Sua temática é relevante e
contemporânea através de uma abordagem simples, clara e objetiva levando quem
assiste a pensar sobre o tema proposto.
Também apreciamos os vídeos de reação
das crianças e idosos durante e após assistirem o vídeo. É marcante o quanto as
crianças agem com naturalidade e sem nenhuma "maldade", percebe-se
que ninguém nasce homofobico. Os adultos/ idosos também mostraram-se abertos e
sem preconceitos.
Gostei muito do vídeo mesmo e resolvi
passar para meus alunos e abordar o tema, nossa valeu colegas pela dica, valeu
Pead e professora Aline pela atividade. Os alunos gostaram muito do vídeo a
reação dos meus alunos se assemelha a reação das crianças entrevistadas, poucos
tiveram uma reação de preconceito.
A cada leitura uma nova aprendizagem... foi assim com a leitura da Nota Técnica 04/2014 do MEC/SECADI/DPEE, e a visualização do vídeo da entrevista realizada com o Professor Carlos Skliar: "o papel da escola, do professor e da educação inclusiva", para a
Interdisciplina Educação De Pessoas Com Necessidades Educacionais Especiais que
sanou dúvidas que permeavam minha atuação como professora que tem crianças e adolescentes
com necessidades especiais com e sem laudo médico.
Até o presente momento acreditava ser indispensável um laudo médico não só
para incluir uma criança com dificuldades na escola regular, mas também para encaminhá-la
para atendimento em sala de recursos por exemplo.
Porém tenho convicção que nem todos na escola têm
conhecimento desta nota técnica, observo vários colegas exigindo dos pais um
laudo que especifique qual o problema a criança tem, percebo que na maioria das
vezes esta exigência não tem como objetivo melhor atender a criança
contrariando todo o sentido da inclusão.
Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=15898-nott04-secadi-dpee-23012014&category_slug=julho-2014-pdf&Itemid=30192> acesso em 27 set 2017.
Após
a leitura do texto “Sobre crocodilos e avestruzes: falando de diferenças físicas,
preconceitos e sua superação”, da psicóloga e professora Dra. Ligia Assumpção
Amaral, através das representações de animais “crocodilos” e “avestruzes” com o
intuito de relacionar com as diversidades e diferenças humanas.
Ser
diferente é algo extremamente comum, porém a incompreensão perante as
diferenças não só físicas, mas também comportamentais ou de personalidade ainda
ocorre. Se os padrões destoam do que a sociedade ou determinado grupo aponta
como certo logo você é apontado como anormal.
Deveríamos
refletir o quanto é saudável ser diferente, e como através das diferenças
existem incontáveis maneiras de superarmos as dificuldades e quando deixamos de
lado o preconceito um leque de novas possibilidades se abre. A única
possibilidade negativa que pode ocorrer é a perda, perda de aprendizagem,
compreensão, entendimento, humildade e entendimento que todos somos diferentes.
Através
da figura do crocodilo e do avestruz a autora aborda questões que favorecem e
contribuem para a construção do preconceito especialmente os relacionados às
pessoas com deficiência. O crocodilo tem o papel de mostrar as barreiras que construímos
com relação às pessoas com deficiência, o papel do avestruz por sua vez mostra
como às pessoas que vivem e as que não têm deficiência agem introspecção
perante o outro.
Se enxergar
ou não no outro, reconhecer e se perceber aciona os mecanismos de simulação, compensação
ou atenuação para convivermos com as outras pessoas. Desenvolvemos esses mecanismos
de proteção e aversão, pelo prisma do termo “diferença” esta questão não integraliza
valores positivos nas relações, bem pelo contrario ela trás distinção. Para reconstruirmos
positivamente o sentido de “diferente” devemos primeiramente abolir o
tratamento de diferentes como uma normalidade.
Nosso papel
como educador creio que primeiramente é rever nossas práticas escolares, nestes
dez anos de trabalho na rede estadual de ensino sempre procurei pensar e
refletir sobre minhas práticas pedagógicas, porém, hoje diante de novas
aprendizagens, percebo que ainda estou em desenvolvimento quanto à abordagem
das diferenças.
As
incertezas permeiam minhas práticas para construção da aceitação que todos
somos diferentes, afastando de vez o preconceito não só do ambiente escolar,
mas também de todos os ambientes que passamos. A diferença é uma oportunidade latente
de vivenciarmos, convivermos e aprendermos um universo de novas experiências. Esta
metamorfose comportamental proporcionaria novas possibilidades de aprendizagem
nesta diversidade.
Referência:
AMARAL, Lígia Assumpção. Sobre
crocodilos e avestruzes: falando das diferenças físicas, preconceitos e
superação. In: AQUINO, Julio Groppa (org.). Diferenças e preconceitos na
escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus, 1998, p. 11-30.
Na semana 3 da Interdisciplina Filosofia da Educação ao assistir ao vídeo de Marcia Tiburie – “Ética e Filosofia” e ler
o artigo de Nadja Hermann - "A Aprendizagem na Arte de Viver”, compreendi que ética é a conduta que exercemos no
convívio uns com os outros. E que ética deve ser uma prática de todos em
simples fatos cotidianos.
Em nossa profissão devemos empregá-la habitualmente
não só com afetividade mas também como exemplo.
"A
reflexão ética traz á luz a discussão sobre a liberdade de escolha. A ética
interroga sobre a legitimidade de práticas e valores consagrados pela tradição
e pelo costume. Abrange tanto a crítica das relações entre os grupos, dos
grupos nas instituições e perante elas, quanto a dimensão das ações
pessoais" (p.29-30)
Nós educares devemos ser uma matriz de boas práticas,
precisamos servir de modelos e retratando exemplos éticos, para que de forma
crescente a ética faça parte de nossa sociedade não como algo fora do normal
mas como algo natural.
A ética está sendo algo reverenciado e idolatrado
quando na realidade a ética deveria ser uma prática natural diária de todos os indivíduos,
todos deveriam agir com ética em todas as situações cotidianas, como uma fila
de banco ou respeitar o local de estacionamento reservado.
Acredito que a melhor forma de ensinar é com o
exemplo. É latente a necessidade de construirmos uma nova sociedade moldada em
boa práticas e principalmente boas atitudes.
HERMANN, Nadja. Texto "A
Aprendizagem na Arte de Viver”. Disponível em:< https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2168220/mod_resource/content/2/texto%20Nadia%20Hermann.pdf>
acessado em: 20 set. 2017.