quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Reflexões sobre as aprendizadens do primeiro semestre


Muitos foram os questionamentos e reflexões que me fizeram retornar aos bancos acadêmicos principalmente por não concordar com inúmeras teorias pedagógicas da atualidade, porém, ao perceber que não poderia mais lecionar convivendo com está permissa e que deveria sim ter um ponto de vista embasado deixando de lado o “achometrô”, embarquei nesta nova e estressante experiência de estudo EAD, confesso que esta sendo difícil a adaptação tanto com a metodologia de ensino, quanto com a utilização de diferentes ferramentas de tecnológicas.

Sempre questionei a respeito do papel da escola na educação, porém, somente lecionando reconheci a escola como “instituição do saber” de suma importância para toda a sociedade e que o verdadeiro papel do professor que vai além da transmissão de conhecimentos aos alunos. Por isso necessito, ou melhor, todos os educadores de diferentes áreas necessitam de um olhar além, ensinando os alunos a pensarem sobre o mundo, a sociedade na qual estão inseridos.

Logo com as interdisciplinas (Corporeidade- Epistemologia e Vivências do Aprender; Escola, Cultura e Sociedade Abordagem Sociocultural e Antropológica; Escola, Projeto Pedagógico e Currículo; Seminário Integrador I) apresentadas no primeiro semestre podemos ter já algumas pinceladas de como pensar na escola como local “preparação” para a vida, e sua função de preparar cidadãos do mundo.

Assim sendo, entendo que a proposta de ensino a distância, que se volta para a formação cultural e científica possibilita a participação efetiva, porém, defronta-se é com inúmeros problemas até mesmo com a resistência ao novo. E evidente a necessidade desta nova metodologia de ensino e aprendizagem como prática educativa inovadora, embasada na implantação e reflexão do conhecimento compartilhado, que possibilita agir, transformar e refletir.

Consequentemente estaremos preparados para efetivar as mudanças necessárias na escola, e assim cumprimos nosso papel que é formar seres que possam pensar a respeito de tudo o que fazem. Por todas estas breves abordagens, concluo que o curso de Pedagogia vem transformado minhas expectativas quanto o papel do educador.

Porém a educação à distância tem me causado uma fusão de sentimentos, sensações e reflexões, e serão necessárias mudanças bruscas no planejamento e execução das tarefas, devemos nessa nova empreitada superarmos o medo, enfrentarmos os desafios e obstáculos possibilitando assim a efetivação da construção do modelo contemporâneo de ensino efetivando assim a aprendizagem. Futuramente como educador possa utilizar todas as experiências adquiridas enquanto aluno.

Até o presente momento não utilizei nenhum método estudado em minhas aulas. Achei interessante o método globalizado onde todos os conteúdos de aprendizagem são organizados a partir de situações e temas independentes de matérias não descartando os conteúdos disciplinares mesmo que eles não sejam base para sequência didática.

Concluindo, percebi que o professor em muitos casos é visto como força estimuladora para despertar nos alunos uma disposição motivadora para determinado assunto. Tenho recebido este apoio em todos os encontros presenciais e por meio das tecnologias. Seja estimulando, provocando e instigando a curiosidade fazendo com que a visualização de vídeos e a leitura de textos, ocorressem o crescimento desta cumplicidade entre professores, tutores e alunos.

Referências

ASSMANN, Hugo & MO SUNG, Jung. Competência e Sensibilidade Solidária. Educar para a esperança. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004;

BECKER, F. Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos. Texto em PDF, disponibilizado pelo autor;

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia : saberes necessários à prática docente. 6. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1997.

GONÇALVES; C.J.S. Corporeidade. Revisão do Conceito. Tese de Doutorado. UNIMEP. 2005.

ZABALA, Antoni.  Respostas do ensino à dispersão do conhecimento: esclarecimento conceitual. In: Enfoque Globalizador e Pensamento Complexo. Porto Alegre: ArtMed, 2002. (p. 26-30)


quarta-feira, 8 de julho de 2015

Eu aprendi...
...que ignorar os fatos não os altera;

Eu aprendi...
...que a vida é dura, mas eu sou mais ainda;

Eu aprendi...
...que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu.

