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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Local de História e Cultura

PORTO ALEGRE, RS, BRASIL, 20.03.12: Memorial do RS. Foto: Alina Souza/ Palácio Piratini


Recomendo pra quem gosta de história e cultura o Memorial do Rio Grande do Sul que foi criado através de um convênio entre o governo federal e o governo estadual, em setembro de 1996, voltado para a preservação da cultura gaúcha, abrigando centenas de obras que contam a história e cultura gaúchas.
Seu prédio foi sede de uma Agência dos Correios e Telégrafos, construído sob forte influência alemã e estilo eclético em localização privilegiada no Centro Históricos de Porto Alegre entre os anos de 1910 e 1914, e tombado em 1980 pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, foi escolhido para ser a sede da instituição.
No Memorial do Rio Grande do Sul você encontra uma série de atrações imperdíveis, como o Museu Postal, Agência Filatélica, Sala do Tesouro, A Linha do Tempo e as Colunas Personagens. O Museu Postal e de uma Agência Filatélica fazem parte do acordo de cedência do prédio com o intuito de manter a vinculação do local com as suas funções originais. Além de eventos culturais e exposições que acontecem por lá.
Após um processo de restauração, objetivando preservar suas características originais e adequá-lo para a instalação do Memorial, o prédio, de 3.600m², foi adaptado às novas funções, recebendo infra-estrutura necessária, como a climatização das áreas destinadas ao Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul e às Salas do Tesouro.
Assim surgiu o centro de informação e divulgação da história do Estado, onde estão reunidos objetos, mapas, gravuras, fotos, livros, imagens iconográficas e depoimentos importantes sobre os principais fatos ocorridos no Rio Grande do Sul. O acervo está exposto através de uma concepção museográfica moderna aliada a novas tecnologias, permitindo, assim, a integração com o público e o fácil entendimento dos conteúdos.
Atualmente participei do “Seminário Africanidades” achei o local ótimo, que abriga diferentes eventos relativos à história do povo gaúcho, os painéis espalhados pelo memorial simulando uma linha do tempo contando a história dos gaúchos são lindo.
O local é bem organizado e higienizado, porém senti falta de um local para venda de água e um cafezinho, porém é necessário um cuidado com eventos paralelos prejudicam a qualidade de ambos, neste período ocorreram dois eventos no mesmo dia e horário um no auditório e outro no saguão ocorrendo disputa sonora entre os eventos.
Também vale ressaltar que o memorial não cobra ingressos.










Atendimento ao público:
O Memorial do Rio Grande do Sul está aberto ao público de TERÇA a SÁBADO, das 10h às 18h, domingos e feriados das 13h às 17h. O endereço é Rua 7 de Setembro, nº 1020, Porto Alegre – RS – Cep.: 90010-190. F: (51) 3227.0882
Para maiores informações escreva para memorial@sedac.rs.gov.br
Memorial do Rio Grande do Sul
Rua Sete de Setembro, 1020 – Centro Histórico
CEP 90010-191
Telefone: 3227.0882
Diretora:Débora Mutter


Referências:
Disponível em: <http://www.cultura.rs.gov.br/v2/instituicoes-sedac/instituto-18/> Acesso em 13 de nov. 2016.
Disponível em: <http://cidadebaixahostel.com.br/pt/volta-ao-passado-no-centro-historico-de-porto-alegre/> Acesso em 13 de nov. 2016.

VAN ERVEN, Ma Fernanda; MIRANDA, Sonia. Crianças nos templos das Musas: mediadores culturais, processos de significação e aprendizagem em museus. História Hoje, São Paulo, v.3, n.6, p.91-119, 2014. Disponível em: <https://rhhj.anpuh.org/RHHJ/article/view/139> Acesso em 20 set. 2016.



quarta-feira, 9 de novembro de 2016

OS NEGROS E A CIDADE DE PORTO ALEGRE

No mês de novembro temos o dia da “Consciência Negra”, os historiadores e ativistas organizaram diversos materiais e também atividades para mostrar e ensinar o que os hábitos e costumes dos negros da cidade de Porto Alegre.
Assim foi criado o percurso dos negros em Porto Alegre chamado de “Territórios Negros” que buscam relembrar desde o período colonial até a contemporaneidade o que os negros faziam e fazem. Este percurso passa por diferentes locais contando o que acontecia ali.

