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quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Escola lugar de todos



Este ano tive a experiência de trabalhar em duas redes de trabalho distintas, a rede particular e pública. E as relações de poder e hierarquia se mostraram nitidamente diferentes.

Percebo que na escola púbica as portas estão abertas e anseiam por participação dos pais e familiares, na escola particular percebo que os pais são vistos como problemas que visam apontar erros e exigir mais e mais.

O construir coletivamente é diferente e distinto nestes grupos, acredito que a família deve fazer sim parte da escola como um todo.

Na tomada de decisões e também em questões de ensino e aprendizagem e em debates e reflexões sobre: limites, respeito, valores, agressividade, compromisso e cidadania.

Esta aprendizagem continua com um interrogação ainda não compreendo a não participação e a aceitação das famílias neste processo de construção da escola, currículo e todas as questões que envolvem este processo.


Imagem Disponível em: <http://raquelpicasso.blogspot.com/2013/10/projeto-politico-pedagogico-construcao.html> acesso em 28 nov. 2018

Postagem referência: https://peadlucianexavier.blogspot.com/2015/07/praticas-educacionais-e-relacoes-de.html

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Entre gaiolas e asas...

Sabias palavras poéticas de Rubem Alves comparando os professores e os alunos com pássaros engaiolados. Meu entendimento sobre a educação se iguala ao pensar de Rubem Alves, acredito que seguir o conteúdo programático engaiola tanto professores como estudantes, é praticamente impossível ter liberdade de poder usar ferramentas que tragam prazer e descontração para a sala de aula, também sinto engaiolada de não poder trabalhar assuntos que não fazem parte do cronograma mas fazem parte da curiosidade e da vontade de saber do aluno.

Repensando minhas postagens no blog e minhas vivências diárias em sala de aula, me sinto um professor “engaiolado”, por ter que seguir o conteúdo programático. Sou uma pessoa que ama música, ama sorrir e brincar, porém ministrando aulas de língua portuguesa fica difícil não seguir o cronograma. Uma simples atividade como assistir aula no pátio já causa polemicas do tipo está “matando” aula.


REFERÊNCIA: ALVES, Rubem. Gaiolas ou asas? In: ALVES, Rubem. Por uma educação romântica. Campinas: Papirus, 2002, p. 29-32.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Tempo e espaço: concepções de professores, concepções de alunos


  • Para o professor, na atualidade, o tempo de sala de aula deixa de ser aquele tempo de cumprir com as obrigações, de realizar atividades que se destinam a preencher a carga horária?
  • Sim ou não: por quê?
O texto aborda o questão do tempo, o tempo destinado para aprendizagem do aluno e que nós professores devemos refletir e analisar o papel social da escola na vida do aluno.

Como Oliveira et al (2009) salientaram, "[P]ensar no tempo enquanto continuidade nos desafia a pensar nas atividades de sala de aula como momentos de construção, de reflexão, tanto de professores e professoras como de alunos e alunas." (p.8), em contraposição ao "tempo de cumprir com as obrigações, de realizar atividades que se destinam a preencher a carga horária." (p.9)

Para garantir um bom aproveitamento do tempo em sala de aula, é necessário que o professor reflita, planeje e organize. Também é salientado a importância do tempo coletivo de troca de experiencias e conhecimento entre professores, conversas com os pais e também a troca pais, professores e alunos e também é claro o tempo pedagogico de orientação e supervização.

O tempo na escola vai além da reflexão de quem está dentro ou fora dos padrões, o tempo esta destinado a criação em expações expandidos, interativos e ilimitado. Este espaço seria a porta de entrada para momentos de alegria de aprender.

Referência:
OLIVEIRA, Cristiane et al. Questões sobre o tempo no espaço escolar. Disponível em: <http://www.ufjf.br/espacoeducacao/files/2009/11/cc07_1.pdf> Acesso em 20 set. 2016. 
imagem Disponível em: <http://acervo.novaescola.org.br/img/politicas-publicas/mais-tempo-escola.jpg> Acesso em 19 out. 2016. 