Eu aprendi...
...que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar;

Eu aprendi...
...que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito;

Eu aprendi...
...que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você esta escalando-a;

Eu aprendi...
...que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Práticas educacionais e relações de poder


Na perspectiva, que o planejamento participativo é que o PPP constitui-se seja um instrumento de intervenção na realidade escolar visando proporcionar a  organização do trabalho pedagógico; a utilização dos tempos e espaços escolares;  identificar e valorizar aspirações, ideais e anseios; e sobretudo, permitindo que a comunidade escolar possa refletir, definir, construir coletivamente as metas e objetivos trazendo suas vivencias e anseios para dentro dos portões da escola creio que nossa escola está bem distante desta perspectiva.

O Projeto Politico Pedagógico da escola onde trabalho prevê a criação de espaços de participação para todos os seguimentos na vida da escola, procura integrar todos (professores, funcionários, alunos, pais e comunidade) tornando-os corresponsáveis no processo de construção do conhecimento, no entanto percebe-se uma participação efetiva, por parte da comunidade, somente nas festividades da escola. As atividades de cunho social e lazer são de grande aceitação e participação efetiva da comunidade escolar;

As portas da escola sempre estiveram abertas à comunidade, porem não há um estimulo a discussão e a reflexão, e assim viabilizar melhorias acessíveis a todos. Promover o desenvolvimento de grupos, com a finalidade de estabelecer entre eles, vínculos e identidades coletivas esta elencado com o item “Construir conhecimentos de forma interdisciplinar e com diferentes metodologias, que considerem os sujeitos com suas histórias e vivências;”

Ausência de interesse nas questões de ensino e aprendizagem e em debates e reflexões sobre: limites, respeito, valores, agressividade, compromisso e cidadania; são visíveis até mesmo em entrega de boletins. Porém quando a um retorno negativo ou seja notas vermelhas nos deparamos com a recusa. Recusa esta ilustrada no texto “A arte de viver das novas gerações Capítulo: Projeto Participação”, aquela vivência limitada a jogos o que se estende a preguiça de estudar, de aceitar o resultado e recusa ao professor, qualquer hierarquia e ao seu papel de estudante.
 
 
A arte de viver das novas gerações Capítulo: Projeto Participação P. 172

Minha percepção sobre a perspectiva de Paulo Freire


 
              Com a leitura da obra “Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa” minha percepção sobre a perspectiva de Freire é que existem diferentes tipos de educadores que se dividem em críticos, progressistas e conservadores.
              Porem indiferente ao tipo de professor todos necessitam de saberes comuns como saber relacionar teoria e prática; conduzir o aluno para produção e construção do conhecimento; perceber que ao ensinar aprende e principalmente consiga “despertar no aluno a curiosidade, a busca do conhecimento, a necessidade de aprender de forma crítica”.
              O livro pedagogia da autonomia versa sobre de lacunas que são conflituosas entre os educadores destacando a necessidade da reflexão crítica sobre a prática educativa, que dialoga com a teoria e a prática, sendo o posicionamento vital para o autor que não há docência sem discência, quer dizer que: quem ensina ‘aprende o ensinar’, e quem aprende ‘ensina o aprender’.
              Para o autor ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção. Deixando claro que o ensino não depende somente do professor, bem como a aprendizagem não é exclusiva do aluno, mas tanto o ensino versus aprendizagem e o professore versus aluno se fundem e se completam.
             Segundo o autor a convivência harmoniosa e amorosa entre professor e aluno reflete na troca de saberes e a educação como base de transformação social.
 
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra. 1998

Reflexão sobre modelos pedagógicos



Quando conclui minha formação, recebi o diploma e uma bagagem imensa de teoria, porém ao adentrar em uma sala de aula como educadora me deparei com uma realidade totalmente diferente daquela que poderia imaginar, até mesmo porque o período de estágio, que teria a função de mostrar o que seria uma sala de aula além dos livros, fui presenteada com uma turma modelo. Uma turma pensante, independente e madura, a menina dos olhos de todos os aspirantes e veteranos professores. Sem mencionar a escola, uma escola pública bem localizada, organizada.

Sempre me visualizei como um professor reflexivo, por que desde que me conheço sempre questionei tudo, sempre questiono o quê e o porquê das coisas, nunca me conformei com o fracasso e sempre acreditei que tudo é possível, imaginava tudo se transformando, modificando e melhorando. Porém na pratica esse inconformismo me conduziu a grandes desafios e inúmeras dificuldades, até mesmo algumas decepções por querer deixar de lado a prática pedagógica disciplinar e inovar com a troca trabalhando interdisciplinaridade.