·                    Largo da Forca, atual Praça Brigadeiro Sampaio, localizado próxima a usina do Gasômetro, era onde ocorriam as execuções dos negros condenados em processos que prescreviam, geralmente, penas mais duras para os escravos.  Atual praia fazia parte da praia do Arsenal, que abrigava estaleiros, ficou conhecida como Largo da Forca por ser caracterizada como um lugar ermo, de mau aspecto, onde ocorriam as execuções de condenados a morte.  Em 1832 a construção de uma cadeia pública é iniciada e abandonada nos alicerces. Em 1856 a área foi aterrada, ajardinada e arborizada, recebendo a denominação de Praça do Arsenal. Ao longo da sua história a praça passa por diversas reestruturações ficando com o nome de Praça Brigadeiro Sampaio em 1965.



·                    Pelourinho de Porto Alegre ficava situada em frente à Igreja Nossa Senhora das Dores, era onde os escravos eram castigados quando quebravam  as regras da escravidão. 







·                    Largo da Quitanda, hoje Praça da Alfândega era o local onde as negras minas (quitandeiras) circulavam com seus tabuleiros e balaios oferecendo seus quitutes. Neste mercado a céu aberto, localizado nas imediações do antigo Cais do Porto, comercializava-se de tudo: frutas, carne seca, lenha, pinhão, peixe, ervas, chás, amendoim e hortaliças.



·                    Mercado Público que foi construído por escravos e diz a lenda que no centro da edificação, foi feito um assentamento dedicado a um orixá, o Bará, dos cultos religiosos africanos e afro-brasileiros.



·                    Parque da Redenção, campo da várzea, local onde negros se reuniam nos domingos, ainda durante a escravidão praticando suas tradições, danças e jogos. Muitos permaneceram ali depois de 1884, quando ocorreu a abolição no Rio Grande do Sul.
·                    Colônia Africana, nas imediações das ruas Castro Alves, Casemiro de Abreu, esta região foi habitada pelos afro-brasileiros no final do século XIX. Negros Alforriados e os libertos ali estabeleciam moradia. Era um local da cidade que retrata também, o contexto histórico do nosso carnaval porto-alegrense, além da característica importante de que lá, também era o local onde negros libertos foram morar após abolição.
Assim, como no Areal, surgiram da Colônia grupos carnavalescos que de certa forma contribuíram para difusão e propagação do carnaval popular da cidade. Da Colônia Africana surgiram grupos carnavalescos importantes para história. Podemos citar alguns, como Aí-vem-a-Marinha, Prediletos, Embaixadores, Namorados da Lua e muitos outros que estão perdidos na memória.
Os tamboreiros após os rituais africanos iam para o fundo de quintal tocar tambores e surge o samba e o carnaval em Porto Alegre.

·                    Ilhota hoje é o local onde fica situado o Ginásio Tesourinha. Nesta região da cidade foi criada a Liga da Canela Preta pelos negros para a prática do futebol e também possuía uma ligação muito forte com o samba. Com revitalização da área na década de 60, a população negra foi deslocada para Vila Restinga.

·                    Quilombo do Areal, situado no Bairro Cidade Baixa. Este quilombo foi reconhecido como tal em 2004. A região integrava a propriedade do Barão e da Baronesa do Gravatahy. No final do século XIX e próximo abolição da escravidão, a região e as diversas formas de sociabilidade entre as famílias afrodescendentes possibilitaram o reconhecimento da Rua Luís Guaranha como “Quilombo Urbano”.


·                    Largo Zumbi dos Palmares, localizado na cidade Baixa, O Largo ganha esta designação a partir das marchas dos anos 70, promovidas por ativistas do movimento negro, que marcaram o início da atual fase de mobilização em favor da igualdade racial e de combate ao racismo.




Referências:
Disponível em: <http://www.cbg2014.agb.org.br/resources/anais/1/1404663795_ARQUIVO_DanieleMVieira.CBG2014.pdf> acessado em 09 de nov. 2016.
Disponível em: <http://museudepercursodonegroemportoalegre.blogspot.com.br/> acessado em 09 de nov. 2016.
Disponível em: <http://janeladahistoriaegh.blogspot.com.br/2012/06/territorios-afro-brasileiros-em-porto.html> acessado em 09 de nov. 2016.
Disponível em: <http://eubatuco.blogspot.com.br/2010/02/colonia-africana-um-reduto-carnavalesco.html> acessado em 09 de nov. 2016.











quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Tempo e espaço: concepções de professores, concepções de alunos.