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Minha percepção sobre a perspectiva de Paulo Freire


 
              Com a leitura da obra “Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa” minha percepção sobre a perspectiva de Freire é que existem diferentes tipos de educadores que se dividem em críticos, progressistas e conservadores.
              Porem indiferente ao tipo de professor todos necessitam de saberes comuns como saber relacionar teoria e prática; conduzir o aluno para produção e construção do conhecimento; perceber que ao ensinar aprende e principalmente consiga “despertar no aluno a curiosidade, a busca do conhecimento, a necessidade de aprender de forma crítica”.
              O livro pedagogia da autonomia versa sobre de lacunas que são conflituosas entre os educadores destacando a necessidade da reflexão crítica sobre a prática educativa, que dialoga com a teoria e a prática, sendo o posicionamento vital para o autor que não há docência sem discência, quer dizer que: quem ensina ‘aprende o ensinar’, e quem aprende ‘ensina o aprender’.
              Para o autor ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção. Deixando claro que o ensino não depende somente do professor, bem como a aprendizagem não é exclusiva do aluno, mas tanto o ensino versus aprendizagem e o professore versus aluno se fundem e se completam.
             Segundo o autor a convivência harmoniosa e amorosa entre professor e aluno reflete na troca de saberes e a educação como base de transformação social.
 
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra. 1998

Reflexão sobre modelos pedagógicos



Quando conclui minha formação, recebi o diploma e uma bagagem imensa de teoria, porém ao adentrar em uma sala de aula como educadora me deparei com uma realidade totalmente diferente daquela que poderia imaginar, até mesmo porque o período de estágio, que teria a função de mostrar o que seria uma sala de aula além dos livros, fui presenteada com uma turma modelo. Uma turma pensante, independente e madura, a menina dos olhos de todos os aspirantes e veteranos professores. Sem mencionar a escola, uma escola pública bem localizada, organizada.

Sempre me visualizei como um professor reflexivo, por que desde que me conheço sempre questionei tudo, sempre questiono o quê e o porquê das coisas, nunca me conformei com o fracasso e sempre acreditei que tudo é possível, imaginava tudo se transformando, modificando e melhorando. Porém na pratica esse inconformismo me conduziu a grandes desafios e inúmeras dificuldades, até mesmo algumas decepções por querer deixar de lado a prática pedagógica disciplinar e inovar com a troca trabalhando interdisciplinaridade.

A prática pedagógica disciplinar parte do pressuposto que aprender é separar, e nós preferimos estar no sentido contrário, ou melhor, no sentido “horário” da complexidade e inteireza do conhecimento. Prática esta que cada professor pode desenvolver sozinho de seu modo sem sequer dialogar com pares da mesma área de atuação.

interdisciplinaridade desenvolve e vivência a capacidade de organização, potencializa a criatividade, articula o conhecimento de forma dialógica, promove a aproximação da comunidade interna e externa, experimenta, de fato, o trabalho em equipe e possibilita a prática do hábito da pesquisa. Porém neste modelo de trabalho o educador tem que dialogar com colegas, direção, supervisão e até mesmo com os educandos.

Trabalhando nesta segunda metodologia acredito que ocorre uma aprendizagem significativa dependendo é claro da disposição do aluno para aprender, além da seleção de conteúdos. A aprendizagem desse conteúdo envolve a realização de ações, é preciso fazer para aprender e seu domínio envolve o seu uso e aplicação em diferentes contextos.

Porém como tornar uma sala e a aula mais dinâmicas, favorecendo a realização de ações, e a promoção de vivências aos alunos, o exercício de habilidades que levem a autonomia para analisar e criticar os processos colocados em ação e seus resultados. Se todos os pilares da escola não aceitam e não querem mudanças, não aceitam inovações.

Entendo que todos os educadores precisam compreender sobre estes modelos e escolher aquele que melhor produza conhecimento no aluno. Contudo este mesmo professor precisa respeitar regras, a hierarquia e a organização da escola. Não tenho dúvidas de que aluno gostaria de formar, de que metodologia seria ideal para modificar nossa sociedade.

Porém a escola precisa ser que trabalhe a coletividade. Tenho convicção que a prática aliada a pesquisa são fundamentais para a compreensão do que está se fazendo. E se esta escola permitir em seu quadro um professor reflexivo irá formar indivíduos capazes, críticos e autônomos, aptos a escreverem a própria história e certamente teremos um mundo melhor.

 
 
 
BECKER, F. Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos. Texto em PDF, disponibilizado pelo autor.

 ZABALA, Antoni.  Respostas do ensino à dispersão do conhecimento: esclarecimento conceitual. In: EnfoqueGlobalizador e Pensamento Complexo. Porto Alegre:ArtMed, 2002. (p. 26-30)

 

terça-feira, 2 de junho de 2015

Texto: a origem da palavra cultura por Alfredo Bosi


Incrível como foi resumido em poucas palavras o ensinamento de uma vida que "cultura é a de transmissão de conhecimentos e valores de uma geração para outra, de uma instituição para outra, de um país para outro; subsiste sempre a ideia de algo que já foi estabelecido em um passado – que pode ser um passado próximo ou um passado remoto."