A prática pedagógica disciplinar parte do pressuposto que aprender é separar, e nós preferimos estar no sentido contrário, ou melhor, no sentido “horário” da complexidade e inteireza do conhecimento. Prática esta que cada professor pode desenvolver sozinho de seu modo sem sequer dialogar com pares da mesma área de atuação.

interdisciplinaridade desenvolve e vivência a capacidade de organização, potencializa a criatividade, articula o conhecimento de forma dialógica, promove a aproximação da comunidade interna e externa, experimenta, de fato, o trabalho em equipe e possibilita a prática do hábito da pesquisa. Porém neste modelo de trabalho o educador tem que dialogar com colegas, direção, supervisão e até mesmo com os educandos.

Trabalhando nesta segunda metodologia acredito que ocorre uma aprendizagem significativa dependendo é claro da disposição do aluno para aprender, além da seleção de conteúdos. A aprendizagem desse conteúdo envolve a realização de ações, é preciso fazer para aprender e seu domínio envolve o seu uso e aplicação em diferentes contextos.

Porém como tornar uma sala e a aula mais dinâmicas, favorecendo a realização de ações, e a promoção de vivências aos alunos, o exercício de habilidades que levem a autonomia para analisar e criticar os processos colocados em ação e seus resultados. Se todos os pilares da escola não aceitam e não querem mudanças, não aceitam inovações.

Entendo que todos os educadores precisam compreender sobre estes modelos e escolher aquele que melhor produza conhecimento no aluno. Contudo este mesmo professor precisa respeitar regras, a hierarquia e a organização da escola. Não tenho dúvidas de que aluno gostaria de formar, de que metodologia seria ideal para modificar nossa sociedade.

Porém a escola precisa ser que trabalhe a coletividade. Tenho convicção que a prática aliada a pesquisa são fundamentais para a compreensão do que está se fazendo. E se esta escola permitir em seu quadro um professor reflexivo irá formar indivíduos capazes, críticos e autônomos, aptos a escreverem a própria história e certamente teremos um mundo melhor.

 
 
 
BECKER, F. Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos. Texto em PDF, disponibilizado pelo autor.

 ZABALA, Antoni.  Respostas do ensino à dispersão do conhecimento: esclarecimento conceitual. In: EnfoqueGlobalizador e Pensamento Complexo. Porto Alegre:ArtMed, 2002. (p. 26-30)

 

segunda-feira, 8 de junho de 2015

ORAÇÃO DO PROFESSOR - GABRIEL CHALITA


Fim de Trimestre

        Pra todos nós professores finaliza-se um trimestre e incia-se outro. Porém entre eles tem inúmeras provas para elaborar, aplicar, corrigir, cadernos de chamada... aff 
        É uma correria louca! Mas como todo professor sobreviverei! 

Corporeidade uma breve reflexão

        O ser humano tem uma necessidade latente de inovação, criação e invenção esta capacidade ajudou e muito seja na cura de doenças seja em guerras eliminado outros semelhantes para a preservação de outros tantos.
           Porém ao mesmo tempo em que temos esta necessidade de criação cada vez mais visualizamos um distanciamento nas relações afetivas humanas sejam elas mãe/filho ou homem/mulher. Percebesse que as relações afetivas estão mais relacionadas a posse do que verdadeiramente uma simples relação afetiva entre pares, é marcante o quanto são descartáveis assim como no filme “Inteligência Artificial” logo que Mônica (à mãe) tem seu filho de volta (filho que estava em coma) ela passa a tratar o robô com hostilidade.
Estas manifestações corpóreas não são percebidas pelo robô "David". Este apresentava uma série de características de pureza em suas ações que não filtram as atitudes de rejeição de sua mãe, tão pouco conseguia se defender do seu irmão Martin. Ele era racional, rotineiro, franco e ingênuo. Seu pensamento era tão puro a ponto de acreditar na existência da Fada Azul. Será que estas características manifestação corpóreas não estão fazendo falta em nós seres humanos?
Na leitura do texto “Corporeidade: Uma complexa trama transdisciplinar. In GONÇALVES; C.J.S. Corporeidade. Revisão do Conceito. Tese de Doutorado. UNIMEP. 2005.”, percebi que a corporeidade tem diferentes aspectos assim como no filme, foi crescente a relação de criador e criatura e a dependência do criador com sua criatura. A consciência é uma das principais características dos seres humanos e se um robô tem esta característica é por que foi inserida por um humano.
É marcante a conflito interno e como foi difícil deixar de lado superioridade e ter que destruir aquilo que criou por medo de ser superado pela sua criação.
Luciane Soares Xavier
·                     Corporeidade: Uma complexa trama transdisciplinar. In GONÇALVES; C.J.S. Corporeidade. Revisão do Conceito. Tese de Doutorado. UNIMEP. 2005.