A partir da leitura do artigo de Hilary Cooper percebi o quanto é importante para as crianças repensarem o passado desenvolvendo uma consciência por meio de histórias, e através desta história ela conseguirá compreender quem somos e como nos relacionamos com outros identificando semelhanças e diferenças entre nós.

Tendo como ponto de partida esta reflexão pensei em um jogo que aprendi a pouco tempo Mancala. Originário da África, o Mancala teria surgido por volta do ano 2.000 antes de Cristo. É jogado atualmente em números países africanos, mas já extrapolou as fronteiras deste continente. 

Este jogo começa com uma explicação de como os homens se divertiam nos primórdios do tempo, que os pescadores e caçadores praticavam esta ação não só como forma de alimentação mas também como forma de lazer, os pastores criavam os animais e praticavam disputas como corridas, laço, etc. já os agricultores tinham longos momentos de espera entre a plantação e colheita e esperando a época certa para semear, num destes períodos eles inventaram o  Mancala.

"Mancala é uma família de jogos de tabuleiro jogada ao redor do mundo, algumas vezes chamada de jogos de semeadura ou jogos de contagem e captura, que vêm das regras gerais. Os jogos dessa família mais conhecidos no mundo ocidental são o Oware, Kalah, Sungka, Omweso e Bao." Disponível em: <https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Mancala> acessado em 23 de out de 2016.

Este jogo pode ser jogado com matérias simples e improvisados ele ensina que não é importante vencer o importante é saber dividir, colher e semear. Mas acredito que o fator especial do jogo é conhece como nossos antepassados se divertiam e passavam o tempo.







MANCALA

Como jogar:
1- Número de jogadores: 2.
2- Antes de começar o jogo, cada jogador põe 4 sementes em cada cova. Como no jogo há 12 covas e 2 kalahas ,as 6 que estão mais próximas de você lhe pertencem e as outras são do seu oponente, ficando também cada um com uma kalaha que são os depósitos .
3- Em cada jogo, você tira todas as sementes de uma cova sua e as distrbui uma a uma em cada cova, na direção de sua kalaha.
4- Quando passar em sua kalaha, coloque uma semente e distribua as outras em cada uma das covas de seu oponente, mas na kalaha dele não.
5- Se a última semente for colocada na kalaha do próprio jogador, ele joga novamente.
6- Se a última semente for colocada na cova vazia do seu lado, e tiver sementes na cova de seu oponente, você captura as sementes dele e as transfere à sua kalaha, junto com a única semente colocada na cova vazia.
7- Se um dos jogadores não tiver mais sementes deve pegar as sementes que restam nas covas do oponente e colocar em sua kalaha.
8- Vence a partida quem terminar com mais sementes.




COOPER, Hilary. Aprendendo e ensinando sobre o passado a crianças de 3 a 8 anos. Educar, Curitiba, v. Especial, p.171-190, 2006. Disponível em: <revistas.ufpr.br/educar/article/viewFile/5541/4055> Acesso em: 20 set. 2016.



Disponível em: <http://alunosdos4sanoscaic.blogspot.com.br/2011/11/mancala-construindo-com-caixa-de-ovos-o.html> Acesso em: 25 set. 2016.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Tempo e espaço: concepções de professores, concepções de alunos


  • Para o professor, na atualidade, o tempo de sala de aula deixa de ser aquele tempo de cumprir com as obrigações, de realizar atividades que se destinam a preencher a carga horária?
  • Sim ou não: por quê?
O texto aborda o questão do tempo, o tempo destinado para aprendizagem do aluno e que nós professores devemos refletir e analisar o papel social da escola na vida do aluno.

Como Oliveira et al (2009) salientaram, "[P]ensar no tempo enquanto continuidade nos desafia a pensar nas atividades de sala de aula como momentos de construção, de reflexão, tanto de professores e professoras como de alunos e alunas." (p.8), em contraposição ao "tempo de cumprir com as obrigações, de realizar atividades que se destinam a preencher a carga horária." (p.9)

Para garantir um bom aproveitamento do tempo em sala de aula, é necessário que o professor reflita, planeje e organize. Também é salientado a importância do tempo coletivo de troca de experiencias e conhecimento entre professores, conversas com os pais e também a troca pais, professores e alunos e também é claro o tempo pedagogico de orientação e supervização.

O tempo na escola vai além da reflexão de quem está dentro ou fora dos padrões, o tempo esta destinado a criação em expações expandidos, interativos e ilimitado. Este espaço seria a porta de entrada para momentos de alegria de aprender.