Como graduada em Letras já havia estuda e lido alguns artigos de Alfredo Bosi, gosto muito de seus textos de sua escrita precisa e clara, bem objetiva de fácil entendimento. Ao pensarmos em cultura, cultural lembramos de algo do passado, algo que foi ensinado que aprendemos. 

Para Alfredo Bosi, a cultura é alguma coisa que se faz, e não apenas um produto que se adquire. 

Semana 4 - Estudo, Trabalho e Lazer


Na Semana 4 para a interdisciplinar -  ESCOLA, CULTURA E SOCIEDADE: Abordagem Sociocultural e Antropológica vamos aprofundar nossos conhecimentos em Cultura, conhecimento, comportamento e lógica das relações sociais teremos inúmeras tarefas:
1. Leitura:
·         A origem da palavra Cultura, Alfredo Bosi.
·         Cultura e Democracia, Marilena Chauí.
·         Cultura e educação popular: apropriação dos entes da cultura, Maria das Graças de Almeida Baptista.
·         Narradores de Javé.
·         Vista minha Pele

2. Filmes:
3. Estudo fotográfico (celular) evidenciando as transformações da escola (o que expõe e o que oculta).


Esta semana está sendo muito agitada, fechamento de trimestre! Tenho 13 turmas, inúmeras elaborações de provas, correções, recuperações e conselho de classe! Aff

ESTUDO MUITO.
E TRABALHO MUITO, TAMBÉM! 
PORÉM NÃO SOBREVIVO SEM O LAZER! 
HAJA TEMPO! 



Não abro mão do lazer! Neste final de semana assisti uma peça teatral com minhas filhas - João e o pé de feijão da Cia. Halarde no Teatro Bruno Kiefer da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), super indico. Também incluí na lista de lazer os filmes indicados para as interdisciplinas ... rsrsrs









domingo, 24 de maio de 2015

Metodologia de ensino globalizado

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O que é: "Metodologia de ensino globalizado"? São metodologias que influenciaram as teorias pedagógicas de Decroly e Kilpatrick que são referências preciosas para o trabalho de ensino globalizado.
Nessa metodologia as disciplinas escolares se integram e os conteúdos selecionados são aqueles que apresentam maior utilidade para os estudantes, não são individualizados seguem uma sequencia lógica e estruturada de acordo com as condições do estudante.
Estas praticas pedagógicas visam a integração dos estudante valorizando a sua formação de ideias, reflexão e analise critica, preparando o mesmo para enfrentar diferentes situações e o estimulando a tomar inciativas o tornando um ser atuante socialmente.



sexta-feira, 8 de maio de 2015

Filme: "Quanto vale ou é por quilo?"

O filme, “Quanto Vale ou É Por Quilo?” de Sérgio Luís Bianchi cineastra brasileiro, inicia com uma narrativa histórica, do Brasil Colônia. Logo na cena de abertura do filme, acontece uma ação envolvendo uma negra forra, e o rapto de seu escravo por um proprietário branco, retratando basicamente a crise de valores existentes desde o Brasil Colonia iniciando pela exploração da mão-de-obra barata e da mais valia até os dias atuais com as ONGs que surgem para preencher a fragilidade do Estado-nação dentro do capitalismo global no âmbito social.

O enredo retrata as mazelas e contradições de um país em permanente sofre crise de valores indiferente do tempo independentemente no Século XVIII e os tempos atuais. Os fatos narrados aparentemente parecem ter ficado no passado, mas que ainda visualizamos atualmente, como a luta pelos direitos democráticos, a discriminação contra negros e pobres, o desrespeito, a lavagem de dinheiro, a corrupção, dentre outros.

“Quanto Vale Ou É Por Quilo?” não questiona apenas as instituições no país atual, ele mostra que tanto faz lucrar com a venda e exploração física de semelhantes, quanto superfaturar a compra de equipamentos por ONGs o que vale mesmo é o LUCRO... O que fica mesmo é o questionamento quando vamos mudar???


Indicação da Interdisciplina: ESCOLA, CULTURA E SOCIEDADE: Abordagem Sociocultural e Antropológica

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Macunaíma - O herói brasileiro

  




Na Interdisciplina "ESCOLA, CULTURA E SOCIEDADE: Abordagem Sociocultural e Antropológica" vamos assistir o filme "Macunaima" - como todo bom leitor digo que o livro é anos luz melhor que o filme (a adaptação do livro para a sétima arte), porém ele passa ou melhor resume bem a história do Herói Brasileiro uma personagem tipicamente brasileira descrito por Mário de Andrade. 


Macunaíma nasceu no meio da mata é preguiçoso, não possuí caráter. Seus trejeitos, sua fisionomia e suas falas são cômicas. Vale a pena assistir.