·                     A.I. : Inteligência Artificial – EUA, Ficção, Direção: Steven Spielberg, Warner Home Vídeo, 2001.


terça-feira, 2 de junho de 2015

Texto: a origem da palavra cultura por Alfredo Bosi


Incrível como foi resumido em poucas palavras o ensinamento de uma vida que "cultura é a de transmissão de conhecimentos e valores de uma geração para outra, de uma instituição para outra, de um país para outro; subsiste sempre a ideia de algo que já foi estabelecido em um passado – que pode ser um passado próximo ou um passado remoto."

Como graduada em Letras já havia estuda e lido alguns artigos de Alfredo Bosi, gosto muito de seus textos de sua escrita precisa e clara, bem objetiva de fácil entendimento. Ao pensarmos em cultura, cultural lembramos de algo do passado, algo que foi ensinado que aprendemos. 

Para Alfredo Bosi, a cultura é alguma coisa que se faz, e não apenas um produto que se adquire. 

Semana 4 - Estudo, Trabalho e Lazer


Na Semana 4 para a interdisciplinar -  ESCOLA, CULTURA E SOCIEDADE: Abordagem Sociocultural e Antropológica vamos aprofundar nossos conhecimentos em Cultura, conhecimento, comportamento e lógica das relações sociais teremos inúmeras tarefas:
1. Leitura:
·         A origem da palavra Cultura, Alfredo Bosi.
·         Cultura e Democracia, Marilena Chauí.
·         Cultura e educação popular: apropriação dos entes da cultura, Maria das Graças de Almeida Baptista.
·         Narradores de Javé.
·         Vista minha Pele

2. Filmes:
3. Estudo fotográfico (celular) evidenciando as transformações da escola (o que expõe e o que oculta).


Esta semana está sendo muito agitada, fechamento de trimestre! Tenho 13 turmas, inúmeras elaborações de provas, correções, recuperações e conselho de classe! Aff

ESTUDO MUITO.
E TRABALHO MUITO, TAMBÉM! 
PORÉM NÃO SOBREVIVO SEM O LAZER! 
HAJA TEMPO! 



Não abro mão do lazer! Neste final de semana assisti uma peça teatral com minhas filhas - João e o pé de feijão da Cia. Halarde no Teatro Bruno Kiefer da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), super indico. Também incluí na lista de lazer os filmes indicados para as interdisciplinas ... rsrsrs









sábado, 30 de maio de 2015

A.I. : Inteligência Artificial




Título no Brasil: A.I. : Inteligência Artificial
Título Original: Artificial Intelligence: AI
País de Origem: EUA
Gênero: Ficção
Classificação etária: Livre
Tempo de Duração: 146 minutos
Ano de Lançamento: 2001
Estúdio/Distrib.: Warner Home Vídeo
Direção: Steven Spielberg

O sonho de um filme que tratasse de questões da relação homem-máquina nasceu há anos, com Stanley Kubrick, diretor e roteirista de grandes filmes como 2001: Uma Odisséia no Espaço (1968). A.I. foi idealizado pelo cineasta com base em um conto do escritor Brian Aldiss, de 1969, intitulado Superbrinquedos duram o verão todo (Supertoys Last All Summer Long). Kubrick trabalhou cerca de 20 anos nesse projeto, que não chegou a sair do papel, pois o diretor tinha dúvidas se conseguiria material tecnológico suficiente para realizar o filme. Com sua morte, em 1999, coube a Steven Spielberg a responsabilidade de concretizar o projeto a partir do que ambos haviam discutido.

A história de A.I. Inteligência Artificial se passa num futuro indeterminado, quando a terra havia sofrido grandes transformações ambientais, devido às conseqüências do efeito estufa. Para lidar com esse desastre ambiental, humanos criam um novo tipo de computador com uma inteligência artificial incrível: os mecas, robôs independentes, conscientes de sua existência. Assim, a Terra fica dividida entre os orgas (seres orgânicos/humanos) e os mecas (seres mecânicos/robôs). Existem vários tipos de mecas, produzidos com as mais diferentes finalidades, mecas babás, mecas empregados, e até mecas amantes para satisfazer os desejos das mulheres. Contudo, todos eles têm uma característica em comum: a de servir aos seres humanos como “escravos”, incondicionalmente.