Referência:
OLIVEIRA, Cristiane et al. Questões sobre o tempo no espaço escolar. Disponível em: <http://www.ufjf.br/espacoeducacao/files/2009/11/cc07_1.pdf> Acesso em 20 set. 2016. 
imagem Disponível em: <http://acervo.novaescola.org.br/img/politicas-publicas/mais-tempo-escola.jpg> Acesso em 19 out. 2016. 

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Histórias e narrativas que evidenciam a diferença entre o ver e o olhar



Novamente ver e olhar... Agora na Interdisciplina Representação Do Mundo Pelos Estudos Sociais, a tarefa era escolher uma imagem e perceber a diferença entre ver e olhar não é só uma  distinção semântica ou um jogo de linguagem, mas um lugar ou processo fundamental para a nossa experiência docente.
  A imagem que escolhi como forma de representação geográfica da Escola Duque de Caxias, escola que trabalho é sua fachada. Ela esta situada no Bairro Azenha, seu público alvo são moradores do bairro.


Escolhi está imagem porque é a visão de entrada da escola este Ipê Roxo é imponente e muito lindo, é impossível passar pela frente da escola e não olhar aquele azul manchado de roxo, os encantos naturais deste majestoso pé de Ipê Roxo, colorindo este azul céu. Ele transmite uma sensação de natureza, ar puro e sua cor vibrante em contraste ao azul (cor das paredes da escola e do céu) alegram a entrada da escola.
“Ver é reto, olhar é sinuoso. Ver é sintético, olhar é analítico. Ver é imediato, olhar é mediado. A imediaticidade do ver torna-o um evento objetivo. Vê-se um fantasma, mas não se olha um fantasma. Vemos televisão, enquanto olhamos uma paisagem, uma pintura” (TIBURI, 2005)
 Historicamente em 25 de agosto de 1939 aparece pela primeira vez com a denominação de Grupo Escolar Duque de Caxias. No entanto, sua origem é anterior. Data de 1928 com o nome de "Aula Isolada Mista", logo depois mudado para "Grupo Escolar da Azenha". Nessa época era apenas uma sala de aula, na qual eram ministrados conhecimentos referentes às quatro primeiras séries escolares, com uma matrícula de mais ou menos sessenta alunos. Como o número de alunos crescia, a escola necessitava expandir-se passando a funcionar, em duas salas.
     Esta data e este nome foram escolhidos porque o 25 de agosto é uma data para reverenciarmos a memória daquele que foi o maior soldado do Brasil, que por suas qualidades militares e de homem é o Patrono do Exército Brasileiro, sinônimo de paz, harmonia e integração.
     Somente em março de 1968, a escola mudou para o prédio atual, a comunidade tem um apego grande pela escola e também pelo seu prédio. Atualmente um grupo de mães cansadas do descaso dos governantes e com tristeza de olharem seu patrimônio o lugar onde estudaram e onde seus filhos, netos estudam se deteriorar se mobilizaram e estão reformando a escola, estando ai aquele olhar sensitivo e afetivo que nutrem pela escola.



“É como se depois de ver fosse necessário olhar, para então, novamente ver. Há, assim, uma dinâmica, um movimento – podemos dizer- um ritmo em processo de olhar-ver. Ver e olhar se complementam, são dois movimentos do mesmo gesto que envolve sensibilidade e atenção.” (TIBURI, 2005)
O olhar destas mães é diferenciado pois elas perceberam com a convivências que a escola necessitava de ajuda, indo além da ação rela de enxergar. O olhar perturbou, angustiou e instigou fazendo com que elas reagissem e tomassem a atitude.





Referências:
CASTROGIOVANNI, Antonio; COSTELLA, Roselane. Geografia e a cartografia escolar no ensino básico: uma relação complexa - percursos e possibilidades. In: SEBASTIÁ, Rafael; TONDA, Emilia. La investigación e innovación en la enseñanza de la Geografía. Alicante: UNE, 2016, p.15-26.
TIBURI, Márcia. Aprender a pensar é descobrir o olhar. Disponível em:  <http://www.marciatiburi.com.br/textos/aprender.htm> Acessado em: 04/10/2016.
NADAI, Elza. O ensino de história no Brasil: trajetória e perspectiva. Revista Brasileira de História. São Paulo, v.13, n.25/26, p.143-162, set.92/ago.93.