O filme A.I., assim como outros grandes filmes de ficção cientifica que retratam a relação homem-máquina, revela um pensamento quase que generalizado nessas obras, a de que os homens, ao criarem artefatos tecnológicos, sentem ao mesmo tempo uma mistura de prazer e medo. Prazer por realizar obra comparada à criação “divina” e, ao mesmo tempo, medo, principalmente de serem substituídos por tal obra, ou mesmo de que a “criatura” se volte contra o “criador”.

Será mesmo que um dia a humanidade poderá ser substituída pela tecnologia? Durante o filme percebemos claramente a “rejeição” do homem pela máquina, já que os orgas são completamente contra a “artificialização” da vida do homem. Não admitem que a sociedade “trate” robôs como “humanos”. Segundo os orgas, essas ações servem apenas para prejudicar a relação do homem em sociedade. Noma (1998, p.147) nos lembra que “os sujeitos do século XX têm suas razões para desconfiar e para temer a ciência, haja visto as experiências com a bomba atômica, com os gases, com as armas e artefatos desenvolvidos para a guerra...” Mas se a tecnologia nasceu da necessidade do homem, não será então o homem quem deverá estabelecer limites a essa tecnologia?

Hoje podemos dizer que a tecnologia não é somente uma necessidade, mas algo natural à vida do homem, pois faz parte de seu cotidiano. TV, rádio, celular, computador, mp3, laptop... é mesmo quase impossível pensar nossas vidas sem a tecnologia. Alimentos transgênicos, clones de animais, inseminações artificiais, afinal de contas não é preciso mais “amar” para que se tenha um filho. Que repercussões podem advir de mudanças tão grandiosas? O que acontecerá conosco se continuarmos avançando da forma como estamos?

Afinal, quando nos tornamos escravos dessa tecnologia? Existem pessoas que passam horas na frente do computador, ou mesmo trocando mensagens pelo celular, o famoso sms. Conversas virtuais, encontros virtuais, relacionamentos virtuais, msn, blog, orkut, chat. Porque as pessoas preferem esse tipo de contato? Todos nós, ao nos relacionarmos com outras pessoas passamos por diferentes situações, sofrimentos, desentendimentos. No entanto, esses relacionamentos é que nos fazem amadurecer, crescer como pessoa, como cidadão. Por outro lado, o homem “virtual”, numa tentativa de não sofrer, de não errar, de não se frustrar ou frustrar o “outro”, renuncia ao contato humano e social, pela facilidade que encontra em ser não o que é, mas o que “sonhou” ser.

No filme, a Cybertronics Manufacturing, empresa que domina a criação de mecas, resolve projetar um robô que seja capaz de amar, um robô com sonhos e sentimentos iguais aos de seres humanos. Liderados pelo cientista Robby (William Hurt), o meca David (Haley Joel Osment) é desenvolvido, lembrando a criação de Adão e Eva, "programados" para amar o seu criador. O meca-filho tem a função de garantir um amor incondicional aos seus “pais”: Monica (Frances O’Connor) e Henry (Sam Robards), funcionário da empresa fabricante. David é acionado para "amar" quando Mônica verbaliza uma lista de sete palavras, previamente planejadas e constantes do manual de instruções: cirro, Sócrates, partícula, decibel, furacão, tulipa e golfinho.

Se a grande questão, inicialmente destacada no filme, referia-se à capacidade de um meca amar um orga, agora a situação se inverte: será um humano capaz de amar um meca? Ao criar um robô-filho que tivesse a capacidade de amar, o cientista abriu vários precedentes, afinal, quem ficaria responsável por amar aquela “criança”? Qual a responsabilidade dos pais sobre esse “filho artificial”? Humanos seriam capazes de amar um robô? Mas o que chama a atenção é que o cientista, ao idealizar David, pensou numa característica que o tornaria único: David seria capaz de amar e sonhar. E David sonha, faz planos, projeta realizações. E o mais importante, busca realizá-los sem ser programado para fazê-lo.

Estruturado como um conto de fadas, A.I. situa a ação de seus personagens entre a fantasia mais pura e o medo de crescer, de deixar de ser criança e perder o amor dos pais, permeado pela insegurança de nossa inserção no mundo adulto, pela necessidade da busca por uma identidade própria. Ao final de sua jornada, o “herói” vai emergir “humanizado”, a "humanização" do menino-robô é representada no final quando ele “adormece” e "morre" junto com a "mãe". Simbolicamente, ao “morrer”, ele se torna ser humano, já que morrer é uma característica humana. 

A visão distópica de A.I. inclui o desfecho profetizado por Gigolo Joe, “Nós sofremos pelo erro deles, porque, quando o fim chegar, tudo que restará seremos nós”, as máquinas sobrevivem aos seres orgânicos. Quando David é resgatado do fundo do mar, depois de dois mil anos de espera, o homem é uma espécie extinta. O mundo está povoado por mecas altamente desenvolvidos, que fazem escavações para descobrir suas origens. Ao final, David “torna-se a memória permanente da raça humana”, paradoxalmente, a prova da capacidade dos homens fica registrada na memória de um ser robótico, o resgate de sua memória sinaliza não a sua evolução, mas o processo de sua extinção.

O filme, além de nos trazer questionamentos sobre essa relação tão polêmica e tão complexa que é a do homem com a máquina, nos deixa uma grande lição, a de que nós, humanos, temos capacidade, maior do que qualquer artefato tecnológico: somos capazes de amar! Sonhar, planejar, enfim, nos emocionar. Grandes qualidades dos seres humanos.

De acordo com Noma (1998, p.145), filmes como A.I. servem de alerta para o fato de que “a adesão, a aceitação cega, sem questionamentos, dos produtos da ciência e da tecnologia pode levar à morte, à desordem e à destruição”. O homem do mundo globalizado não tem mais tempo, falta-lhe tempo para passear, para comprar, para se relacionar, e nessa ânsia pelo tempo, ou melhor, por “agilizar” o seu tempo, busca nas mais diferentes possibilidades tecnológicas tornar sua vida cada dia mais prática e, conseqüentemente, mais “artificial”, muitas vezes tornando-se “escravo” destes recursos.



Autoras:
Suelen Fernanda Machado – Pedagoga e Assessora Pedagógica da CRTE de Campo Mourão.
Amélia Kimiko Noma – Professora Dra. da UEM – Universidade Estadual de Maringá.

Fonte: http://www.cinema.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=99 

Referência

NOMA, Amélia Kimiko. Visualidades da vida urbanaMetropolis e Blade Runner. São Paulo, 1998. Tese (Doutorado em História Social)-Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.


Prefácio Ao pé da árvore


Com a leitura do texto: Prefácio Ao pé da árvore (incluindo os subcapítulos: Primeiras Folhas a necessidade de nos conhecermos; Brotos de Inspiração e Folhas Finais). Págs. 09 a 57. In Maturana & Varela; A árvore do Conhecimento. Ed Palas Athenas. 2003

Percebi que a natureza humana tem a tendência autodestruição, a nossa necessidade de destruir pensando criando, inventando, inovando. Não satisfeitos de destruir a natureza, o meio ambiente, estamos numa crescente destruição das relações humanas, por muitas vezes deixando de lado os conceitos éticos existentes há muito tempo.

O ser humano tem uma necessidade de inovar de transformar tudo seja o meio ambiente seja as relações com o outro. É da nossa natureza esta necessidade de recriar de transformar e de modificar, porém nem sempre da certo nem sempre é necessário.

Nossas ações ocasionadas e modificadas por necessidade de recriação e renovação, oriundos de toda experiência cognitiva que envolve o ser humano de uma maneira pessoal suprimindo o ponto de vista ético que sempre esteve junto ao ser humano, nos leva a reflexão da condição humana cuja natureza busca a evolução e a realização pessoal, ou seja, individual.

No trecho “O que precisamos então não é criar impulsos biológicos novos, nem tentar melhorar a inteligência humana por meio da engenharia genética, nem esperar uma ajuda sobrenatural ou extraterrestre que não chegará. A única coisa que podemos e devemos fazer é libertar em toda a sua extensão esses impulsos biológicos naturais que já possuímos, prestando-lhes toda a ajuda que pudermos, removendo, com nossa reflexão consciente, todos os ramos, muros e toneladas de rancores acumulados como escombros que os sufocam e esmagam, já que, estando como estão, acham-se orientados contra outros homens, o que impede de libertá-los na plena manifestação de sua maravilhosa dimensão natural, que é nossa realização existencial de seres sociais e sociáveis.” Fica chara esta necessidade humana.


"Quando, falto de fio condutor no labirinto das montanhas, de nada te serve a dedução (porque sabes que teu caminho só embarranca quando surge o abismo) então, às vezes, se propõe esse guia e, como se voltasse de lá longe, te traça o caminho. Mas, uma vez percorrido, esse caminho permanece traçado e te parece evidente, e esqueces o milagre de uma caminhada que foi semelhante a um retomo. » Antoine de Saint Exupéry, Cidadela





domingo, 24 de maio de 2015

Sábado letivo - Dia da solidariedade

Meu sábado foi maravilhoso, muita diversão, atividade física, dança e risadas... Como é bom estar num ambiente repleto de gente com alto astral! Nossa escola teve uma agenda lotada de atividades e foi maravilhoso este dia. Foi um dia de se doar e compartilhar! 
Valeu Duque! 




Solidariedade é um ato de bondade com o próximo ou um sentimento, uma união de simpatias, interesses ou propósitos entre os membros de um grupo. Ao pé da letra, significa: 1 Cooperação mútua entre duas ou mais pessoas. 2 Interdependência entre seres e coisas. 3 Identidade de sentimentos, de ideias, de doutrinas. 1
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Solidariedade

Metodologia de ensino globalizado

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O que é: "Metodologia de ensino globalizado"? São metodologias que influenciaram as teorias pedagógicas de Decroly e Kilpatrick que são referências preciosas para o trabalho de ensino globalizado.
Nessa metodologia as disciplinas escolares se integram e os conteúdos selecionados são aqueles que apresentam maior utilidade para os estudantes, não são individualizados seguem uma sequencia lógica e estruturada de acordo com as condições do estudante.
Estas praticas pedagógicas visam a integração dos estudante valorizando a sua formação de ideias, reflexão e analise critica, preparando o mesmo para enfrentar diferentes situações e o estimulando a tomar inciativas o tornando um ser atuante socialmente.



terça-feira, 12 de maio de 2015

Projeto Político Pedagógico E.E.E.F. Duque de Caxias


Projeto Político Pedagógico - A Identidade da Escola

No sentido etimológico, o termo projeto vem do latim projectu = lançado. É particípio passado do verbo projicere, que significa lançar para frente. É um plano, intento, desígnio. Empreendimento. Plano geral de edificação.

Analisando com mais minúcia a  etimologia do termo Projeto Político Pedagógico, será mais fácil  familiarizar-se com o que ele  diz em suas entrelinhas:

PROJETO = vem do latim PROJICERE que significa lançar para frente;

POLÍTICA = refere-se à ciência ou arte de governar; orientação administrativa de um governo; princípios diretores da ação; conjunto dos princípios e dos objetivos que servem de guia a tomadas de decisão e que fornecem a base da planificação de atividades em determinado domínio; modo de se haver em qualquer assunto particular para se obter o que se deseja; estratégia; táctica;(Do grego politiké, «a arte de governar a cidade»).

PEDAGÓGICO = relativo ou conforme à pedagogia; que é teoria da arte, filosofia ou ciência da educação, com vista à definição dos seus fins e dos meios capazes de os realizar;

“Projeto Político Pedagógico: ação intencional. Compromisso sócio-político no sentido de compromisso com a formação do cidadão, para um tipo de sociedade e Pedagógico: no sentido de definir as ações educativas e as características necessárias às escolas para que essas cumpram seus propósitos e sua intencionalidade”

Finalidade
Toda escola deve ter definida, para si mesma e para sua comunidade escolar, uma identidade e um conjunto orientador de princípios e de normas que iluminem a ação pedagógica cotidiana.

O Projeto político pedagógico vê a escola como um todo em sua perspectiva estratégica, não apenas em sua dimensão pedagógica. É uma ferramenta gerencial que auxilia a escola a definir suas prioridades estratégicas, a converter as prioridades em metas educacionais e outras concretas, a decidir o que fazer para alcançar as metas de aprendizagem, a medir se os resultados foram atingidos e a avaliar o próprio desempenho.

O PPP é diferente de planejamento pedagógico. É um conjunto de princípios que norteiam a elaboração e a execução dos planejamentos, por isso, envolvem diretrizes  mais permanentes, que abarcam conceitos subjacentes à educação:

 - Conceitos Antropológicos: (relativos à existência humana)
 - Conceitos Epistemológicos: aquisição do conhecimento
 - Conceitos sobre Valores: pessoais, morais, étnico...
 - Político: direcionamento hierárquico, regras...

Importância de um Projeto para a escola
A relevância de um projeto escolar consiste no planejamento que, evita improvisação, serviço malfeito, perda de tempo e de dinheiro.

Com planejamento, fica bem claro o que se pretende e o que deve ser feito para se chegar aonde se quer. Um bom Projeto Político Pedagógico dá segurança à escola. Escolhem-se as melhores estratégias o que facilita seu trabalho, pois o mesmo está fundamentado no Projeto que norteia toda Unidade Escolar. Isso se faz imprescindível para se ter um rumo, visando obtenção de resultados de forma mais eficiente, intensa, rápida e segura.

A escola deve buscar um ideal comum: fazer com que todos os alunos aprendam. Uma boa sugestão é nomear comissões de pais e encarregá-las de organizar campeonatos esportivos nos finais de semana na quadra da escola, cuidar dos banheiros ou da biblioteca.

*Texto Fragmentado do material didático - Projeto Político Pedagógico/ A Identidade da Escola - Sistema de Ensino Portal Educação e Sites Associados

Artigo por Colunista Portal - Educação - terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Fonte: https://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/3550/projeto-politico-pedagogico-a-identidade-da-escola





INTERDISCIPLINA: Corporeidade – Epistemologia e vivências do aprender

Adorei a INTERDISCIPLINA: Corporeidade – Epistemologia e vivências do aprender, gostei até do nome... fiquei maravilhada com o Professor Dr. Clésio José dos Santos, ele foi de um vigor de uma energia.

Logo liguei a imagem deste professor com um livro que li que falava da importância da linguagem corporal "O Corpo Fala" de Pierre Weil e Roland Tompakow. Por ironia do destino fiz este curso de extensão com uma turma de estudantes de Educação Física.


Este livro explica que pela linguagem do corpo podemos dizer muitas coisas sem usar uma única palavra. Tema ignora pela maioria das pessoas. Através de gestos, olhares, posições do corpo, etc a comunicação ocorre e transmitem uma verdade que nem sempre as palavras conseguem dizer.






Parafuso a menos...

Gente acho que estou com um parafuso a menos ou todos os parafusos estão entrando em colapso!

Sempre gostei de estudar mas estou encontrando dificuldades no curso de graduação EAD. São inúmeras ferramentas que necessitam atualizações praticamente diárias, além dos textos, filmes e fóruns de debates.

Primeiramente fiquei super empolgada com esta nova rotina de estudos. Estudar nesta Universidade de renome é um sonho para qualquer mortal. Porém esta angustia que me abate agora, está me deixando muito apreensiva. 

 No momento só me vem na cabeça lembranças da minha mãe que ralhava comigo e dizia, "você só pode  ter um parafuso a menos" quando entrava em surto e brigava com os livros, folhas, cadernos e falava comigo mesma em voz alta.


Espero brevemente pegar o ritmo e superar estas dificuldades e só aproveitar esta oportunidade que estou recebendo.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Filme: "Quanto vale ou é por quilo?"

O filme, “Quanto Vale ou É Por Quilo?” de Sérgio Luís Bianchi cineastra brasileiro, inicia com uma narrativa histórica, do Brasil Colônia. Logo na cena de abertura do filme, acontece uma ação envolvendo uma negra forra, e o rapto de seu escravo por um proprietário branco, retratando basicamente a crise de valores existentes desde o Brasil Colonia iniciando pela exploração da mão-de-obra barata e da mais valia até os dias atuais com as ONGs que surgem para preencher a fragilidade do Estado-nação dentro do capitalismo global no âmbito social.

O enredo retrata as mazelas e contradições de um país em permanente sofre crise de valores indiferente do tempo independentemente no Século XVIII e os tempos atuais. Os fatos narrados aparentemente parecem ter ficado no passado, mas que ainda visualizamos atualmente, como a luta pelos direitos democráticos, a discriminação contra negros e pobres, o desrespeito, a lavagem de dinheiro, a corrupção, dentre outros.

“Quanto Vale Ou É Por Quilo?” não questiona apenas as instituições no país atual, ele mostra que tanto faz lucrar com a venda e exploração física de semelhantes, quanto superfaturar a compra de equipamentos por ONGs o que vale mesmo é o LUCRO... O que fica mesmo é o questionamento quando vamos mudar???


Indicação da Interdisciplina: ESCOLA, CULTURA E SOCIEDADE: Abordagem Sociocultural e Antropológica